quarta-feira, 24 de junho de 2015

SONDA CAPTURA IMAGEM DA LUA DIONE ACOMPANHADA DO PLANETA SATURNO

Dione, satélite de Saturno
Dione é conhecida por suas incríveis crateras, e até que se parece com a nossa Lua...
A sonda Cassini da NASA teve um encontro extremamente próximo com uma das luas de Saturno, o famoso satélite Dione. O grande encontro aconteceu no dia 16 de junho de 2015, e a distância que a nave espacial chegou de Dione foi de apenas 516 km, o que constata uma abordagem de sobrevoo rasante!
Esse encontro íntimo foi o quarto sobrevoo rasante que a sonda Cassini já fez, mas ainda não foi o mais próximo. No dia 12 de dezembro de 2011, Cassini fez seu terceiro encontro rasante, e passou a apenas 99 km de distância da superfície de Dione, conhecida por suas incríveis crateras que tomam conta de toda a paisagem.
Dione, lua de Saturno
Dione, lua de Saturno
Imagem feita pela sonda Cassini mostra Dione, satélite de Saturno, e seus anéis podem ser vistos de fundo.Créditos: NASA / JPL / Cassini-Huygens
Esta imagem, capturada pela câmera de ângulo estreito da Cassini, foi fotografada quando a missão chegou a 77.000 quilômetros de distância da lua, e os anéis de Saturno podem ser vistos no fundo da imagem. Este é o penúltimo voo rasante em Dione, antes de a missão da Cassini entra na sua fase final.
Logo após esse belíssimo encontro com Dione, a espaçonave começa a se mover para fora do plano dos anéis de Saturno, atingindo uma órbita polar, e logo após, será realocada para no meio dos anéis de Saturno, dano aos cientistas uma visão sem precedentes do ambiente repleto de detritos e rochas do gigante gasoso... do Senhor dos Anéis do Sistema Solar.
Mas o melhor ainda está por vir; após verificar a lua Dione, Cassini está programada para ter um encontro épico com a famosa e intrigante lua Encélado, quando Cassini passará a apenas 48 km de sua superfície. O que torna esse encontro tão intrigante é que Encélado pode sustentar a vida como a conhecemos: sabemos que a lua Encélado esconde um oceano líquido sob sua crosta gelada, e através de um sistema de ventilação feito por geyseres polares, o vapor de água salgada é ejetado para o espaço, e os cientistas esperam poder usar essa grande aproximação para entender melhor a composição desse vapor, e quem sabe, descobrir um pouco sobre as profundezas de um dos oceanos mais misteriosos do Sistema Solar.
Fonte: NASA / JPL / Cassini-Huygens
Imagens: (capa-ilustração / Galeria do Meteorito) / NASA / JPL / Cassini-Huygens

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