segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

MAPA PERMITE ESTIMAR A IDADE DAS ESTRELAS DA VIALÁCTEA

Foto da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) mostra o centro da Via Láctea
Foto da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) mostra o centro da Via Láctea
Astrônomos conseguiram elaborar pela primeira vez um mapa que permite estimar a idade de estrelas que compõem o halo da Via Láctea. Utilizando dados de um telescópio localizado no Novo México (EUA), cientistas de todo o mundo já podem estimar idades de qualquer região da galáxia, usando somente singelas variações nas cores das estrelas.
Com a elaboração do mapa, algumas "incertezas" que até então existiam sobre a formação da Via Láctea poderão ser mais bem definidas. Isso porque o halo é um ambiente que contém objetos quase tão velhos quanto o próprio universo, então compreendê-lo é importante para entender a evolução das galáxias como um todo.
Uma das descobertas da pesquisa, que uniu cientistas de diversas universidades pelo mundo, é que as estrelas localizadas na região central da galáxia são as mais velhas. Essa informação confirma que, nestes modelos, a Via Láctea se formou a partir de um colapso gravitacional de uma enorme nuvem de gás, onde as estrelas foram formadas primeiro nas regiões mais internas e depois nas regiões externas.
"Nosso mapa consegue ver exatamente isso, os objetos mais próximos do centro da Galáxia têm uma idade de cerca de 13 bilhões de anos enquanto as regiões mais externas são em geral mais jovens, com cerca de 9 bilhões de anos", afirma Rafael Miloni Santucci, cientista do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP que participou do projeto.

Rafael Miloni Santucci/ USP Mapa cronográfico de idade do halo da Galáxia
 Os resultados do estudo foram compilados em um mapa cronográfico que contou com uma amostra de quase 5 mil estrelas branco-azuladas do halo, em uma fase evolutiva onde fundem hélio em carbono em seus núcleos.
"As cores das estrelas estão relacionadas com suas temperaturas, que por sua vez estão relacionadas com suas massas, sendo que estas regem seus tempos de vida", explicou Santucci. Por isso as cores estelares foram de tamanha importância na pesquisa.
Para se compreender melhor, é possível observar que, por exemplo, que as estrelas de cor mais avermelhada, cujas temperaturas são mais baixas, são encontradas predominantemente nas regiões mais externas da galáxia. "Para este tipo de estrelas, quanto mais avermelhada a cor, mais jovem ela é. Além disso, as estrelas mais azuladas, e portanto mais velhas, são encontradas predominantemente nas regiões próximas ao centro galáctico", explicou o cientista.
Santucci conta que a primeira observação que levou em conta as cores das estrelas foi feita em 1991, pelo astrônomo norte-americano George W. Preston. "Na oportunidade ele analisou uma amostra de aproximadamente 150 estrelas do halo galáctico". O cientista afirma ainda que o próximo mapa cronográfico da Via Láctea será feito com base em cerca de 100 mil estrelas.
Na região do halo da Galáxia ocorrem colisões com galáxias menores. Um mapa cronográfico permite identificar estas galáxias que estão sendo engolidas pela Via Láctea, estimando as suas idades e, até mesmo, outras estruturas resultantes de colisões ou da própria formação inicial da galáxia.
"Conseguimos identificar, por exemplo, um evento de destruição da pequena galáxia de Sagitário na região do halo que está ocorrendo há alguns bilhões de anos", afirma Santucci. "É um bom exemplo de como o mapa pode ser útil, podemos avaliar não só a origem do Halo, mas também sua evolução com as diversas interações da Galáxia com outras galáxias menores no decorrer do tempo."

domingo, 3 de janeiro de 2016

CONFIRA OS 7 MITOS E CONCEITOS ERRÔNEOS SOBRE PLUTÃO

mitos sobre Plutão
7 mitos sobre Plutão que você deveria parar de acreditar
Alguns mitos sobre Plutão são repassados como "verdades", mas as pesquisas mostram o contrário...
Nos confins do Sistema Solar encontramos Plutão, o planeta anão que outrora era conhecido como o nono e mais distante planeta do Sistema Solar. Agora ele é classificado como planeta anão, porém, sua grande distância continua sendo a principal responsável pelos mistérios e dúvidas que o cercam.
Desde sua descoberta, em 1930, a humanidade nunca esteve tão próxima de Plutão. Em julho de 2015, a sonda New Horizons fez sua primeira aproximação com o planeta anão, quando chegou a 12.500 km de sua superfície, capturando imagens incríveis e resolvendo mistérios de longa data. Mas claro: Plutão ainda é um dos maiores mistérios do Sistema Solar, e apesar de não compreendê-lo por completo, algumas verdades científicas devem ser repassadas, e alguns mitos, desmistificados...
Mito 1 - Plutão é muito pequeno
Algumas pessoas pensam que Plutão é pequeno, assim como um asteroide qualquer do Cinturão Principal. Na verdade, Plutão é bem robusto, com cerca de 2.360 km de diâmetro (cerca de dois terços a largura da nossa Lua). A maior lua de Plutão, Caronte, tem 1.207 km por si só. Já seus outros quatro satélites conhecidos são realmente muito pequenos...
Comparação de tamanhos planetas anões
Comparação de tamanhos dos planetas anões (e suas luas) com a Terra.
Créditos: Wikimedia Commons
Além disso, Plutão é consideravelmente maior do que praticamente todos os outros objetos no Cinturão de Kuiper, o anel de corpos gelados além da órbita de Netuno. A grande maioria dos objetos do Cinturão de Kuiper são do tamanho de cometas, com poucos quilômetros de diâmetro. Várias dezenas têm pelo menos algumas centenas de quilômetros, mas apenas 2 objetos (até onde se sabe) têm mais de 2.000 km de diâmetro: Plutão e Eris, ambos planetas anões, e com o mesmo tamanho aproximado.
Mito 2 - Plutão é muito escuro com pouca luz do Sol
Plutão orbita o Sol a uma distância de mais de 4,8 bilhões quilômetros em média, por isso muitas pessoas imaginam que sua superfície deve ser escura como o breu o tempo todo. Mas de acordo com Alan Stern, principal investigador da New Horizons, a iluminação em Plutão ao meio-dia não é tão baixa quanto se pensava. Seria como um dia nublado e cinza aqui na Terra, com os mesmos níveis de radiação do crepúsculo. Ou seja, pode não ser como no Ceará, "a Terra do Sol", mas também não é tão escuro quanto se pensava...
Mito 3 - Plutão era uma lua de Netuno
Esta é uma velha teoria de que se tornou popular logo após a descoberta de Plutão. Ela foi refutada em 1965, quando pesquisadores descobriram uma ressonância orbital entre Plutão e Netuno, que simplesmente impedia a possibilidade dos dois estarem relacionados, mesmo no passado.
Plutão foi uma lua de Netuno?
Mito 4 - Plutão é um mundo de gelo
A superfície de Plutão é coberta por muito gelo, incluindo nitrogênio congelado e metano congelado, mas a densidade de Plutão como um todo, é duas vezes a densidade do gelo de água, o que mostra que a massa do planeta é constituída apenas por um terço de gelo, e dois terços de rocha.
Mito 5 - Plutão não tem ar em sua atmosfera
Os investigadores descobriram, na década de 1980, que Plutão tem uma atmosfera composta principalmente de nitrogênio, assim como a atmosfera da Terra. Mas o ar de Plutão, que também contém monóxido de carbono e metano, é muito mais fino do que o da Terra, e estende-se significativamente mais longe no espaço.
Plutão atmosfera
Ilustração artística de Plutão atmosfera .Créditos: NASA / JPL-Caltech
Por exemplo, a atmosfera da Terra chega a 600 km acima da superfície do planeta (cerca de 10% o raio da Terra). Em contrapartida, o limite exterior da atmosfera de Plutão encontra-se a a cerca de 7 raios de Plutão acima de sua superfície. O volume da atmosfera de Plutão, portanto, é de mais de 350 vezes maior do que o próprio planeta anão, de acordo com o co-investigador da New Horizons, Michael Summers. Levando isso em consideração, poderíamos até chamar Plutão de "Planeta Ar"... mas claro, os cientistas não iam gostar nem um pouco disso...
 Mito 6: A órbita de Plutão é estranha e diferente de tudo
A órbita de Plutão é muito elíptica (alongada), trazendo o planeta anão tão próximo quanto 4.430 milhões quilômetros do Sol, e tão distante quando 7,31 bilhões de quilômetros da nossa estrela. Além disso, a órbita de Plutão é inclinada em cerca de 17° em relação ao plano da eclíptica, o plano da órbita entre a Terra e o Sol.
Orbita de Plutão e Eris
Orbita de Plutão e Eris
Créditos: Galeria do Meteorito
A localização de Plutão realmente é muito, muito distante. Enquanto a luz do Sol leva cerca de 8 minutos para chegar na Terra, ela viaja por mais de 5 horas para chegar em Plutão. Mesmo assim, Plutão não é o planeta anão mais distante do Sistema Solar. O planeta anão Eris é o mais distante de sua categoria, e se compararmos com outros Objetos Trans-Netunianos, como Sedna, Plutão nem parece estar tão longe assim... Para se ter uma ideai da distância, nessa imagem não podemos ver a órbita do Objeto Trans-Netuniano Sedna, justamente por estar longe o suficiente para não ser enquadrada...
Ou seja, Plutão está muito, muito longe do Sol, mas como tudo no Universo consegue nos surpreender, outros planetas e objetos encontram-se ainda mais distantes, e portanto, mais difíceis de serem estudados.
Fonte: Space
Imagens: (capa-ilustração/PFK) / Wikimedia Commons / NASA / JPL-Caltech / Galeria do Meteorito

sábado, 2 de janeiro de 2016

HUBBLE OBSERVA O NASCIMENTO CAÓTICO DE UMA ESTRELA


Telescópio espacial Hubble vê o Despertar da Força em uma estrela recém-nascida
Apenas sobre qualquer coisa é possível em nosso universo notável, e que muitas vezes compete com as imaginações de escritores de ficção científica e cineastas. A mais recente contribuição do Hubble é uma foto impressionante do que parece ser um sabre de luz duplo em linha reta fora dos filmes de Star Wars. No centro da imagem, parcialmente obscurecido por um manto escuro, de poeira, uma estrela recém-nascida dispara jatos duplos para o espaço como uma espécie de anúncio do nascimento ao universo.
O gás em um envolvente jato de energia do disco saindo para baixo na protoestrela obscurecida de poeira em um desfiladeiro celestial. O material é superaquecido e atira para fora da estrela em sentidos opostos ao longo de uma rota de fuga organizada do eixo de rotação da estrela.
Muito mais enérgico do que um sabre de luz da ficção científica, estes feixes energéticos estreitos estão soprando através do espaço a mais de 100.000 milhas por hora.

Este sabre de luz celestial não está em uma galáxia muito, muito distante, mas sim dentro de nossa galáxia, a Via Láctea
Fatos técnicos sobre este objeto
Objeto Descrição: Her big Ha-ro Jet
Posição (J2000): 09.12s 05h 46m: RA
Dec: -00 ° 10 '12.00 "
Constelação: Orion
Distância: 1350 anos-luz (414 parsecs)
Sobre os dados
Dados Descrição: A imagem de HH 24 foi criado a partir de dados de arquivo do Hubble das seguintes propostas:
Proposta investigador principal do Instrumento Datas Filtro de Exposição
9160 D. Padgett (NASA / GSFC) et al. WFPC2 F814W (I) 4 de agosto de 2001
T. Megeath 11548 (U. Toledo) et ai. WFC3 / IR F160W (I) 13 de outubro de 2009
13485 B. Reipurth (U. Hawaii) et al. WFC3 / IR F164N ([Fe II]) 18 de fevereiro de 2014
Sobre o lançamento
Crédito: NASA e  ESA
Data de lançamento: 17 dez 2015
Cor: Esta imagem é um composto de exposições separadas adquiridas pela WFPC2 e instrumentos WFC3 / IR. Vários filtros foram usadas para provar diversos comprimentos de onda. Os resultados de cores de atribuir tons diferentes (cores) para cada imagem monocromática (tons de cinza) associado a um filtro individual. Neste caso, as cores atribuídas são:
F814W (I) azul
F814W (I) + F160W verde (H)
F160W laranja (H)
F164N ([Fe II]) vermelho

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

MAIS UMA OBSERVAÇÃO DE LENTE GRAVITACIONAL EM UM CLUSTER GALÁTICO DE ABEL 370


A imagem do Telescópio Hubble no espaço recém-reparado com avançada Camera for Surveys (ACS) observou em quase 5 bilhões de anos-luz de distância para resolver intrincados detalhes do aglomerado de galáxias Abell 370.
Abell 370 é um dos primeiros aglomerados de galáxias, onde os astrônomos observaram o fenômeno de lente gravitacional, onde a curvatura do espaço pelo campo gravitacional do cluster distorce a luz das galáxias que encontram-se muito atrás dele. Isto é manifestado como arcos e estrias na imagem, que são as imagens esticadas de galáxias de fundo.
Lente gravitacional prova uma ferramenta vital para os astrônomos ao medir a distribuição da matéria escura em aglomerados massivos, uma vez que a distribuição de massa pode ser reconstruída a partir dos seus efeitos gravitacionais.
Observações telescópicas terrestres em meados dos anos 1980 do arco mais proeminente (perto do lado direito da imagem) permitiu aos astrónomos deduzir que o arco não era uma estrutura de algum tipo dentro do cluster, mas a imagem gravitacionalmente lensed de um objeto duas vezes mais longe. Hubble resolve invisíveis novos detalhes no arco que revelam a estrutura da galáxia de fundo lensed.
Aglomerados de galáxias são as estruturas de maior massa do universo, localizado no cruzamento dos filamentos da teia cósmica de matéria escura. Os aglomerados de maior massa pode conter até 1.000 galáxias e gás quente intergaláctico, todos mantidos juntos, principalmente, pela gravidade da matéria escura.
Estas observações foram tiradas com a câmera avançada para as avaliações (ACS) em seu modo Wide Field do Hubble em 16 de julho de 2009. A imagem composta foi feita usando os filtros que isolam a luz de verde, vermelho e infravermelho comprimentos de onda.
Estes dados do Hubble são parte da missão de serviço do Hubble 4 primeiras observações sobre o Release.
Crédito: NASA, ESA, o Hubble SM4 ERO equipe, e ST-ECF
FATOS TÉCNICOS SOBRE ESTA IMAGEM:
Sobre este objeto
Nome do objeto: Abell 370
Objeto Descrição: aglomerado de galáxias
Posição (J2000): R.A. 02h 39m 49s.90
Dezembro -01 ° 34 '26 ".70
Constellation: Cetus
Distância: 4,9 bilhões de anos-luz (1,5 bilhões de parsecs)
Dimensões: Esta imagem é de 2,4 minutos de arco (3,4 milhões de anos-luz ou 1 milhão de parsecs) de largura.
Sobre estes dados
Dados Descrição: As imagens de Hubble foram criados a partir de dados da proposta 11507: K. Noll (STScI), M. Chiaberge (STScI / ESA / INAF), M. Mutchler, D. Golimowski, e R. Lucas (STScI), e M . Sirianni (STScI / ESA).
Instrumento: ACS / WFC
Data (s) de exposição: 16 de julho de 2009
Tempo de exposição: 3,5 horas
Filtros: F475W (g), F625W (R), e F814W (I)
Sobre a Imagem
Crédito: NASA, ESA, o Hubble SM4 ERO equipe, e ST-ECF
Data de lançamento: 9 de setembro de 2009
Cor: A imagem é um composto de exposições separadas feitas pelo instrumento de ACS no telescópio espacial Hubble. Três filtros foram usadas para provar comprimentos de onda grandes. Os resultados de cores de atribuir tons diferentes (cores) para cada imagem monocromática. Neste caso, as cores atribuídas são:
F814W (I) vermelho
F625W (r) verde
F475W (g) azul
Orientação / Escala: Gravitational Lensing em Galaxy Cluster Abell 370
Agradecimentos para Abell 370
Observadores: K. Noll (STScI), M. Chiaberge (STScI / ESA / INAF), M. Mutchler, D. Golimowski, e R. Lucas (STScI), e M. Sirianni (STScI / ESA)
Análise de Dados: M. Mutchler (STScI) e R. Hook (ST-ECF)
Composição Image: R. Hook, O. Hainaut, A. Bombik, e L. Christensen (ST-ECF), Z. Levay e L. Frattare (STScI)
Texto: L. Frattare, D. Weaver, e R. Villard (STScI) e C. M. Sharkey e Lombardi (ST-ECF)
Ilustrações: Z. Levay (STScI)
Vídeo: G. Bacon (STScI)
Consultores de Ciência: M. Livio e B. Whitmore (STScI) e J.-P. Kneib (Observatoire Midi-Pyrénées)

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

NOVA OBSERVAÇÃO DE UMA SUPER LENTE GRAVITACIONAL QUE AMPLIA A LUZ DE GALÁXIAS DISTANTES EM ABEL 1689


Um conjunto maciço de galáxias amareladas, aparentemente pego em uma teia de aranha vermelha e azul de galáxias de fundo estranhamente distorcidas, faz para uma imagem fascinante da nova Advanced Camera for Surveys bordo do telescópio espacial Hubble da NASA. 
Para fazer essa imagem sem precedentes do cosmos, Hubble espreitou em linha reta através do centro de um dos aglomerados de galáxias de maior massa conhecido, chamado Abell 1689.
A gravidade do cluster de trilhões de estrelas - além de matéria escura - age como uma lente de  2 milhões de anos luz de diâmetro "lente no espaço". Esta "lente gravitacional" se dobra e amplia a luz das galáxias situadas ao longe por trás dela. Alguns dos objetos mais fracos na imagem são, provavelmente, mais de 13.000 milhões anos-luz de distância com o (valor redshift 6).
Apesar da lente gravitacional ser previamente estudada por Hubble e telescópios terrestres, este fenômeno nunca foi visto antes em tal detalhe. A figura revela ACS 10 vezes mais arcos do que seria visto por um telescópio terrestre. A ACS é 5 vezes mais sensível e fornece imagens que são duas vezes mais nítidas que as  câmeras do Hubble anteriores. Por isso, pode ver os arcos muito mais fracas com maior clareza. A imagem apresenta um imenso quebra-cabeça para os astrônomos do Hubble passar meses tentando desembaraçar as galáxias Intercaladas com o cluster de primeiro plano são milhares de galáxias, que são imagens lensed das galáxias no universo profundo.
A análise detalhada das imagens promete lançar luz sobre a evolução da galáxia, a curvatura do espaço e do mistério da matéria escura. A imagem é uma demonstração requintada de previsão de Albert Einstein de que a gravidade deforma o espaço e distorce os feixes de luz.
Esta imagem representativa nesta cor é um composto de luz visível e do infravermelho próximo exposições tomadas em Junho de 2002.
Crédito: NASA, N. Benitez (JHU), T. Broadhurst (Racah Instituto de Física / A Universidade Hebraica), H. Ford (JHU), M. Clampin (STScI), G. Hartig (STScI), G. Illingworth ( UCO / Observatório Lick), a Equipe ACS Ciência e ESA


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

LINDA OBSERVAÇÃO DA MAJESTOSA GALÁXIA DO SOMBRERO

Projeto Patrimônio comemora cinco anos de colheita as melhores imagens do Telescópio Espacial Hubble

Telescópio Espacial Hubble da NASA treinou seu olho nítido em uma das galáxias mais imponentes e fotogênicas do universo, a galáxia do Sombrero,  de nome messier ou (M104). 
A indicação da galáxia é um brilhante núcleo branco, bulboso rodeada pelas pistas grossas da poeira que compreendem a estrutura espiral da galáxia. Como visto a partir da Terra, a galáxia é inclinada quase borda-on. Nós vêmo-la de apenas seis graus ao norte de seu plano equatorial.
Esta galáxia brilhante foi nomeada o Sombrero devido a sua semelhança à borda larga e chapéu mexicano high-coberto
Em um valor relativamente brilhante de +8, M104 são apenas além do limite de visibilidade do olho nu e é facilmente visto através de pequenos telescópios. O Sombrero encontra-se na borda do sul do conjunto rico do aglomerado de Virgem esta galáxia e é um dos objetos os mais maciços nesse grupo, o equivalente a 800 bilhões de sóis. A galáxia é de 50.000 anos-luz de diâmetro e está localizado a 28 milhões de anos-luz da Terra.
Hubble resolve facilmente o sistema rico de M104 de conjuntos globular, estimada em cerca de 2.000 no número - 10 vezes mais do que a órbita nossa galáxia da Via Láctea. As idades dos conjuntos são similares aos conjuntos na Via Láctea, variando de 10-13 bilhões de anos. Encaixado no núcleo brilhante de M104 um disco menor, que está inclinada em relação ao disco grande. Emissão de raios-X sugere que haja material que cai no núcleo compacto, onde um bilhão de massa solar reside no buraco negro.
No século 19, alguns astrônomos especularam que M104 era simplesmente um disco edge-on de gás luminoso que cerca uma estrela nova, que é prototípica da génese de nosso sistema solar. Mas em 1912, o astrónomo VM Slipher descobriu que o objeto hat-como parecia estar correndo para longe de nós em 700 milhas por segundo. Esta velocidade enorme ofereceu alguns dos indícios os mais adiantados de que o Sombrero era realmente uma outra galáxia, e que o universo estava se expandindo em todas as direções.
A equipe da herança de Hubble tomou estas observações em maio-junho 2003 com a câmera avançada do telescópio espacial para avaliações. As imagens foram recolhidas três filtros (vermelho, verde e azul) para produzir uma imagem em cor natural. A equipe tomou seis imagens da galáxia e costuradas então lhes junto para criar a imagem composta final. Um dos mosaicos sendo os maiores do Hubble montados como nunca, esta galáxia magnífica tem um diâmetro aparente que seja quase um quinto do diâmetro da Lua cheia.
Crédito: NASA ea equipe da herança de Hubble (STScI / AURA)

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

OBSERVAÇÕES COM HUBBLE MOSTRAM UMA INTERAÇÃO GALÁTICA

Cosmic Collisions Galore!

NGC 6670 é um lindo par de sobreposição de borda em  galáxias que se assemelham a um golfinho pulando. 
Os cientistas acreditam que NGC 6670 já experimentaram pelo menos um encontro próximo e está agora nos estágios iniciais de um segundo. Os núcleos das duas galáxias são cerca de 50.000 anos-luz de diâmetro. NGC 6670 brilha no infravermelho com mais de uma centena de bilhões de vezes a luminosidade do Sol e é pensado para estar a entrar numa fase starburst. O par está localizado a cerca de 400 milhões de anos-luz de distância da Terra.
Esta imagem é parte de uma grande coleção de 59 imagens da fusão de galáxias obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble e divulgados por ocasião do seu 18º aniversário no dia 24 de Abril de 2008.
Nomes dos objetos: NGC 6670, NGC 6670A / B, VII Zw 812
Crédito: NASA, ESA, a herança de Hubble (STScI / AURA) -esa / Hubble e A. Evans (University of Virginia, Charlottesville / NRAO / Stony Brook University)
FATOS TÉCNICOS SOBRE ESTA IMAGEM:
Sobre o Objeto
Nome do objeto: NGC 6670, NGC 6670A / B, VII Zw 812
Objeto Descrição: Galáxias de interação
Posição (J2000): 18 33 37.38
59 53 21.2
Constelação: Pavão
Distância: 400 milhões de anos-luz (100 milhões de parsecs)
Sobre os dados
Dados Descrição: A imagem do Hubble foi criada usando dados do TGV da proposta 10592: A. Evans (University of Virginia, Charlottesville / NRAO / Stony Brook University)
Instrumento: ACS / WFC
Data (s) de exposição: 30 de outubro de 2001
Tempo de exposição: 38 minutos
Filtros: F435W (B) e F814W (I)
Sobre a Imagem
Crédito de imagem: NASA, ESA, a herança de Hubble (STScI / AURA) -esa / Hubble e A. Evans (University of Virginia, Charlottesville / NRAO / Stony Brook University)
Data de lançamento: 24 de abril de 2008

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

UMA VISÃO MAGNÍFICA DAS LUAS DE SATURNO ENCÉLADO E TÉTIS

luas de Saturno alinhadas
Luas de Saturno se alinham (quase) perfeitamente em foto divulgada pela NASA
 Anéis de Saturno e os satélites Encélado e Tétis, registrados no dia 24 de setembro de 2015 pela sonda Cassini. Créditos: NASA / JPL-Caltech / SS
A sonda Cassini, da NASA está orbitando Saturno por mais de uma década, e tem visto todo o espectro do magnífico "Rei dos Anéis". Mas ainda existe muito a ser explorado e registrado, como mostra essa imagem feita e liberada pela NASA. As luas de Saturno são realmente belíssimas, principalmente quando os anéis de Saturno estão em primeiro plano... mas o que dizer dos satélites saturnianos quando eles se alinham em uma imagem praticamente perfeita?!
Neste exemplo impressionante de timing celestial, no dia 24 de setembro, a sonda Cassini registrou a lua Encélado quase que perfeitamente alinhada na frente da grande lua Tétis. Um fato interessante é que a diferença de tamanho entre essas duas luas de Saturno ficaram muito bem exemplificadas na imagem: Encélado tem 504 km de diâmetro, e Tétis tem 1.062.
Curiosamente, a distância da sonda Cassini e das duas luas fez com que a imagem refletisse muito bem o diâmetro comparativo entre os dois satélites naturais.
No momento do trânsito das luas, Cassini estava a 2,1 milhões de quilômetros de Encélado, e 2,6 milhões de quilômetros de Tétis. As duas luas estavam afastadas por apenas 500.000 km de distância.
Encélado é de enorme interesse científico para a NASA, sobretudo quando se trata da missão Cassini. Os cientistas descobriram recentemente que Encélado possui um oceano abaixo de sua camada de gelo, e acredita-se ainda que a pequena lua possua os ingredientes essenciais para a vida.
Cassini fez seu último voo rasante sobre Encélado no dia 19 de dezembro de 2015, em um encontro conhecido como E-22 (o 22° sobrevoo), quando chegou a apenas 4.999 quilômetros da superfície da lua de Saturno. Nesse último sobrevoo, Cassini se concentrou em medir a quantidade de calor emitido nas camadas internas abaixo do gelo em sua superfície, algo importante para entender o que está impulsionando a nuvem de partículas de gás e gelo que são ejetadas continuamente a partir de seu oceano escondido.
Daqui pra frente, a sonda Cassini não deve fazer outras grande aproximações em Encélado, porém, seus grandes encontros com as luas de Saturno possibilitaram a descoberta de oceanos escondidos, o que abriu um grande caminho na exploração de mundos que por ventura, tenham a capacidade de abrigar vida.
Fonte: NASA / Cassini
Imagens: (capa:NASA/JPL-Caltech/SSI) / NASA / Cassini

domingo, 27 de dezembro de 2015

TEMPESTADE EM ANÃ MARROM FAZ A GRANDE MANCHA DE JÚPITER PARECER UMA CRIANÇA

tempestade em anã marrom
 Como seria uma tempestade em um mundo tão estranho?
A Grande Mancha Vermelha de Júpiter é o maior e melhor exemplo de uma tempestade de longa vida no Sistema Solar, mas agora essa tempestade tem uma forte concorrente em outro sistema. E o mais intrigante: essa grande tempestade alienígena não foi vista em um gigante gasoso, mas sim nas camadas superiores de uma pequena "estrela falha".
As anãs marrons do tipo L são um subconjunto especial de objetos estelares pequenos, que possuem características tanto de planetas gigantes gasosos quanto de estrelas. Popularmente, esses objetos são conhecidos como "estrelas fracassadas". Eles estão no meio do caminho entre planetas e estrelas, possuem cerca de 75 vezes a massa de Júpiter, e são aproximadamente 15% maiores...
tempestade em uma estrela fria
tempestade em uma estrela fria
Animação mostra a grande tempestade em W1906 + 40.Créditos: NASA / JPL-Caltech
Por exemplo: embora algumas das anãs marrons mais massivas possam realizar alguma fusão de baixo nível em seus núcleos, não é suficiente para elevar a temperatura do objeto além de cerca de 2 mil graus, portanto suas atmosferas podem criar camadas e nuvens, gerando fenômenos comuns em planetas, como poderosas tempestades.
O Telescópio Espacial WISE da NASA descobriu W1906 + 40 em 2011, e os astrônomos perceberam que o objeto estava dentro do campo de visão do telescópio espacial Kepler, o caçador de planetas extrassolares da NASA. Normalmente o Kepler observa "trânsitos" de exoplanetas (o ligeiro escurecimento causado pelo bloqueio de sua luz conforme o planeta passa na sua frente), mas às vezes as "manchas estelares" também podem ser detectadas por Kepler.
Embora a luz gerada por W1906 + 40 seja muito fraca, os astrônomos detectaram uma enorme mancha escura que se move juntamente com a rotação da anã marrom. Poderia ser apenas alguma mancha solar gigantesca, assim como algumas já vistas no Sol no período de alta atividade?
Para entender o que era a grande mancha, os pesquisadores buscaram ajuda de outra missão da NASA: o Telescópio Espacial Spitzer, e o que foi descoberto em seguida tornou-se uma grande surpresa.
Observando a anã marrom através do infravermelho, Spitzer foi capaz de determinar que a grande característica escura em W1906 + 40 não era impulsionada por magnetismo, portanto era realmente um fenômeno atmosférico: uma grande tempestade escura, perto do polo norte.
tempestade em anã marrom
tempestade em anã marrom
Ilustração artística mostra como poderia ser a visão de uma grande tempestade em uma anã marrom. Créditos: NASA / JPL-Caltech / University of Western Ontario / Stony Brook University
"A estrela é do tamanho de Júpiter, e sua tempestade é do tamanho da Grande Mancha Vermelha de Júpiter", disse John Gizis, da Universidade de Delaware, e principal autor do estudo publicado no The Astrophysical Journal. "Sabemos que esta tempestade é recente, e talvez tenha dois anos, ou mais." Os cientistas ainda não entenderam se esse tipo de fenômeno é raro ou comum.
Isso nos mostra que talvez o termo "estrela fracassada" é apenas uma visão relativa. Assim como a história do copo "meio cheio ou meio vazio", se pensamos em estrelas, a classe das "anãs marrons" até faz sentido, mas se compararmos com planetas, seriam facilmente vistos como "Gigantes Vermelhos"...

sábado, 26 de dezembro de 2015

NOVA IMAGEM DA TERRA DIVULGADA PELA NASA É DE TIRAR O FÔLEGO

Imagem do Nascer da Terra visto da Lua
Nova imagem do 'Nascer da Terra' visto da Lua é simplesmente exuberante
nascer da terra visto da lua
Uma nova foto espetacular da Terra feita do espaço deixou os apaixonados pela astronomia de boca aberta. A imagem foi capturada pela sonda robótica Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), da NASA, e mostra o nosso planeta iluminado pelo Sol, acima de uma paisagem lunar exuberante, com ondulações e sombras em sua superfície.

Um registro espetacular do Nascer da Terra visto a partir da Lua, liberado em dezembro de 2015.
Créditos: NASA / Goddard / Arizona State University
"A imagem é simplesmente impressionante", disse Noah Petro, cientista do projeto LRO, no Centro de Voo Espacial Goddard, da NASA. "A imagem da Terra remonta a antiga e famosa foto que ganhou o nome de "Blue Marble" (Bolinha de Gude Azul), feita pelo astronauta Harrison Schmitt durante a missão Apollo 17 (que ia em direção a Lua), a mais de 40 anos atrás, que também mostrava o continente africano proeminente.

Blue Marble - foto da Terra



































Blue Marble, a famosa imagem da Terra feita durante a missão Apollo 17

Créditos: NASA / Apollo
A imagem parece uma combinação da "Blue Marble" e da "Earthrise" (Nascer da Terra), feita pela tripulação da Apollo 8 (com os primeiros astronautas a deixar a órbita da Terra, ao orbitar a Lua em 24 de dezembro de 1968).
Earthrise - foto
Earthrise, ou Nascer da Terra, foi a primeira imagem colorida que mostrou a Terra com a superfície lunar em primeiro plano.Créditos: NASA / Apollo
A famosa imagem de 1968 não foi, na verdade, a primeira foto que mostrou o "nascer da Terra". O grande feito pioneiro foi feito pela sonda robótica Lunar Orbiter 1, da NASA, em 1966, porém, por ter sido uma foto em preto e branco, não teve o mesmo impacto dramático e duradouro na sociedade.
a primeira imagem da Terra vista da Lua
a primeira imagem da Terra vista da Lua
No dia 23 de agosto de 1966, a sonda Lunar Orbiter 1, da NASA, registrou a primeira imagem da Terra vista a partir
do ponto de vista lunar. A foto acima foi digitalizada a partir da imagem original impressa.
Créditos: NASA / Lunar Orbiter 1
A nova foto, lançada pela NASA nesse mês de dezembro de 2015, foi criada a partir de uma série de fotografias que a sonda LRO registrou dois meses antes, quando o robô (com o tamanho de um carro) chegou a cerca de 134 km acima da região Compton Crater, no lado oculto da Lua, aquela que não conseguimos observar a partir da Terra.
A missão de 504 milhões de dólares LRO foi lançada em junho de 2009, e inicialmente trabalhou apenas recolhendo informações e dados que poderiam ser úteis em futuras viagens tripuladas à Lua. Agora, mais exatamente desde setembro de 2010, a sonda ganhou missões científicas que são estudadas com mais ênfase, e que podem dar uma luz em outras questões que cercam o nosso belo satélite natural.
Fonte: Space / NASA
Imagens: (capa: imagem original da NASA alongada) / NASA / Goddard / Arizona State University / Ap