quarta-feira, 2 de setembro de 2015

O CENTRO TUMULTUADO DA NOSSA GALÁXIA É REVELADO PELOS ASTRÔNOMOS

imagens do centro da Via Láctea
- O buraco negro gigante e tudo que acontece na região central da Via Láctea pôde ser registrado em um estudo incrível!
Esta nova imagem de remanescentes de estrelas mortas e sua poderosa ação sobre o gás ao seu redor foi feita pela Agência Espacial Europeia utilizando o Observatório de raio-X XMM-Newton. Ela revela alguns dos processos mais intensos que acontecem no centro de nossa própria galáxia, a Via Láctea.
Os pontos brilhantes que se destacam na imagem são sistema estelares binários, em que uma estrela chegou no fim de sua vida, evoluindo para um objeto compacto e denso, como uma estrela de nêutrons ou até mesmo um buraco negro. Por causa de sua alta densidade, esse objeto consome sua companheira, aquecendo o material e fazendo-o brilhar em raios-X.
A região central da nossa galáxia está repleta de estrelas jovens e aglomerados de estrelas, e alguns estão visíveis como fontes brancas ou vermelhas na imagem, que se estende por 1.000 anos-luz.
o centro da Via Láctea em raio-X
O centro da Via Láctea, visto através de raios-X pelo Observatório XMM-Newton da Agência Espacial Europeia. Créditos: ESA / XMM-Newton / G. Ponti
A maior parte de toda essa ação está acontecendo no centro da Via La´ctea, onde as nuvens de gás estão sendo esculpidas por fortes ventos ejetados pelas estrelas mais jovens, bem como por supernovas, que é a grande explosão de uma estrela massiva quando ela chega no fim de sua vida.
O grande buraco negro do centro da nossa galáxia também é responsável por toda essa ação. Conhecido como Sagittarius A*, esse buraco negro tem uma massa maior do que milhões de sóis, e está localizado dentro da fonte difusa brilhante, um pouco à direita do centro.
Apesar dos buracos negros não emitirem luz, sua imensa força gravitacional atrai a matéria que está ao seu redor, e esse processo emite energia em vários comprimentos de onda, principalmente no raio-X. Além disso, duas grandes nuvens de gás aquecido podem ser vistas acima e abaixo do buraco negro.
Os astrônomos acreditam que essas grandes nuvens ou são causadas diretamente pelo buraco negro, que absorve e ejeta parte desse material, ou então pelo efeito cumulativo de inúmeras explosões de supernovas e de ventos estelares que ocorrem nesse ambiente.
o centro da nossa Galáxia em raio-x
Outra imagem do centro da Via Láctea, visto através de raios-X pelo Observatório XMM-Newton da Agência Espacial Europeia. Créditos: ESA / XMM-Newton / G.Ponti
Esta imagem mostra uma visão sem precedentes do núcleo energético da Via Láctea. Considerando todos os dados utilizados nessa imagem, somamos cerca de um mês e meio de observações ininterruptas.
A grande estrutura elíptica no canto inferior direito de Sagittarius A* é uma super-bolha de gás quente, provavelmente inchada por conta dos remanescentes de várias supernovas em seu centro. Embora essa estrutura já seja conhecida pelos astrônomos, este estudo confirma pela primeira vez que ela consiste de uma única bolha gigantesca, ao invés de vários remanescentes de supernovas alinhados no mesmo ângulo de visão.
Outra grande estrutura de gás aquecido, chamada de "Arc Bubble" (devido a sua forma de lua crescente) pode ser vista perto do centro da imagem, na parte inferior esquerda ao buraco negro supermassivo. Essa bolha de gás está sendo inflada pelos ventos fortes de estrelas em um aglomerado próximo, bem como por supernovas. O Remanescente de uma dessas explosões pode ser visto no centro da grande bolha.
O rico conjunto de dados compilados neste estudo contém observações feitas em todos os níveis de onda que abrangem a emissões de raio-X. Essas emissões em raios-X são emitidas por elementos pesados como silício, enxofre e argônio, que são produzidos principalmente em explosões de supernovas. Ao combinar diversas observações e diferentes dados, os astrônomos conseguiram revelar detalhes incríveis do centro da Via Láctea.
Além disso, essa incrível imagem nos revela a emissão (ainda que bastante tênue) de plasma quente nas partes inferiores e superiores da imagem. Esse plasma quente pode ser o efeito macroscópico de ejeções geradas pelas estrelas em formação ao longo de toda a região central da Galáxia.
Os astrônomos acreditam que, logo no início da história da nossa galáxia, Sagittarius A* tinha sua atividade muito mais intensa do que atualmente, sugando e ejetando massa a uma taxa muito mais elevada, assim como vemos em outras galáxias, e essa nuvem difusa de plasma quente pode ser o legado da atividade antiga do nosso monstruoso buraco negro.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

SERÁ VERDADE QUE TODOS OS PLANETAS DO SISTEMA SOLAR CABERIAM ENTRE A LUA E A TERRA?

Todos os planetas cabem entre a Terra e a Lua
O espaço entre a Lua e o nosso planeta é mesmo tão grande?
Todos os planetas cabem entre a Terra e a Lua Créditos: CapnTrip / reddit / divulgação
Já faz algum tempo que a internet foi bombardeada com um gráfico, mostrando todos os planetas do Sistema Solar no espaço entre a Terra e a Lua. O post foi originalmente publicado no site reddit, pelo usuário CapnTrip.
Logo surgiram diversas discussões, e muitas pessoas ficaram na dúvida: será que todos os planetas poderiam realmente se encaixarem no espaço entre o nosso planeta e seu satélite? Será que a Lua fica tão distante assim, e nós nunca nos demos conta disso?
Bom, então vamos aos números! E pra não haver dúvidas, os dados foram colhidos diretamente do site da NASA:
PLANETA                   DIÂMETRO MÉDIO (KM)
Mercúrio                           4.879
Vênus                               12.104
Marte                                6.771
Júpiter                              139.822
Saturno                            116.464
Urano                               50.724
Netuno                             49.244
Total                               380,008
todos os planetas cabem entre a Terra e a Lua
A distância média entre a Terra e a Lua é de 384.400 km, portanto, ainda sobram 4.392 quilômetros! Então a resposta é SIM, todos os planetas do Sistema Solar caberiam no espaço entre a Terra e a Lua!
E o que faríamos com esse espaço vazio de 4.392 quilômetros? Bom, poderíamos colocar o planeta anão Plutão, que segundo a NASA, tem 2.370 km de diâmetro, e ainda sobrariam mais de 2 mil km!
Mas não é tão simples assim. Devemos nos lembrar que estamos falando da distância média entre a Terra e a Lua. Quando a Lua está no perigeu (seu ponto mais próximo do nosso planeta), ela chega a 363.104 km da Terra, então Mercúrio e Vênus ficariam de fora dessa brincadeira... mas claro, se considerarmos o apogeu (ponto mais distante), que é de 405.696, caberiam todos os planetas do Sistema Solar, mais os planetas anões (Plutão, Éris, Haumea, Make-Make e Ceres), e ainda teria espaço de sobra para incluir os maiores asteroides do Sistema Solar...
Com isso, podemos perceber que até mesmo a Lua, que é o objeto celeste mais próximo da Terra, está incrivelmente distante de nós... o que dirá então dos outros planetas, como Júpiter, ou Urano e Netuno? É uma verdadeira imensidão... isso sem considerar outros sistemas estelares... outras galáxias... parece até que o nosso cérebro nunca vai se acostumar com estas distâncias do Universo..

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

A PROCURA DE PLANETAS FORA DO NOSSO SISTEMA SOLAR




Os tênues sinais descobertos pelo HARPS não passariam de 'simples ruído' se fossem observados pela maior parte do espectrógrafos atualmente disponíveis."
Michel Mayor, Observatório de Genebra, co-descobridor do primeiro planeta extrasolar em torno de uma estrela de sequência principal.
A procura de planetas exteriores ao nosso Sistema Solar constitui um elemento chave da questão que é, possivelmente, a mais profunda para a Humanidade: existirá vida noutros locais do Universo?
Os observatórios do ESO estão equipados com todo um arsenal de instrumentos únicos capazes de detectar, estudar e monitorizar estes chamados 'exoplanetas'.
Usando o VLT, os astró(ô)nomos conseguiram pela primeira vez observar o té(ê)nue brilho de um planeta fora do nosso Sistema Solar, tirando a primeira fotografia da história de um planeta extrasolar. Este novo mundo é um gigante gasoso, com cerca de cinco vezes a massa de Júpiter. Essa observação é um passo de gigante na direção de um dos objetivos mais importantes da astronomia moderna: caracterizar a estrutura física e a composição química dos planetas gigantes e, eventualmente, de planetas semelhantes à Terra. Veja a Nota de Imprensa do ESO eso0507.
Com o instrumento HARPS (High Accuracy Radial velocity Planet Searcher) os astró(ô)nomos descobriram nada mais nada menos do que quatro planetas com massa inferior à de Neptuno, em órbita de uma estrela próxima. Entre estes planetas, inclui-se um com 2 massas terrestres - o menor planeta descoberto até agora - e outro com 7 vezes a massa da Terra, que reside na zona de habitabilidade da estrela que orbita. Este planeta orbita a sua estrela em 66 dias e os astró(ô)nomos têm evidências para acreditar que está coberto de água – um mundo de água. Esta descoberta ficará como um marco pioneiro na procura de planetas que podem albergar vida. Veja a Nota de Imprensa do ESO eso0915.
Outro telescópio em La Silla, usando uma técnica inovadora conhecida como microlente gravitacional, trabalhou em conjunto com outros telescópios espalhados pelo mundo inteiro. Desta colaboração surgiu a descoberta de um novo planeta extrasolar, muito mais parecido com a Terra do que qualquer outro descoberto até ao momento. O planeta, que tem apenas cinco vezes mais massa do que a Terra, orbita a sua estrela em cerca de 10 anos e tem claramente uma superfície de rocha e gelo. Veja a Nota de Imprensa do ESO eso0603.

domingo, 30 de agosto de 2015

ABELL 1033: CHANDRA OBSERVA NUVENS ENERGIZADAS RENASCIDOS EM COLISÃO GALÁTICA


A "Phoenix rádio" foi descoberto usando raios-X, rádio e dados ópticos.
Este sistema contém a colisão de dois aglomerados de galáxias localizados cerca de 1,6 bilhões de anos luz da Terra.
A colisão ré-energizada faz uma regeneração de vastas nuvens de partículas de alta energia que irradiam principalmente em frequências de rádio.
Entender como estes aglomerados de galáxias crescem ao longo do tempo, incluindo através de colisões, é muito importante para a cosmologia.
Astrônomos descobriram evidências de uma nuvem de elétrons desbotada que quer "voltar à vida", muito parecido com o mítico pássaro Phoenix, depois que dois aglomerados de galáxias colidiram. Este "Phoenix rádio", assim chamado porque os elétrons de alta energia irradiam principalmente em freqüências de rádio, é encontrado em Abell 1033. O sistema está localizado cerca de 1,6 bilhões de anos luz da Terra.
Ao combinar os dados do Observatório de Raios-X da NASA Chandra, o telescópio de rádio Westerbork Synthesis nos Países Baixos, da NSF Karl Jansky Very Large Array (VLA), e do Sloan Digital Sky Survey (SDSS), os astrônomos foram capazes de recriar a narrativa científica por trás dessa intrigante história cósmica da Phoenix rádio.
Aglomerados de galáxias são as maiores estruturas no Universo unidas pela gravidade. Eles consistem de centenas ou mesmo milhares de galáxias individuais, a matéria escura invisível, e enormes reservatórios de gás quente que brilham na luz em raios-X.
Entender como os clusters crescem é crucial para rastrear como o próprio Universo de como ele evoluiu ao longo do tempo.
Os astrônomos acreditam que o buraco negro supermassivo perto do centro de Abell 1033 entrou em erupção no passado. Fluxos de elétrons de alta energia encheu uma região centenas de milhares de anos-luz de diâmetro e produziu uma nuvem de emissão de rádio brilhante. Esta nuvem desvaneceu-se ao longo de um período de milhões de anos, como os elétrons perdem energia enquanto a nuvem é expandida.
O Phoenix rádio surgiu quando um outro aglomerado de galáxias bateu no cluster original, enviando ondas de choque através de todo o sistema. Estas ondas de choque, semelhante à estrondos sônicos produzidos por jatos supersônicos, passou através da nuvem de elétrons dormente. As ondas de choque comprimido nuvem e a re-energizou os elétrons, o que causou a ativação da nuvem para mais uma vez brilhar em freqüências de rádio.
Um novo retrato deste Phoenix rádio é capturou esta imagem de multi comprimento de onda de Abell 1033. Os raios X de Chandra em estão em rosa e dados de rádio do VLA são de cor verde. A imagem de fundo mostra observações ópticas do SDSS. Um mapa da densidade de galáxias, feita a partir da análise de dados ópticos, é visto em azul. Passe o mouse sobre a imagem acima para ver a localização da Phoenix rádio.
Os dados do Chandra mostram o gás quente nos clusters, o que parece ter sido perturbado durante a mesma colisão que causou a re-ignição da emissão de rádio no sistema. O pico da emissão de raios-X é visto para o sul (parte inferior) do cluster, talvez porque o núcleo denso de gás no sul está sendo arrancada por gás circundante que como ele se move. O cluster no norte pode não ter entrado na colisão com um núcleo denso, ou talvez seu núcleo foi interrompido de forma significativa durante a fusão. No lado esquerdo da imagem, uma chamada de ângulo amplo de uma radiogaláxia a cauda brilha no rádio. Os lobos de plasma ejetado pelo buraco negro supermassivo em seu centro são dobrados pela interação com o gás do cluster que como a galáxia se move através dele.
Os astrônomos pensam que estão vendo o Phoenix rádio logo depois que tinha renascido, uma vez que estas fontes irão desaparecer muito rapidamente quando localizado perto do centro do aglomerado, como este que está em Abell 1033. Por causa da intensa densidade de pressão e campos magnéticos próximos o centro de Abell 1033, a Phoenix rádio é esperado apenas para durar algumas dezenas de milhões de anos.
Um papel que descreve estes resultados foi publicado em uma edição recente da Monthly Notices da Royal Astronomical Society e uma pré-publicação está disponível online. Os autores são Francesco de Gasperin, da Universidade de Hamburgo, Alemanha; Georgiana Ogrean e Reinout van Weeren a partir do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica; William Dawson do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, em Livermore, Califórnia; Marcus Brüggen e Annalisa Bonafede, da Universidade de Hamburgo, Alemanha, e Aurora Simionescu da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão em Sagamihara, Japão.
Marshall Space Flight Center da NASA, em Huntsville, Alabama, gerencia o programa Chandra para a Ciência Missão Direcção da NASA em Washington. O Observatório Astrofísico Smithsonian em Cambridge, Massachusetts, controla as operações científicas e de voo de Chandra.
Fatos para Abell 1033:
Crédito de raios-X: NASA / CXC / Univ of Hamburg / F. de Gasperín et ai; Optical: SDSS; Rádio: NRAO / VLA
Data de lançamento 26 ago 2015
Escala da imagem é de cerca de 17 minutos de arco em todo (cerca de 7,5 milhões de anos-luz)
Categoria Grupos e aglomerados de galáxias
Coordenadas (J2000) RA 33.70s 10h 31m | dezembro + 35 ° 04 '33,96 "
Constelação Leo Minor
Data de Observação 19 e 21 de fevereiro, 2013
Tempo de observação de 17 horas 35 min.
Obs. ID 15084, 15614
Instrumento ACIS
Referências de Gasperin, F. et al, 2015, MNRAS (aceite); arXiv: 1.501,00043
Código de cores X-ray (rosa); Optical (Vermelho, Verde, Azul); Radio (verde); Densidade Mapa (azul)
RadioOpticalX-ray
Distância Estimativa aproximadamente 1,62 bilhões de anos luz (z = 0,1259)

sábado, 29 de agosto de 2015

A RESSURREIÇÃO DE UMA ANÃ BRANCA

A ressurreição de uma anã branca
A estrela brilhante no centro desta imagem não é a estrela deste espetáculo. Na regiãoa inferior da imagem ao centro encontra-se uma simples mancha vermelha que é, de fato, um objeto raro e valioso.
Descoberto inicialmente por um astrônomo amador japonês, Yukio Sakurai, em 1996, e anotado como sendo um objeto do tipo de uma nova, a descoberta de Sakurai revelou-se muito mais interessante do que a supernova que ele pensava ter descoberto inicialmente.
Este objeto é, na realidade, uma pequena estrela anã branca que passa por um flash de hélio - sendo este um dos poucos que está a ser observado pelos astrônomos.
Normalmente, a fase de anã branca é a última no ciclo de vida de uma estrela de pequena massa. No entanto, em alguns casos, a estrela volta a “inflamar-se” num flash de hélio e expande-se voltando à fase de gigante vermelha e ejetando enormes quantidades de gás e poeira no processo antes de, uma vez mais, tornar a contrair-se numa anã branca.
Trata-se de uma série de eventos dramáticos e de curta duração e o Objeto de Sakurai deu aos astrônomos a oportunidade rara de estudar este fenômeno em tempo real. A anã branca emite radiação ultravioleta suficiente para iluminar o gás que foi expelido, o qual pode ser visto na imagem sob a forma de um anel de material vermelho.
Esta imagem foi obtida com o instrumento FORS, montado no Very Large Telescope do ESO.
Crédito: ESO

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

SONDA CURIOSITY REVELA GRANDES DESCOBERTAS EM MARTE


Pesquisas feitas há mais de 1 ano foram finalmente reveladas pela Agência Espacial Norte Americana 
Após perfurar o solo de Marte e analisar amostras de seu material, a sonda Curiosity da NASA descobriu compostos orgânicos, os blocos de construção da vida que contém carbono, no subsolo do Planeta Vermelho. E não pára por aí! Além disso, os instrumentos da sonda detectaram água no subsolo de Marte, isso tudo após anunciarem a detecção de um grande pico de gás metano na atmosfera do Planeta Vermelho!
Apesar das grandes descobertas não servirem como prova de que a vida existiu ou existe em Marte, os investigadores afirmam que essa é a primeira vez que orgânicos foram confirmados em rochas do Planeta Vermelho, o que conclui um dos grandes objetivos da missão!"Este é realmente um grande momento para essa missão", comenta John Grotzinger, cientistas da missão Curiosity, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, EUA.
O instrumento SAM do rover detectou clorobenzeno e vários outros compostos de carbono contendo cloro em amostras de uma rocha chamada "Cumberland", que a sonda havia perfurado em maio de 2013.

Buraco feito pela sonda Curiosity da NASA, local ondeas amostras foram coletadas no dia 19 de maio de 2013. Créditos: NASA / JPL-Caltech / MSSS
O instrumento utiliza um forno minúsculo para "cozinhar" as amostras, e em seguida, analisa os gases que são produzidos. As rochas e o solo marciano são ricos em perclorato, que pode destruir ou alterar os compostos orgânicos durante esse processo de aquecimento, o que complicou a detecção da sonda Curiosity.
"Esta é a primeira detecção de compostos orgânicos em amostras de Marte", comenta Caroline Freissinet, do Goddard Space Flight Center da NASA. Freissinet também é autora principal do artigo que detalha os resultados de Cumberland, publicados no Journal of Geophysical Research.
A presença de perclorato em Marte é tão grande que fica difícil saber se a amostra de Cumberland original continha clorobenzeno e os outros compostos do cloro, ou alguns outros tipos de produtos orgânicos.
No que diz respeito a "vida em Marte", até agora é impossível dizer se os orgânicos detectados em Cumberland foram produzidos por organismos vivos. A NASA está planejando uma nova missão para o Planeta Vermelho, que deverá acontecer em 2020. Ela terá como objetivo a coleta de amostras e um possível retorno à Terra. Em 2020, os cientistas esperam ter amostras de materiais rochosos de Marte, e estudá-las de maneira muito mais profunda.
Sobre as outras grandes descobertas feitas pela sonda Curiosity, a detecção de um pico intrigante e misterioso de gás metano na atmosfera de Marte (observado entre o final de 2013 e o início de 2014) sugere que podem haver formas de vida que produziram essa grande quantidade repentina de metano, porém, até o momento, não há como dizer se essa grande produção de metano tem origem biológica ou não. Outra grande descoberta revelada pela missão trata da proporção de hidrogênio para deutério (também conhecido como "hidrogênio pesado") nas amostras de Cumberland, que fornecem pistas importantes sobre quando o Planeta Vermelho perdeu sua água de superfície.
A sonda Curiosity pousou em Marte em agosto de 2012, e agora está explorando a região do Monte Sharp, que se eleva a 5,5 km a partir do centro da enorme cratera Gale.
Fonte: NASA
Imagens: NASA / JPL-Caltech / MSSS

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

FORAM DESCOBERTOS NOVE GRANDE OBJETOS CELESTES AO REDOR DA VIA LÁCTEA

novas galáxias satélites anãs recém descobertas
Novas galáxias satélites da Via Láctea foram descobertas.  Apesar de estarem muito próximas, elas nunca tinham sido observadas... até agora!
Cientistas do Dark Energy Survey (projeto que busca compreender a expansão do Universo), descobriram nada mais nada menos do que nove objetos celestes tênues, próximos da nossa Galáxia, a Via Láctea. As evidências foram observadas através de fotografias de uma das câmeras mais poderosas do mundo, de 570 megapixel, chamada Dark Energy Camera, acoplada no telescópio de 4 metros Victor M. Blanco, localizado no Observatório de Cerro Tololo, no Chile.
Os sinais indicam que os 9 objetos são prováveis galáxias satélites anãs, a forma menor e mais próxima de galáxias conhecidas.
De todos os nove objetos recém-descobertos, o mais próximo encontra-se a uma distância de 80.000 anos-luz, e o mais distante está a 700.000 anos-luz. Esses objetos brilham cerca de 1 bilhão de vezes mais fraco do que a Via Láctea, e são 1 milhão de vezes menos massivos. A menor dessas galáxias anãs possui cerca de 500 estrelas.
Galáxias satélites são muito menores que as galáxias comuns, e são conhecidas por orbitarem galáxias maiores, como a nossa. Essas galáxias anãs podem ter menos do que 1.000 estrelas, muito diferente da Via Láctea que possui bilhões de estrelas.
Os cientistas acreditam que as galáxia maiores são formadas a partir de pequenas galáxias, que podem ser ricas em energia escura, substância que compõe cerca de 70% do total de matéria e energia do Universo. Portanto, as galáxias satélites anãs são consideradas as chaves para a compreensão da energia escura, e claro, para entendermos o processo pelo qual as galáxias maiores são formadas.
novas galáxias satélites da Via Láctea foram descobertas
A ilustração abaixo mostra a distribuição das 9 pequenas galáxias descobertas recentemente (em vermelho):Créditos: S. Koposov / V. Belokurov / Cambridge
O principal objetivo da missão Dark Energy Survey (DES), como sugere seu nome, é compreender a natureza da energia escura, material misterioso que compõe cerca de 70% da matéria e da energia do Universo. O cientistas acreditam que ao compreendermos a energia escura, entenderemos também porque a expansão do Universo está acelerando. Nessa busca por respostas, a missão DES observa milhares de galáxias, e esses dados observacionais podem ser usados tanto para a energia escura quanto para a matéria escura, que pode ser responsável por manter as galáxias unidas.
Já foram detectadas mais de 20 possíveis galáxias satélites anãs, sendo que 17 foram feitas apenas pela missão DES. Nem todas foram confirmadas, e novas observações deverão ser feitas. A maior parte dessas pequenas galáxias localizam-se na área sul, e estão relativamente próximas da Pequena e da Grande Nuvem de Magalhães, as duas maiores galáxias satélites da Via Láctea, localizadas a cerca de 208.000 anos-luz e 158.000 anos-luz, respectivamente. É possível ainda que pelo menos algumas das nove galáxias satélites recém descobertas sejam na verdade satélites dessas outras galáxias satélites maiores, o que seria uma outra grande descoberta.
Esses achados foram feitos observando apenas 1/8 do céu! Quantas outras galáxias satélites poderão ser encontradas? Quantas pequenas galáxias podem estar pairando próximo da Via Láctea neste exato momento?

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

OBSERVAÇÃO DO CLUSTER DE ABEL 1689 COM UMA RIQUEZA EM DETALHES

Abell 1689
Abell 1689, que é mostrada nesta imagem composta, é um conjunto maciço de galáxias localizado a cerca de 2,3 mil milhões de anos-luz de distância da Terra, que mostra sinais de atividade de fusão. O gás que cerca o ambiente tem uma temperatura de cem milhões de graus detectado pelo Observatório de raios-X Chandra da NASA que é mostrado como roxo nesta imagem, enquanto as galáxias com os  dados ópticos observados pelo telescópio espacial Hubble são de cor amarela. A emissão de raios-X tem uma aparência lisa, ao contrário de outros sistemas de fusão tais como o conjunto  MAC J0025.4-1222. O padrão de temperatura através de Abell 1689 é mais complicada, no entanto, possivelmente tem a necessidade de várias temperaturas com diferentes temperaturas.
Os arcos longos na imagem óptica são causados ​​por lentes gravitacionais de galáxias de fundo pela matéria no aglomerado de galáxias, e este é o maior sistema de arcos já encontrado. Mais estudos deste conjunto são necessários para explicar a falta de acordo entre as estimativas de massa com base nos dados de raios-X e no efeito da lente gravitacional. Trabalhos anteriores sugerem que as estruturas semelhantes a filamentos de galáxias estão localizados perto de Abell 1689 ao longo da nossa linha de visão para este cluster, o que pode dar estimativas de massa  usando estas lentes gravitacionais.
Fatos para Abell 1689:
Crédito de raios-X: NASA / CXC / MIT / E. Peng-H et al; Óptico: NASA / STScI
Data de lançamento 11 de setembro de 2008
Escala da imagem é de 3,2 arcmin transversalmente.
Categoria Grupos e aglomerados de galáxias, Fundo Cosmologia / Campos Profundos de raios-X /
Coordenadas (J2000) RA | dezembro
Constelação de Virgem
Observação Data 2004/04/15 - 03/09/2006 com cinco pointings
Tempo de observação 53 horas
Obs. ID 540, 1663, 5004, 6930, 7289
Instrumento ACIS
Código de cores X-ray (Purple); Optical (amarelo)
OpticalX raio-
Distância estimam que cerca de 2,2 bilhões (z = 0,18) anos-luz

terça-feira, 25 de agosto de 2015

O MISTÉRIO DA GRANDE MANCHA VERMELHA POR QUE ELA AINDA EXISTE?


"Com base em teorias atuais, essa grande tempestade de Júpiter deveria ter desaparecido há várias décadas" - Pedram Hassanzadeh, geofísico da Universidade de Harvard
A Grande Mancha Vermelha é a característica mais notável sobre a superfície de Júpiter, mas o que para a maioria é somente algo bonito de se observar, para os pesquisadores trata-se de um enorme quebra-cabeças, quase tão grande quanto a própria mancha na superfície do gigante gasoso. De acordo com os cientistas, astrônomos e meteorologistas, ela deveria ter desaparecido a séculos atrás.
O mistério da Grande Mancha Vermelha de Júpiter não ter desaparecido há séculos pode finalmente ter sido resolvido, e os resultados poderiam ajudar a revelar mais pistas sobre os vórtices nos oceanos da Terra e os berçários de estrelas e planetas, dizem os pesquisadores.
A Grande Mancha Vermelha de Jùpiter é uma tempestade de cerca de 20.000 km de comprimento e 12,000 km de largura, cerca de duas a três vezes maior que a Terra. Os ventos por lá podem chegar a até 680 km/h. Esta tempestade gigante foi registrada pela primeira vez em 1831, mas pode ter sido descoberta pela primeira vez em 1665.
"Com base em teorias atuais, a Grande Mancha Vermelha deveria ter desaparecido há várias décadas", comenta o pesquisador Pedram Hassanzadeh, geofísico da Universidade de Harvard. "Em vez disso, essa grande tempestade está acontecendo há centenas de anos".

Comparação de tamanhos entre a grande mancha vermelhade Júpiter e a Terra. /  Créditos: Michael Carroll
Vórtices como o da Grande Mancha Vermelha podem se dissipar por conta de vários fatores. Por exemplo, ondas e turbulências resultantes de seus ventos liberam muita energia. Ele também perde energia irradiando calor. Além disso, a Grande Mancha Vermelha se encontra entre duas poderosas correntes de ar de sua atmosfera, que fluem em direções opostas e podem retardar a sua rotação.
Alguns pesquisadores sugerem que esses grandes vórtices ganham energia e sobrevivem através da absorção de vórtices menores. No entanto, "isso não acontece com freqüência suficiente para explicar a longevidade da Grande Mancha Vermelha", diz o pesquisador Philip Marcus, cientista planetário da Universidade da Califórnia, em Berkeley.
A Grande Mancha Vermelha não é a única tempestade misteriosa. Na verdade, os vórtices em geral, incluindo os de oceanos e atmosfera da Terra, muitas vezes, permanecem por muito mais tempo do que as teorias atuais poderiam explicar.
Para ajudar a resolver o mistério de resistência da Grande Mancha Vermelha , Hassanzadeh e Marcus desenvolveram um novo modelo 3D de alta resolução para simulação de grandes vórtices.
Os pesquisadores agora acreditam que os fluxos verticais são a chave para a longevidade da Grande Mancha Vermelha. Quando a tempestade perde energia, os fluxos verticais movem os gases quentes e frios para dentro e para fora da tempestade, restaurando parte da energia do vórtice. Seu modelo também prevê fluxos radiais que sugam ventos das correntes de alta velocidade para o centro do vórtice, fazendo com que a tempestade dure mais tempo.
De acordo com esses estudos, tanto os vórtices de Júpiter quanto os da Terra podem durar até 100 vezes mais do que os pesquisadores acreditavam anteriormente.
Vórtices como o da Grande Mancha Vermelha também acontecem em escalas muito maiores, e podem contribuir para os processos de formação de estrelas e planetas, o que exigiria que eles durassem por vários milhões de anos. Ambos os vórtices oceânicos e astrofísicos são submetidos a processos de dissipação, e o mecanismo descrito aqui para a longevidade da Grande Mancha Vermelha também apresenta uma explicação muito plausível para a longevidade dos vórtices que formam estrelas e planetas".
 Os cientistas advertem que o modelo estudado não explica inteiramente a longa vida útil da Grande Mancha Vermelha. Eles sugerem que as fusões ocasionais com vórtices menores podem ajudar a prolongar a vida da tempestade gigante. Com isso, serão feitas modificações no modelo 3D, e esses efeitos serão adicionados para que essa hipótese seja analisada.
Os cientistas comunicaram suas descobertas na reunião anual da Sociedade Americana de Física, em Pittsburgh.
A Grande Mancha Vermelha de Júpiter também será um dos alvos de observações das futuras missões espaciais, incluindo a missão Juno da NASA.
Fonte: JPL / NASA / Space

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

NGC 7027: RAIOS- X A VISTA DE UMA NEBULOSA PLANETÁRIA JOVEM

NGC 7027
Uma bolha de gás a Celsius 3 milhões grau com um comprimento de cerca de mais de cem vezes  ao tamanho do nosso sistema solar é mostrado nesta imagem.
Imagem de NGC 7027 de Chandra representa a primeira detecção de raios-X a partir desta nebulosa planetária jovem que é cerca de 3.000 anos-luz da Terra. 
 A imagem é mais brilhante no canto superior direito - o lado da nebulosa mais próximo da Terra - onde há material menos obscurecimento para bloquear a emissão de raios-X.
NGC 7027 é os restos de uma estrela semelhante ao Sol que tem ejetado muito de sua massa para expor seu núcleo quente. Os raios X são pensados ​​para ser produzido quando um vento "rápido" a partir do núcleo quente colide com o vento "lento" que foi expulso no início durante a fase de gigante vermelha da estrela. Esta colisão aquece o assunto a vários milhões de graus para que ele brilha em raios-X.
Chandra dados sugerem que existe um excesso de hélio, carbono, azoto, magnésio e silício presente em NGC 7027. Isto é consistente com as teorias que predizem que nebulosas planetárias semear o espaço com elementos de "pesados" (isto é, qualquer elemento mais pesado do que hidrogênio e hélio), produzida por reações nucleares durante a evolução da estrela.
Estas observações foram feitas por uma equipe de cientistas liderada por Joel Kastner, do Instituto de Tecnologia de Rochester.
Fatos para NGC 7027:
Fatos para NGC 7027:
Crédito NASA / RIT / J.Kastner et al.
Escala da imagem é de 22 segundos de arco de diâmetro.
Categoria Branca Anões & Planetary Nebulosas
Coordenadas (J2000) RA 01.60s 21h 07m | dezembro + 42 ° 14 '09,70 "
Constelação Cygnus
Observação Datas 01 de junho de 2000
Tempo de observação cinco horas
Obs. IDs 588
Código de Cores Intensidade da banda larga (0,3-3 keV) emissão de raios-X
Instrumento ACIS
Distância Estimativa 3.000 anos-luz
Data de lançamento 13 de junho de 2001