domingo, 31 de julho de 2016

TELESCÓPIO HUBBLE DIVULGA NOVA IMAGEM DO PLANETA MARTE

Imagem obtida pelo telescópio Hubble mostra visão aproximada do planeta Marte
O planeta, que entra em oposição com o Sol neste sábado, foi fotografado a 80 milhões de quilômetros da Terra quase totalmente iluminado pela luz solar
O planeta vermelho está tão “fotogênico” graças ao seu alinhamento com a Terra e o Sol – o que faz com que os planetas fiquem bastante próximos (ESA/Hubble Heritage/Nasa)
Ao passo em que se aproxima da Terra, Marte surge com cada vez mais detalhes. As lentes do telescópio Hubble captaram uma incrível imagem do planeta, feita quando o planeta estava a 80 milhões de quilômetros de distância da Terra, iluminado pela luz solar. Marte entra em oposição com o Sol na noite de sábado e está cada vez mais perto de nós  – na segunda-feira (30), o planeta deve atingir seu ponto mais próximo da Terra em 11 anos, ficando a aproximadamente 75,3 milhões de quilômetros do nosso planeta.
Marte está tão “fotogênico” graças ao seu alinhamento com a Terra e o Sol – o que faz com que os planetas fiquem bastante próximos. Marte começou a se aproximar da Terra na semana passada – e o período de aproximação deve seguir até o fim do mês.
“Como o planeta vai estar muito próximo, poderemos observá-lo com mais detalhes durante esse período”, afirma Daniel Mello, astrônomo do Observatório do Valongo, da Universidade federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Na imagem é possível observar uma névoa clara, iluminando o entorno do planeta. De acordo com os cientistas que operam o Telescópio Hubble, elas são “névoas da manhã”. A região escura a direita do planeta é identificada como a Syrtis Major Planitia, uma das primeiras características identificadas sobre a superfície marciana, descoberta no século XVII. Hoje, sabe-se que a região é um antigo vulcão inativo. Logo abaixo dessa região pode ser vista uma marca redonda no solo, que recebe o nome de Hellas Planitia, uma cratera com aproximadamente 8 quilômetros de profundidade causada pelo impacto de um meteoro no solo há 3,5 bilhões de anos.
A área avermelhada no centro é chamada Arabia Terra, uma vasta área que ocupa, aproximadamente, 4.500 quilômetros e é conhecida por ser um dos terrenos mais antigos de Marte. As regiões mais escuras do planeta, chamadas Sinus Sabaeus (a Leste) e Sinus Meridiani (a Oeste) possuem pedras e grãos de areia causados por antigos fluxos de lava vulcânica no planeta.
De acordo com a Nasa, mesmo que a aproximação entre Terra e Marte ocorra uma vez a cada 2 anos, a distância que eles atingem um do outro pode variar graças às diferentes órbitas dos dois planetas. Em 2003, foi o ano que Marte chegou mais perto da Terra em 60.000 anos: os planetas chegaram a ficar separados por ‘apenas’ 55,6 milhões de quilômetros (em parâmetros astronômicos, essa distância é relativamente muito pequena).

sábado, 30 de julho de 2016

NASA CONFIRMA 1.284 NOVOS PLANETAS FORA DO SISTEMA SOLAR

Concepção artística mostra descobertas planetárias feitas pelo telescópio espacial Kepler da Nasa
Concepção artística mostra descobertas planetárias feitas pelo telescópio espacial Kepler da Nasa (W. Stenzel/Nasa)
É o maior conjunto de novos planetas já anunciado, de uma só vez, pela agência espacial. Do total, nove são rochosos e potencialmente habitáveis
A Nasa anunciou nesta terça-feira a descoberta de 1.284 novos planetas fora do Sistema Solar – é o maior conjunto de novos planetas já anunciado, de uma só vez, pela agência espacial. Eles foram vistos pelo telescópio espacial Kepler e, do total, 550 planetas podem ser rochosos, como a Terra, e nove deles estão em zona potencialmente habitável – ou seja, ficam a uma distância tal de suas estrelas que possibilitam a ocorrência de temperaturas ideais para que exista água líquida sobre a superfície, principal condição para o surgimento de vida. Com esses nove, atualmente são 21 os planetas potencialmente habitáveis já identificados no Universo – os melhores candidatos a uma “nova Terra”.
“Este anúncio mais do que duplica o número de exoplanetas descobertos pelo telescópio Kepler”, afirmou Ellen Stofan, cientista-chefe da agência espacial americana, em um comunicado. “Isso nos dá esperança de que em algum lugar lá fora, em torno de uma estrela muito parecida com a nossa, poderemos, eventualmente, descobrir uma outra Terra.”
Candidatos a Terra – A análise foi publicada nesta terça-feira no periódico Astrophysical Journal e feita com 4.302 “candidatos a planeta”, nome que recebem os dados do telescópio que indicam a probabilidade da existência de um planeta orbitando uma estrela fora do Sistema Solar. Por meio de uma nova metodologia estatística, o astrofísico Timothy Morton, da Universidade Princeton, nos Estados Unidos, conseguiu analisar um grupo grande de candidatos de uma só vez.
Com o novo método, Morton verificou que 1.284 têm uma probabilidade maior que 99% de serem planetas, enquanto 1.327 requerem mais estudos para serem verificados como planetas. O estudo validou ainda 984 candidatos que já haviam sido verificados como planetas por outras técnicas e descartou a existência de 707 planetas, que devem ser algum outro tipo de evento astronômico.
Essas análises são possíveis porque o observatório espacial Kepler, lançado em 2009, monitora 150.000 estrelas em busca de sinais de planetas, particularmente aqueles que poderiam ser capazes de sustentar a vida. O instrumento capta o escurecimento da luz da estrela, conhecido como trânsito, cada vez que um planeta passa orbitando diante dela. É um evento semelhante ao trânsito de Mercúrio que pode ser observado nesta semana – o telescópio percebe a diminuição da luminosidade da estrela quando algum objeto passa por ela.
Dos cerca de 5.000 candidatos a planetas encontrados até agora, mais de 3.200 já foram verificados pelos cientistas – 2.325 deles foram descobertos pelo Kepler.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

ALINHAMENTO DE CINCO PLANETAS SERÁ OBSERVÁVEL ATÉ O MÊS DE SETEMBRO

Alinhamento dos planetas
O posicionamento de Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno poderá ser visto até o início de setembro, logo após o pôr do sol
Melhor momento para observação será em agosto, quando as condições para a observação de Mercúrio serão mais favoráveis (iStockphoto/Getty Images)
Após ter sido observado no início deste ano, o incrível alinhamento dos cinco primeiros planetas do nosso Sistema Solar poderá ser visto a olho nu no horizonte novamente. A partir desta semana, astrônomos e entusiastas poderão observar Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno visíveis no céu pouco depois do pôr do sol, por volta das 18h30.
O fenômeno deve se repetir até a primeira semana de setembro e promete ser um belo espetáculo celeste.
“A grosso modo esse é o mesmo fenômeno visto em janeiro, pois os cinco planetas visíveis a olho nu também estavam no céu todos ao mesmo tempo. A diferença é que em janeiro essa configuração aconteceu no final da madrugada, antes de amanhecer, e agora acontece logo após o entardecer”, afirmou Gustavo Rojas, astrônomo e físico da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Este, no entanto, não é um alinhamento “clássico”, em que as órbitas dos planetas se aproximam e eles parecem estar “chegando mais perto” no céu, quando vistos da Terra – a aproximação é sempre aparente, pois os planetas estão a milhões de quilômetros de nós. Dessa vez, os planetas parecem estar “enfileirados”, um efeito visual causado pela perspectiva que temos do Sistema Solar.
De acordo com Rojas, os observadores devem olhar para a faixa entre os horizontes Oeste e Leste do céu para ver o espetáculo. “Cerca de meia-hora depois do Sol se pôr será possível ver Mercúrio, Vênus e Júpiter perto do horizonte, na constelação do Leão, enquanto Marte e Saturno estarão no alto do céu na constelação do Escorpião. Isso se repetirá durante todo o mês de agosto e início de setembro”, afirma o astrônomo.
“Para garantir uma boa observação, procure um local com vista desimpedida do horizonte Oeste (onde o Sol se põe), caso contrário não será possível visualizar Mercúrio e Vênus. Se esse local for afastado de iluminação artificial, melhor ainda”, diz Rojas. De acordo com o astrônomo Daniel Mello, do Observatório do Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o melhor momento para observação ocorrerá entre o início e meados de agosto, quando as condições para a observação de Mercúrio serão mais favoráveis.
Identificando os planetas
No horizonte Oeste estarão Mercúrio, Vênus e Júpiter – sendo os últimos dois mais brilhantes que qualquer estrela, e bastante fáceis de identificar (Vênus é o mais brilhante e vai estar mais perto do horizonte). Já Mercúrio será mais difícil de ver, pois seu brilho não é tão grande. Segundo Rojas, o planeta estará entre Vênus e Júpiter durante boa parte do mês, e no dia 4 de agosto a Lua ficará bem ao seu lado, facilitando a identificação.
“Marte e Saturno estarão no alto do céu durante o começo da noite, na constelação de Escorpião, a Leste. Marte é o astro mais brilhante nessa região do céu, com coloração levemente avermelhada. Ele não deve ser confundido com a estrela Antares, a mais brilhante de Escorpião, que também tem um tom levemente avermelhado. Saturno parece formar um triângulo com Marte e Antares, e seu brilho é comparável ao de Antares”, afirma Rojas.
Mesmo assim, de acordo com Mello, caso os observadores não consigam distinguir os planetas apenas olhando para o céu, os aplicativos podem dar um bom auxílio. “Em geral planetas são mais brilhantes que as estrelas e estão localizados em uma faixa no céu chamada eclíptica – a faixa que delimita o caminho da Lua e do Sol durante os dias e durantes os meses do ano. Se o observador não conseguir identificar por esses meios, pode consultar algum aplicativo estelar como Google Sky Map, Sky View ou Stellarium”, afirma o astrônomo.
Uma configuração planetária bastante parecida com essa poderá ser vista novamente em outubro de 2018, sendo diferente da que deve ocorrer em 2042. “Em julho de 2042 a configuração dos planetas será diferente. De qualquer forma, em 2018 teremos uma configuração de posição planetária muito parecida com a que teremos agora em agosto”, afirmou Mello.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

UMA NOVA IMAGEM DE UMA DAS LUA DE SATURNO A LUA TETIS

Foto da sonda espacial Cassini.
Tétis é um satélite de Saturno; também conhecido como Saturno III. Foi descoberto por Giovanni Cassini em 1684.
É um corpo gelado semelhante na natureza das luas Dione e Rea. A densidade de Tétis é 1,21 g/cm3, indicando que é composto quase totalmente por água gelada. A superfície gelada de Tétis está intensamente crivada de crateras e contém rachaduras causadas por falhas no gelo. O terreno é composto por regiões com muitas crateras, com uma cintura escura com poucas crateras que se estende ao longo do satélite.
As poucas crateras da cintura indicam que Tétis já foi internamente ativa, provocando a reformação da superfície em partes do terreno antigo. A causa exata da cintura escura é desconhecida, mas conseguiu-se uma interpretação possível a partir das imagens recentes, da sonda Galileo, das luas de Júpiter, Ganímedes e Calisto. Ambos os satélites mostram calotas polares feitas de depósitos de gelo brilhante nas encostas das crateras voltadas para os polos. 
À distância, as calotas parecem mais brilhantes devido à névoa provocada por milhares de pedaços de gelo nas crateras menores.
Há uma enorme trincheira em Tétis, chamada Ithaca Chasma com cerca de 65 quilômetros (40 milhas) de largura e vários quilômetros de profundidade. Cobre três quartos da circunferência de Tétis. A fissura tem aproximadamente a dimensão que os cientistas tinham previsto, para o caso de Tétis ter sido fluida e a crosta endurecida antes do interior.
Outra formação proeminente é uma enorme bacia de impacto com 400 quilômetros chamada Odysseus. A cicatriz do impacto estende-se por mais de dois quintos do satélite, com um diâmetro ligeiramente maior do que a lua de Saturno, Mimas. Quando Odysseus foi criada, a cratera deve ter sido profunda com uma cordilheira montanhosa elevada e um pico central alto. Ao longo do tempo, o fundo da cratera adaptou-se à forma esférica da superfície de Tétis, e o anel da cratera e o pico central colapsaram. A temperatura à superfície de Tétis é de -187°C ou (-305°F).

quarta-feira, 27 de julho de 2016

IMAGEM PROFUNDA DA GRANDE E PEQUENA NUVEM DE MAGALHÃES

Imagem profunda da Grande e Pequena Nuvens de Magalhães
Embora esta imagem pareça ter sido obtida por um telescópio de grande porte, na realidade foi capturada a partir do Observatório de La Silla com uma montagem portátil constituída por uma câmera CCD SBIG STL-11000M e uma lente Canon com distância focal fixa.
Cada um dos milhares de pontos desta nova imagem representa uma estrela distante e os buracos azuis brilhantes mostram partes das nossas galáxias vizinhas, a Grande e a Pequena Nuvens de Magalhães.  Esta montagem foi descrita num artigo científico em paralelo com simulações de ponta, num exemplo de como uma pequena câmera, uma lente rápida, um longo tempo de exposição e um dos melhores locais para a observação astronômica podem revelar enormes estruturas tênues melhor do que um telescópio grande.
Esta imagem profunda foi capturada utilizando o método LRGB e mostra-nos o processo real da criação de belas astrofotografias. As pessoas que tentam fotografar o céu noturno deparam-se com muitos desafios, incluindo a interferência de outras fontes de luz e a necessidade de capturar objetos astronômicos com profundidade suficiente.
Tentar maximizar o sinal recebido do alvo, ao mesmo tempo que se minimiza a emissão de outras fontes — o chamado ruído — é um aspecto crucial da astrofotografia. A otimização da razão sinal/ruído consegue-se mais facilmente em preto e branco do que a cores. Por isso, um dos truques normalmente utilizados para capturar imagens de alta qualidade consiste numa exposição que produz imagens monocromáticas muito detalhadas como a que aqui apresentamos. Os detalhes coloridos de imagens obtidas através de filtros coloridos podem depois ser sobrepostos ou incorporados, como é o caso das Nuvens de Magalhães da imagem.
Artigo científico Crédito: ESO

terça-feira, 26 de julho de 2016

OBJETOS S29323: TELESCÓPIOS DA NASA ENCONTRAM PISTAS DE COMO BURACOS NEGROS SE FORMAM DE MANEIRA MUITO RÁPIDA

PRODUTOS-S 29323
A prova de que os primeiros  buracos negros supermassivos foram  formados diretamente a partir do colapso de uma nuvem de gás foi encontrado.
Estes resultados poderiam representar um passo importante na compreensão de como os primeiros buracos negros gigantes do universo se formaram.
Dois candidatos a buraco negro "sementes" foram identificados, possivelmente em menos de um bilhão de anos após o Big Bang.
Os astrônomos combinaram dados de Chandra, Hubble e Spitzer para fazer essa descoberta.
Usando dados de três grandes observatórios da NASA, os cientistas descobriram a melhor prova até agora de um mecanismo que produziu buracos negros supermassivos no início do Universo. Se confirmado, este resultado, descrito em nosso mais recente comunicado de imprensa , poderia levar a uma nova visão sobre como os buracos negros se formaram e cresceram bilhões de anos atrás.
Esta  ilustração descreve uma possível "semente" para a formação de um buraco negro supermassivo, que é um objeto que contém milhões ou até bilhões de vezes a massa do Sol. Na ilustração do artista, a nuvem de gás é mostrado como o material em azul, enquanto o disco laranja e vermelho está mostrando material que está sendo canalizado em direção ao buraco negro crescente através de sua força gravitacional.
Os pesquisadores encontraram evidências de que dois objetos poderiam ter se formado desta maneira, pelo colapso diretamente em um buraco negro de uma grande nuvem de gás. Estes dois candidatos para  buracos negros" estão tão distantes que eles podem ter se formado a menos de um bilhão de anos após o Big Bang .
As caixas embutidas mostram dados do Telescópio Espacial Hubble (direita) e Chandra X-ray Observatory (esquerda) de um dos objetos descritos acima. A imagem do Hubble mostra a, galáxia distante e  fraca no centro da imagem e a imagem do Chandra mostram emissão de raios-X a partir de material que cai no buraco negro da mesma galáxia.
Os pesquisadores usaram modelos de computador de sementes de buracos negros combinados com um novo método para selecionar candidatos para esses objetos a partir de imagens de longa exposição de Chandra, Hubble e Spitzer (não mostrado neste gráfico). Ao analisar o combinado de luz a partir dos três telescópios,e  a equipe foi capaz de pesquisar através de milhares de objetos para procurar qualquer um que tinha propriedades que combinavam com aqueles previstos por seus modelos.
Dois candidatos se que tinha a cor vermelha esperado, visto pelo Hubble e Spitzer, bem como o perfil de raios X previstos a partir do Chandra. Esses objetos foram encontrados in the Deep Inquérito Legado Extragalactic Assembleia Cosmic Near-infrared e as pesquisas dos Grandes Observatórios Origins profundo Survey-sul. Os próximos passos envolvem a obtenção de mais dados sobre estes dois objetos intrigantes, bem como estender a análise a outras pesquisas para procurar mais colapso direto a candidatos a buracos negros.
Estes resultados apareceu na edição de 21 de junho das Monthly Notices da Royal Astronomical Society e está disponível on-line . Os autores do documento são Fabio Pacucci (SNS, Itália), Andrea Ferrara (SNS), Andrea Grazian (INAF), Fabrizio Fiore (INAF), Emaneule Giallongo (INAF), e Simonetta Puccetti (ASI Ciência Data Center). Da NASA Marshall Space Flight Center, em Huntsville, Alabama, gerencia o programa Chandra para a Diretoria de Missões Científicas da NASA em Washington. O Observatório Astrofísico Smithsonian, em Cambridge, Massachusetts, controla as operações científicas e de voo de Chandra.
Fatos para OBJETOS-S29323:
Crédito Raio-X: NASA / CXC / Scuola Normale Superiore / Pacucci, F. et al, Optical: NASA / STScI; Ilustração: NASA / CXC / M.Weiss
Data de lançamento 24 de maio de 2016
Escala A imagem é de cerca de 15 segundos de arco de diâmetro. (Cerca de 212.000 anos-luz)
Categoria Buracos Negros , fundo Cosmologia / Deep Campos / Raio-X
Data de Observação 54 pointings entre 15 de outubro de 1999 a 22 de julho de 2010
Tempo de observação 1111 horas 6 min (46 dias 7 horas 6 minutos).
Obs. identidade 441, 581-582, 1431, 1672, 2239, 2312-2313, 2405-2406, 2409, 8591-8597, 9575, 9578, 9593, 9596, 9718, 12.043-12.055, 12123, 12.128-12.129, 12135, 12137- 12138, 12213, 12.218-12.220, 12222-12223, 12227, 12.230-12.234
Instrumento ACIS
Referências Pacucci, F. et al, 2016, MNRAS, 459, 1432; arXiv: 1.603,08522
Código de cores raios-X (azul), Optical (Gold) óticoRaio X
Distância Estimada  Cerca de 13,2 bilhões de anos luz (z = 9,73)

segunda-feira, 25 de julho de 2016

GRB140903A: CHANDRA ENCONTRA PROVAS DE FUSÕES ESTELARES VIOLENTAS

GRB 140903A
Os astrônomos têm a evidência mais forte até agora de que as fusões estelares violentas que produzem jatos como lápis-finos.
Isto significa que a maioria destes acontecimentos não serão detectados porque não estão apontados para onde os telescópios possa detectar-los.
Este resultado tem implicações para estimar o número de tais fusões que os observatórios possam detectar em ondas gravitacionais.
O Chandra foi utilizado para estudar a emissão de raios X a partir da explosão de raios gama, permitindo que a largura do jato possam ser estimados.
Explosões de raios gama , ou GRBs, são alguns dos eventos mais violentos e energéticos no Universo.
Embora esses eventos ssjam as explosões mais luminosas do universo, Um novo estudo usando o Chandra  X-ray Observatory, satélite Swift da NASA e outros telescópios que sugerem que os cientistas possam estar em falta com a maioria dessas poderosas explosões cósmicas.
Os astrônomos acreditam que algumas GRBs são o produto da colisão e fusão de duas estrelas de nêutrons ou uma estrela de nêutrons em um buraco negro . Esta nova pesquisa dá a melhor evidência até agora de que tais colisões iram gerar um feixe muito estreito, ou jatos de raios gama. Se um jato tão estreito não está apontado em direção à Terra, este  GRB produzido pela colisão não será detectado.
Colisões entre duas estrelas de nêutrons ou uma estrela de nêutrons em buracos negros são esperados para ser fortes fontes de ondas gravitacionais que podem ser detectados ou não o jato é apontado em direção à Terra. Portanto, este resultado tem implicações importantes para o número de eventos que serão detectáveis ​​pelo Gravitational-Wave Observatory Laser interferometria (LIGO) e outros observatórios de ondas gravitacionais.
Em 3 de Setembro, 2014, Swift observatório da NASA pegou um GRB - denominada GRB 140903A, devido à data em que foi detectada. Os cientistas usaram observações ópticas com o telescópio Gemini Observatory, no Havaí para determinar que GRB 140903A foi localizado em uma galáxia cerca de 3,9 bilhões de anos-luz de distância, relativamente perto para um GRB.
As consequências de uma fusão estrela de neutrões, incluindo a geração de um GRB. No centro é um objeto compacto - ou um buraco negro ou uma estrela de nêutrons maciça - e em vermelho é um disco de material que sobraram da fusão, que contém material que cai em direção ao objeto compacto. A energia a partir deste material impulsiona o jato GRB mostrado em amarelo. Em laranja que é um vento de partículas soprando longe do disco e em azul e o material ejetado do objeto compacto e expandindo a velocidades muito altas de a cerca de um décimo da velocidade da luz.
A imagem à esquerda dos dois painéis menores mostra uma vista óptica do Telescópio Discovery Channel (DCT) com GRB 140903A no meio da praça e um close-up vista de raios-X de Chandra à direita. A estrela brilhante no óptico de imagem está relacionada com a OOG.
A explosão de raios gama durou menos de dois segundos. Isso colocou-se na categoria "short GRB", que os astrônomos acham que são a saída de estrela de nêutrons ou estrela-neutrões ou Black Hole-Estrela de Nêutrons e colisões eventualmente formando quer um buraco negro ou uma estrela de nêutrons com um campo magnético forte. (O consenso científico é que GRBs que duram mais de dois segundos resultam do colapso de uma estrela muito massiva.)
Cerca de três semanas após a descoberta Swift de GRB 140903A, uma equipe de pesquisadores liderada por Eleonora Troja, da Universidade de Maryland, College Park (UMD), observando o rescaldo da OOG em raios-X com Chandra. Nas observações do Chandra bem de como a emissão de raios-X a partir desta GRB diminui ao longo do tempo, fornecem informações importantes sobre as propriedades do jato.
Especificamente, os pesquisadores descobriram que o jato é irradiado em um ângulo de apenas cerca de cinco graus baseado nas observações de raios-X, além de observações ópticas com o Observatório Gemini e da DCT e observações de rádio com o National Science Foundation Karl G. Jansky Very Large array. Isto é aproximadamente equivalente a um círculo com o diâmetro de seus três dedos do meio realizada no comprimento dos braços. Isto significa que os astrônomos estão detectando apenas cerca de 0,4% deste tipo de GRB e quando se apaga, uma vez que na maioria dos casos o jato não será apontado diretamente para nós.
Estudos anteriores por outros astrônomos haviam sugerido que estas fusões poderiam produzir jatos estreitos. No entanto, as provas nesses casos não era tão forte porque o rápido declínio da luz não foi observada em vários comprimentos de onda, permitindo explicações que não envolvem os jatos.
Várias peças de evidências vinculam este evento para a fusão de duas estrelas de nêutrons, ou entre uma estrela de nêutrons e buracos negros. Estes incluem as propriedades de emissão de raios gama, a velhice e a baixa taxa de estrelas se formando na galáxia hospedeira da OOG e a falta de uma brilhante supernova . Em alguns casos anteriores a forte evidência para esta ligação não foi encontrado.
Novos estudos têm sugerido que essas fusões poderia ser o local de produção de elementos mais pesados ​​que o ferro, tais como o ouro. Portanto, a taxa desses eventos também é importante para estimar a quantidade total de elementos pesados ​​produzidos por estas fusões e compará-los com os valores observados na Via Láctea galáxia.
Um artigo descrevendo estes resultados foi recentemente aceito para publicação no Astrophysical Journal e está disponível on-line . O primeiro autor deste artigo é Eleonora Troja e os co-autores são T. Sakamoto (Aoyama Gakuin University, Japão), S.Cenko (GSFC), A. Lien (University of Maryland, Baltimore), N. Gehrels (GSFC) , A. Castro-Tirado (IAA-CSIC, Espanha), R. Ricci (INAF-Istituto di Radioastronomia, Itália), J. Capone, V. Toy, & A. Kutyrev (UMD), N. Kawai (Tokyo Institute of tecnologia, Japão), A. Cucchiara (GSFC), A. Fruchter (STScI), J.Gorosabel (UMD), S. Jeong (IAA-CSIC), A. Levan (University of Warwick, Reino Unido), D. Perley ( Universidade de Copenhaga, Dinamarca), R.Sanchez-Ramirez (Instituto de Astrof Ì ?? Ä ± sica de Andaluc Ì ?? Ä ± a, Espanha), N.Tanvir (Universidade de Leicester, Reino Unido), S. Veilleux (UMD ).
da NASA Marshall Space Flight Center, em Huntsville, Alabama, gerencia o programa Chandra para a Diretoria de Missões Científicas da NASA em Washington. O Observatório Astrofísico Smithsonian, em Cambridge, Massachusetts, controla as operações científicas e de voo de Chandra.
Fatos para GRB 140903A:
Crédito Raio-X: NASA / CXC / Univ. de Maryland / E. Troja et al, Optical: Channel Telescope / Descoberta do Lowell Observatory E.Troja et al. Ilustração: NASA / CXC / M.Weiss
Data de lançamento 14 de julho de 2016
Escala imagem de raios-X é de 15 segundos de arco em todo (cerca de 244,00 anos-luz)
Categoria Vários , Buracos Negros
Coordenadas (J2000) RA 03.27s 15h 52m | Dez + 27 ° 36 '09.30 "
constelação Corona Borealis
Data de Observação 06 de setembro e 18 de setembro de 2014
Tempo de observação 22 horas 13 min.
Obs. identidade 15873, 15986
Instrumento ACIS
Referências Troja, E. et al, 2016, APJ (aceiv: 1.te); arXi605,03573
Código de cores raios-X (azul), Optical (amarelo) óticoRaio X
Distância Estimate Cerca de 3,9 bilhões de anos luz (z = 0,351)

domingo, 24 de julho de 2016

TEMPORIZADORES MICROSCÓPIOS REVELAM FONTE PROVÁVEL DE RADIAÇÃO ESPACIAL GALÁTICAS

Um enxame de estrelas massivas, visto pelo Telescópio Espacial Hubble. Este enxame é rodeado por nuvens de gás e poeira interestelar a que chamamos nebulosa. A nebulosa, localizada a 20.000 anos-luz de distância na constelação Quilha (Carina), contém o enxame central de estrelas gigantes e quentes, com o nome de NGC 3603. Investigações recentes mostram que os raios cósmicos galácticos que fluem para o nosso Sistema Solar são originários de enxames como este. Crédito: NASA/U. Virginia/INAF, Bolonha, Itália/USRA/Ames/STScI/AURA
De acordo com novos resultados da missão ACE (Advanced Composition Explorer) da NASA, a maioria dos raios cósmicos que detetamos cá na Terra foram criados há relativamente pouco tempo em enxames estelares vizinhos. O ACE permitiu com que a equipa de investigação determinasse a fonte destes raios cósmicos através das primeiras observações de um tipo muito raro de raio cósmico que atua como um pequeno temporizador, limitando a distância a que a fonte poderá estar da Terra. Antes das observações do ACE, não sabíamos se esta radiação tinha sido criada há muito tempo atrás a grandes distâncias, ou há relativamente pouco tempo e nas proximidades," afirma Eric Christian do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado americano de Maryland. Christian é coautor de um artigo sobre a investigação publicado na edição de 21 de abril da revista Science.
Os raios cósmicos são núcleos atómicos velozes com uma ampla gama de energia - os mais poderosos viajam quase à velocidade da luz. A atmosfera e o campo magnético da Terra protegem-nos dos raios cósmicos menos energéticos, que são os mais comuns. No entanto, os raios cósmicos são um perigo para astronautas desprotegidos que viajam para lá do campo magnético da Terra porque podem agir como balas microscópicas, danificando estruturas e quebrando moléculas em células vivas. A NASA está atualmente a investigar formas de reduzir ou mitigar os efeitos da radiação cósmica para proteger astronautas que viajam até Marte.
Esta imagem é um mosaico - um dos maiores já obtido pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA - da Nebulosa do Caranguejo, um remanescente de supernova com seis anos-luz de diâmetro. Investigações recentes mostram que os raios cósmicos galácticos que fluem para o nosso Sistema Solar são originários de objetos como este. Crédito: NASA/ESA/Universidade Estatal do Arizona
Os raios cósmicos são produzidos por uma variedade de eventos violentos no espaço. A maioria dos raios cósmicos originários do interior do nosso Sistema Solar têm uma energia relativamente baixa e vêm de eventos explosivos no Sol, como proeminências e ejeções de massa coronal. Os raios cósmicos de energias mais elevadas são extremamente raros e pensa-se que sejam produzidos por buracos negros que ingerem matéria no centro de outras galáxias. Os raios cósmicos, objetos deste estudo, são originários de fora do nosso Sistema Solar, mas ainda dentro da Via Láctea, e são chamados raios cósmicos galácticos. Pensa-se que sejam gerados por ondas de choque da explosão de estrelas, eventos a que chamamos supernovas. Os raios cósmicos galácticos detetados pelo ACE, que permitiram com que a equipa estimasse a idade dos raios cósmicos e a distância à fonte, contêm uma forma radioativa de ferro chamada Ferro-60 (60Fe).
Este ferro é produzido no interior de estrelas massivas que, quando explodem, libertam este material para o espaço através de ondas de choque da supernova. Algum do 60Fe nos detritos da estrela destruída é acelerado para velocidades de raios cósmicos quando outra estrela massiva no enxame das proximidades explode e a sua onda de choque colide com os restos da explosão estelar anterior.
Os raios cósmicos galácticos de 60Fe viajam pelo espaço a metade da velocidade da luz, cerca de 145.000 km/s. Isto pode parecer muito rápido, mas os raios cósmicos de 60Fe não viajam para muito longe, numa escala galáctica, por duas razões. Em primeiro lugar, não podem viajar em linha reta porque são eletricamente carregados e respondem a forças magnéticas. Portanto, são forçados a tomar caminhos complicados ao longo dos campos magnéticos entrelaçados da nossa Galáxia. Em segundo lugar, o 60Fe é radioativo e ao longo de um período de 2,6 milhões de anos, cerca de 50% é autodestruído, decaindo para outros elementos (Cobalto-60 e, em seguida, Níquel-60). Se os raios cósmicos 60Fe tivessem sido criados há centenas de milhões de anos ou mais, ou muito longe, eventualmente haveria muito pouco para o ACE detetar.
"A nossa deteção dos núcleos de ferro radioativos em raios cósmicos é uma prova clara de que houve, provavelmente, mais do que uma supernova nos últimos milhões de anos na nossa vizinhança da Galáxia," afirma Robert Binns da Universidade de Washington, em St. Louis, Missouri, autor principal do artigo. "Em 17 anos de observação, o ACE detetou aproximadamente 300.000 raios cósmicos galácticos de ferro comum, mas apenas 15 de Ferro-60 radioativo," explica Christian. "O facto de que vemos, nem que seja uma pequena quantidade de Ferro-60, no núcleo destes raios cósmicos, significa que devem ter sido criados há relativamente pouco tempo (nos últimos milhões de anos) e que a fonte deve estar relativamente próxima, até 3000 anos-luz, ou aproximadamente a largura do nosso braço espiral local.
" Um ano-luz é a distância que a luz percorre num ano, quase 9,5 biliões de quilómetros. Uma distância de meros milhares de anos-luz é ainda relativamente perto porque o grande agrupamento de centenas de milhares de milhões de estrelas que constituem a nossa Galáxia mede mais ou menos 100.000 anos-luz de largura. Existem mais de 20 enxames com estrelas massivas até alguns milhares de anos-luz, incluindo a Associação Escorpião-Centauro, constituída por três subgrupos, Escorpião Superior com 83 estrelas, Centauro-Lobo com 134 estrelas e Centauro Inferior-Cruzeiro, com 97 estrelas. Segundo a equipa de investigação, estes são muito provavelmente os grandes contribuintes do 60Fe que o ACE detetou. O ACE foi lançado no dia 25 de agosto de 1997 até um ponto 1.450.000 km entre a Terra e o Sol onde atua como sentinela, detetando radiação espacial de tempestades solares, da Galáxia e além.

sábado, 23 de julho de 2016

ASTRÔNOMOS DESCOBREM NOVO PLANETA ANÃO FEITO DE GELO

Representação da órbita do RR245 (linha amarela), que seria um dos maiores do Cinturão de Kuiper. Objetos tão brilhantes ou mais brilhantes aparecem com seus nomes.
Um novo planeta anão foi descoberto nas profundezas geladas do espaço além da órbita de Netuno, afirmaram pesquisadores.Imagens do telescópio Canadá-França-Havaí captadas em setembro de 2015 e vistas em fevereiro de 2016 revelaram a existência de um novo planeta anão, na órbita em destaque à direita.Foto: Divulgação / BBCBrasil.com
O novo objeto tem cerca de 700 km de diâmetro - apenas 5% da largura da Terra - e uma das órbitas mais longas para um planeta anão: estima-se que leve 700 anos para viajar em torno do Sol.
Batizado com o nome provisório de 2015 RR245, o pequeno mundo foi identificado pelo telescópio Canadá-França-Havaí, dentro do projeto de pesquisa Outer Solar System Origins Survey (Ossos).
"Os mundos gelados além de Netuno podem mostrar como os planetas gigantes se formaram e depois se moveram para longe do Sol. Eles permitem construir a história do nosso Sistema Solar", disse Michele Bannister, da Universidade de Vitória, no Canadá.
"Mas quase todos esses mundos gelados são pequenos e pouco nítidos; é realmente empolgante encontrar um grande e brilhante o suficiente para que possamos estudá-lo em detalhe."
Acredita-se que haja cerca de 200 planetas anões no Cinturão de Kuiper, a enorme massa de pedaços de rocha e gelo que orbitam além de Netuno.
Mas apenas cinco objetos - Ceres, Plutão, Haumea, Makemake e Eris - foram observados o suficiente para serem classificados como planetas anões, e não luas, planetoides ou outros objetos.
 Representação da órbita do RR245 (linha amarela), que seria um dos maiores do Cinturão de Kuiper. Objetos tão brilhantes ou mais brilhantes aparecem com seus nomes.
Foto: Projeto Ossos / BBCBrasil.com
Geologia
Mundos que orbitam longe do Sol possuem geologia exótica, com paisagens feitas de diferentes materiais congelados, como a passagem da sonda New Horizons por Plutão revelou recentemente.
Após centenas de anos viajando a mais de 12 bilhões de quilômetros do Sol, o RR 245 está rumando para sua maior aproximação, a 5 milhões de quilômetros, ponto que deverá atingir em 2096. A Terra, por exemplo, está a 150 milhões de quilômetros do Sol.
O RR 245 vem mantendo sua órbita altamente elíptica por ao menos 100 milhões de anos. Como o objeto só foi observado em um dos sete anos que leva para viajar em torno do Sol, sua órbita precisa será refinada ao longo dos próximos anos, quando o planeta anão também receberá um nome definitivo.
Como descobridores do objeto, a equipe internacional de astrônomos do projeto Ossos poderá apresentar o nome de preferência para avaliação da União Astronômica Internacional.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

ANEL DE NEVE GERADO POR EXPLOSÃO ESTELAR É REGISTRADO PELA PRIMEIRA VEZ

O anel de neve se formou a uma distância maior do que o normal, o que possibilitou a observação
Um supertelescópio no Deserto do Atacama observou pela primeira vez a formação de um anel de neve após a explosão de uma estrela. Foto: NRAO/AUI/NSF / BBCBrasil.com
O telescópio Alma (sigla para Atacama Atacama Large Millimeter/Submillimeter Array) fica a 5 mil metros de altitude e mostrou com detalhes o surgimento da camada de neve na estrela V883 Orionis.
 O anel de neve se formou a uma distância maior do que o normal, o que possibilitou a observação
Segundo os cientistas responsáveis pelo telescópio, o anel de neve se formou dentro do chamado disco protoplanetário - material denso formado de gás e poeira que circunda estrelas novas e é responsável pela formação de planetas.
A descoberta, publicada na revista cientifica Nature, pode ajudar nas pesquisas sobre a formação e evolução dos planetas.
Os cientistas acreditam que essas explosões sejam um estágio da evolução da maioria dos sistemas planetários - ou seja, esse pode ser apenas o primeiro registro de um fenômeno relativamente comum.
Temperatura
O anel de neve marca o local do disco onde ocorreu uma grande queda de temperatura.
Com o aumento na luminosidade da estrela, a parte interna do disco esquentou, empurrando esse anel gelado para uma distância dez vezes maior do que o normal para uma estrela em formação, o que teria possibilitado a observação do fenômeno pela primeira vez.

Explosão da estrela V883 Orionis que levou ao fenômeno Foto: ALMA / BBCBrasil.com
O resultado é que dentro dos discos há vapor de água, que na parte externa dos anéis congela em forma de neve.
Essas linhas que são importantes porque definem a estrutura e arquitetura básica dos sistemas planetários como o nosso. Elas normalmente estão localizadas a uma distância de três unidades astronômicas da estrela - cada unidade astronômica corresponde a 150 milhões de quilômetros.
Mas na observação feita pelo Alma na V883 Orionis o anel de neve está localizado a mais de 40 unidades astronômicas da estrela central, o que teria facilitado a identificação do fenômeno.
Como se trata de uma estrela em estágio de formação, as explosões provocam temperaturas altíssimas e muita luminosidade por causa da transferência de material do disco para a parte interna do astro.
Essa temperatura alta teria esquentado o disco, o que afastou o anel de neve a uma distância maior do que o normal.
"Os registros do Alma vieram como uma surpresa para nós. Nossas observações foram feitas para identificar fragmentos dos discos que poderiam nos ajudar nas pesquisas sobre a formação dos planetas. Não vimos nada disso, mas em contrapartida encontramos o que pode ser um anel a 40 unidades astronômicas", afirma o cientista responsável pelo estudo, Lucas Cieza.
Na estrela solar - que deu origem ao nosso sistema Solar -, esse disco protoplanetário estava entre as órbitas de Marte e Júpiter.
Isso explica porque os planetas mais rochosos (como Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) se formaram dentro do disco, enquanto os planetas mais gasosos (como Saturno, Urânio e Netuno) se formaram do lado de fora