sábado, 3 de outubro de 2015

O ASTEROIDE VESTA PODE SER OBSERVADO A OLHO NU NO MÊS DE OUTUBRO DE 2015

asteroide Vesta
Você já viu um asteroide a olho nu? O mês de outubro nos traz uma ótima oportunidade para observar o asteroide Vesta, o mais brilhante visto do planeta Terra e o mais conhecido do Sistema Solar.
No início do século 19, os astrônomos descobriram quatro novos objetos do Sistema Solar, localizados entre as órbitas de Marte e Júpiter. Inicialmente eles foram chamados de planetas, mas em meados de 1800, alguns outros objetos estavam sendo detectados na mesma região... e por serem pequenos, foi criado uma nova categoria de objetos: os asteroides! O nome remete a objetos que se parecem com estrelas quando vistos pelos telescópios, e hoje já descobrimos milhares de asteroides no Sistema Solar.
De todos os asteroides do Sistema Solar, Vesta é o mais brilhante, com magnitude aparente que varia entre 5 e 8 (quanto menor o valor, mais brilhante é o objeto). Além disso, também é um dos maiores asteroides, com cerca de 560 km de diâmetro. E no dia 29 de setembro de 2015 ele chegou na magnitude aparente 6 durante sua oposição, o que significa que já podia ser visto, no limite da visão humana.
Como encontrar o asteroide Vesta no céu?
Vesta é o único asteroide que de tempos em tempos se torna visível a olho nu, justamente por conta de seu tamanho e de sua composição, o que o torna altamente refletivo. E pra ficar ainda melhor, nesse momento é muito fácil de encontrá-lo, já que ele está duas magnitudes mais brilhante do que qualquer estrela em sua região do céu.
Posição do asteroide Vesta no céu em outubro de 2015

O asteroide Vesta encontra-se na constelação da Baleia nesse mês de outubro de 2015.
Créditos: STELLARIUM / Edição: Richard Cardial
O gráfico acima mostra a posição do asteroide Vesta no céu, às 21h00 do horário local. Por conta de sua oposição (posição oposta ao Sol), ele nasce a leste assim que o Sol se poe a oeste, e se poe a oeste assim que o Sol nasce a leste, ou seja, percorre todo o céu noturno no decorrer da noite. Por volta das 21h00 ele se encontra a uma altura média a leste do céu, na constelação da Baleia.
Agora que você já sabe a localização média do asteroide Vesta, fizemos um segundo mapa celeste com a trajetória exata do asteroide Vesta durante esse mês de outubro de 2015, com uma visão mais aproximada:
Veja que utilizamos as três estrelas da ponta da constelação da Baleia (incluindo a estrela Diphda) para formar um triângulo e facilitar a detecção do asteroide. Em, sua trajetória, Vesta é o objeto mais brilhante.
Dependendo de qual é a sua cidade, talvez o asteroide Vesta não seja facilmente encontrado no céu, principalmente se estiver em uma região com muita poluição luminosa. Nesse caso, qualquer telescópio ou binóculos já é suficiente pra que você enxergue Vesta. Até mesmo em uma fotografia de longa exposição consegue registrar esse belo asteroide no céu noturno.
Para ter certeza de que trata-se do asteroide Vesta, memorize bem a posição das estrelas daquela região que você observou. No dia seguinte, a única estrela que estiver fora de sua posição anterior será na verdade o asteroide. No caso de astrofotografias, compare as imagens de dois dias diferentes, e veja a estrela que se movimentou, pois será o asteroide.
A sonda Dawn da NASA visitou o asteroide Vesta recentemente, e descobriu inclusive que a água líquida já fluiu em sua superfície. Agora é a sua chance de observar o maior asteroide do Sistema Solar enquanto ele cruza o céu majestosamente.
Imagens: (capa-ilustração/Galeria do Meteorito) / STELLARIUM / Richard Cardial

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

PESQUISADORES DIZEM QUE O SOL PODE ESTAR ABSORVENDO MATÉRIA ESCURA

Imagem de uma explosão solar classe X2.0 captada a 27 de outubro de 2014
Imagem de uma explosão solar classe X2.0, captada a 27 de outubro de 2014
Parece haver alguma coisa de errado com o nosso Sol – ou melhor, com as teorias científicas que explicam o que é o Sol e como se comporta. Um estudo revela que a nossa estrela poderá estar a absorver matéria negra.
Observações recentes dos valores de temperatura, densidade, composição química e pressão interna do Sol revelaram uma discrepância significativa: o núcleo interior do sol contém demasiado hélio e hidrogénio em circulação, onde deviam estar presentes substâncias 10% mais pesadas.
O estudo, publicado na Physical Review Letters, foi desenvolvido pelos astrofísicos Aaron C. Vincent e Pat Scott, da Universidade de Durham, no Reino Unido, e Aldo Serenell, do Institut de Ciències de l’Espai, na Catalunha.
Os cientistas sugerem que a discrepância de valores poderá ser devida à existência, no coração do Sol, de matéria negra, uma forma não observável de matéria, que apenas interage gravitacionalmente, e cuja presença apenas pode ser inferida a partir dos seus efeitos gravitacionais sobre a matéria visível, como estrelas e galáxias.
Segundo o estudo, a menor densidade do Sol pode ser explicada pela presença de um determinado tipo de matéria negra, a matéria negra assimétrica.
Matéria negra assimétrica e existência
A matéria negra, essa coisa misteriosa que compõe 83% do nosso Universo, não interage com as forças electromagnéticas da matéria normal.
Mas ao contrário de outras formas teóricas de matéria negra, a variante assimétrica consegue interagir com a matéria normal, através da transferência de propriedades quânticas quando as partículas dos dois tipos de matéria colidem.
Estas transferências entre matéria negra e matéria normal no coração do Sol permitiriam canalizar calor do núcleo interno para a sua superfície, e, defendem os astrofísicos, explica a diferença de densidade e pressão observadas.
“Estamos muito próximo de descobrir se esta é realmente uma indicação da existência de matéria negra no Sol“, explicou Aaron Vincent ao Physycs World, “ou se tropeçámos em alguma coisa que matematicamente o parece mas que é na realidade algo mais subtil a acontecer”.
Aaron Vincent / Physics World
A existência de matéria negra assimétrica, que interage de forma diferente com a matéria e a anti-matéria, é um tema que ganhou importância nos últimos anos, e ultrapassa a mera compreensão do que se passa no nosso Sol.
Na realidade, porque existe matéria negra assimétrica, sequer?
Se na altura do Big Bang foram criadas iguais quantidades de matéria e anti-matéria, a abundância das duas no Universo seria igual – e há muito tempo que se teriam aniquilado.
Poderá este tipo de matéria negra, que interage de forma assimétrica com a matéria e a anti-matéria, ser a simples razão pela qual existem hoje as “sobras” de matéria que conhecemos como a própria “existência”?

terça-feira, 29 de setembro de 2015

DESCOBERTO NA NOSSA GALÁXIA UM SISTEMA SOLAR DA IDADE DO UNIVERSO

Imagem artística do sistema Kepler-444, com os seus cinco planetas do tipo terrestre, dois dos quais em trânsito.
Imagem artística do sistema Kepler-444, com os seus cinco planetas do tipo terrestre, dois dos quais em trânsito.
Uma equipa de investigadores, que envolve o instituto português de Astrofísica e Ciências do Espaço, descobriu cinco planetas, possivelmente semelhantes à Terra na sua constituição, a orbitar uma estrela mais antiga do que o Sol, a Kepler-444.
Segundo os resultados da investigação, publicados na revista científica The Astrophysical Journal, os cinco exoplanetas (fora do Sistema Solar) em causa são próximos, no tamanho, de Mercúrio e Vénus.
O astrofísico e investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) Sérgio Sousa, que participou no estudo, adiantou à Lusa que as medições feitas aos planetas, a partir de imagens captadas pelo telescópio Kepler, da NASA, revelam que a sua densidade é elevada, o que leva a crer, assinalou, que “são rochosos” como a Terra, apesar de mais pequenos do que o “planeta azul”.
A estrela Kepler-444, uma anã laranja, ligeiramente menor do que o Sol e com cerca de 5.000°C à superfície, é “bastante antiga, tem quase a idade do Universo“, frisou.
Ao contrário de estrelas de segunda geração, como o Sol, a Kepler-444 tem menos ferro, “elemento fulcral na formação dos planetas”, e mais magnésio e silício, apontou Sérgio Sousa.
Para os investigadores, a descoberta prova que poderão ter sido criadas condições para o aparecimento de planetas desde muito cedo na formação do Universo.
“A descoberta de um sistema com planetas do tipo terrestre, tão antigo como o Kepler-444, confirma que os primeiros planetas se formaram muito cedo na vida da nossa Galáxia, o que nos dá uma indicação de quando terá começado a era da formação planetária”, sustenta o investigador Vardan Adibekyan, do IA e da Universidade do Porto, citado num comunicado do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço.
O sistema estelar Kepler-444 ter-se-á formado há 11,2 mil milhões de anos, quando o Universo tinha cerca de um quinto dos atuais 13,8 mil milhões de anos, esclarece a nota, acrescentando que, quando a Terra se formou, os cinco planetas extrassolares deste sistema, “cerca de 2,5 vezes mais velho do que o Sistema Solar, já eram mais velhos do que a idade atual da Terra”.
Para os cientistas, trata-se, por isso, do “mais antigo sistema estelar conhecido a albergar exoplanetas do tipo terrestre”.
Situado a 116 anos-luz de distância da Terra, o sistema Kepler-444 é visto como um dos sistemas estelares “mais próximos” do “planeta azul” que foram observados pelo telescópio Kepler, tendo a equipa de investigadores internacionais medido o raio dos cinco planetas através do método dos trânsitos – medição da diminuição da luz de uma estrela provocada pela passagem do exoplaneta à frente dessa estrela.
Adicionalmente, e como o método dos trânsitos é indireto, “só permite determinar o tamanho dos planetas em relação ao tamanho da estrela-mãe”, ressalva o IA, a equipa recorreu a técnicas de asterossismologia, que permitem estudar o interior das estrelas através da sua atividade sísmica medida à superfície, de forma a “conhecer com precisão as caraterísticas físicas da estrela” e, assim, “conseguir determinar o tamanho dos planetas”.
De acordo com a investigação, as órbitas dos cinco planetas extrassolares são cinco vezes menores do que a órbita de Mercúrio, completam uma translação à volta da sua estrela em dez dias ou menos.
O próximo passo do grupo de cientistas será caraterizar melhor, com novos instrumentos, os planetas detetados.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

CR7 JÁ NÃO É MAIS UM AGLOMERADO ESTELAR: É UMA GALÁXIA

Impressão artística que mostra parte da CR7, de longe a galáxia mais brilhante encontrada até à data no Universo primordial e existem evidências fortes de que contém estrelas da primeira geração. Crédito: ESO/M. Kornmesser
É a mais brilhante e a sua descoberta foi liderada por um português
Impressão artística que mostra parte da CR7, de longe a galáxia mais brilhante encontrada até à data no Universo primordial e existem evidências fortes de que contém estrelas da primeira geração. Crédito: ESO/M. Kornmesser
Uma equipa internacional de astrónomos, liderada por David Sobral, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) e da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) descobriu aquela que é a galáxia mais brilhante alguma vez encontrada no início do Universo. A equipa encontrou ainda, pela primeira vez, fortes indícios da existência da primeira geração de estrelas.
Há muito que os astrónomos previram a existência de uma primeira geração de estrelas formadas a partir do material primordial do Big Bang. As primeiras estrelas devem ter sido enormes - várias centenas ou mesmo milhares de vezes mais massivas que o Sol - extremamente quentes, e com um tempo de vida de apenas alguns milhões de anos.
Porquê CR7?
O apelido de CR7 é uma abreviatura de COSMOS Redshift 7. Redshift (desvio para o vermelho) é uma medida de distância muito utilizada pelos astrónomos. Quanto maior o desvio para o vermelho de uma galáxia, mais distante e mais para trás no tempo ela está. O nome foi também inspirado no jogador de futebol Português, Cristiano Ronaldo, que é conhecido como CR7.Estas primeiras estrelas, extremamente brilhantes e até hoje apenas previstas teoricamente, criaram os primeiros elementos necessários para formar estrelas como o Sol e para que possamos existir. Porém, até agora, nenhuma busca internacional teve qualquer sucesso.
David Sobral (IA e FCUL) refere: "Decidimos seguir um caminho totalmente diferente do resto do Mundo, e fizemos um mapeamento de grandes áreas do céu. Sabíamos que o risco de procurar onde ninguém procura era facilmente compensado por descobertas inesperadas, algo importantíssimo em Ciência. Foi fantástico quando descobrimos a galáxia CR7, a mais luminosa alguma vez encontrada no Universo primitivo.”
A equipa descobriu várias galáxias extremamente distantes e surpreendentemente brilhantes. Uma delas, a que chamaram CR7, é de longe a galáxia mais brilhante alguma vez observada no Universo primitivo. Por si só, esta descoberta constituía já um enorme sucesso. Contudo, novas observações revelaram algo ainda mais surpreendente.
David Sobral
“Ao juntarmos as diferentes peças do puzzle percebemos que tínhamos encontrado algo muito mais profundo e que estávamos a ver, pela primeira vez, um Santo Graal da astronomia – as primeiras estrelas. Foram essas estrelas que permitiram a nossa existência. Depois de inúmeras observações e imenso trabalho, com um método diferente e planeado por nós, é fabuloso obter estes resultados tão importantes”, afirma David Sobral.
Jorryt Matthee (Observatório de Leiden), segundo autor do estudo, comenta: "Sempre me perguntei de onde viemos e de onde vinha o cálcio dos nossos ossos, o carbono dos meus músculos, o ferro do meu sangue. Descobri mais tarde que foram as primeiras estrelas que os fabricaram, mas até hoje nunca tinham sido vistas, até as descobrirmos. Pela primeira vez, podemos começar a estudá-las no Universo real e não apenas teoricamente."
Sérgio Santos (IA e FCUL), coautor da descoberta assinala: “Foi fantástico poder participar numa descoberta com esta relevância durante o meu projecto de investigação ainda como estudante de licenciatura! É um privilégio poder trabalhar com uma equipa de tão grande qualidade e quero destacar o nível da investigação científica que se faz hoje em dia em Portugal, capaz de rivalizar com qualquer outro país.”
Estão previstas novas observações com os melhores telescópios do mundo, a que Portugal tem acesso, para estudar a galáxia CR7 ainda melhor e sobretudo para procurar e identificar outros exemplos destas galáxias nunca antes vistas.

domingo, 27 de setembro de 2015

INVESTIGADORES BELGAS E FRANCESES MEDEM A TEMPERATURA DO CORAÇÃO DAS ESTRELAS

Imagem de uma explosão solar classe X2.0 captada a 27 de outubro de 2014Bertrand Plez, de Montpellier, é o principal responsável pelo estudo
Um grupo de pesquisadores da Universidade Livre de Bruxelas e da Universidade de Montpellier conseguiu, pela primeira vez, medir a temperatura do núcleo de certas estrelas e calcular a sua idade.
O estudo foi publicado ontem na revista Nature, 
Em 1926, na obra «A constituição interna das estrelas», o astrofísico Arthur Eddington disse:
"À primeira vista, parece que o interior do Sol e das estrelas é menos acessível do que qualquer outra região do universo. Que instrumentos poderiam atravessar as camadas exteriores de estrelas e analisar as condições dentro? ".
Quase 90 anos depois, esta questão obteve resposta com o trabalho de uma equipa de seis astrofísicos do Instituto de Astronomia e Astrofísica da Faculdade de Ciências da Universidade Livre de Bruxelas e do Laboratório Universo e Partículas da Universidade de Montpellier que conseguiu medir a temperatura do núcleo de certas estrelas bem como a sua idade.
Constelação de Orion
Para estas medições foram utilizados isótopos1 de produtos químicos específicos (tais como 99Tc e 93Nb), que actuam como relógio e termómetro. Os investigadores determinaram a sua abundância na superfície das estrelas, usando o espectógrafo HERMES (instalado no telescópio Mercator (KULeuven) de La Palma, nas Ilhas Canárias.
Pieter Neyskens,da Universidade Livre de Bruxelas, é o primeiro autor
As temperaturas medidas pelos astrofísicos respeitam às camadas mais profundas das estrelas, onde se sintetizam elementos mais pesados do que o ferro. Estes elementos, uma vez transportados para a superfície da estrela por um processo de mistura serão lançados no meio interestelar, quando a vida da estrelas chegar ao fim, regressando ao meio interestelar e às grandes nuvens que o compõem, das quais novas estrelas vão nascer. O nosso Sol passou por esta situação há 4.500 milhões de anos atrás. Os elementos mais pesados do que o ferro usado actualmente na Terra para muitas aplicações tecnológicas seguiram o mesmo caminho.

sábado, 26 de setembro de 2015

BURACO NEGRO SUPER MASSIVO DA VIA LÁCTEA MOSTRA SINAIS DE AUMENTO DE CONSUMO DE MATÉRIA


A campanha de monitorização longo do buraco negro supermassivo da Via Láctea tem revelado alguma atividade incomum.
Normalmente relativamente calma, o buraco negro (chamado Sagitário A *) teve um aumento na flares de raios-X em meados de 2014.
O calendário deste aumento coincidiu com a estreita passagem do objeto misterioso G2 perto do buraco negro.
Os astrônomos vão continuar a observar o buraco negro para averiguar a verdadeira natureza do aumento da atividade de raios-X.
Três em órbita telescópios de raios-X têm sido monitorar o buraco negro supermassivo no centro da galáxia da Via Láctea para a última década e meia para observar seu comportamento, como explicado em nosso mais recente lançamento de imprensa. Esta campanha longa monitoramento revelou algumas novas mudanças nos padrões de este buraco negro de 4 milhões de massas solares conhecido como Sagitário A * (Sgr A *).
O painel inferior deste gráfico é uma visão da região em torno de Sgr A * onde o vermelho, verde e azul representam baixa, média e raios-X de alta energia detectada pelo Observatório de Raios-X Chandra da NASA. Sgr A * em si não é visível nesta imagem, mas é incorporado no ponto branco no final da seta. Os outros dois telescópios envolvidas nos 15 anos de observações de raios-X foram da ESA XMM-Newton e Swift da NASA Gamma Ray Explosão Explorer, mas os seus dados não estão incluídas nesta imagem.

No ano passado, o buraco negro geralmente tranqüila mostrou um aumento do nível de erupções de raios-X sobre a sua taxa típica. Este surto de erupções de raios-X coincide com a passagem perto de Sgr A * de um objeto misterioso chamado G2. Os astrônomos têm seguido G2 durante anos, pensando que era originalmente uma nuvem prolongado de gás e poeira. No entanto, depois de passar perto de Sgr A * no final de 2013 a sua aparência não mudou muito, além de ser um pouco esticado pela gravidade do buraco negro. Isso levou a novas teorias que G2 não era uma nuvem de gás, mas em vez de uma estrela ou um par de estrelas dentro de um casulo empoeirado estendida.
Se a explicação G2 não explica o recente aumento dos alargamentos de raios-X, que seria o primeiro sinal de excesso de material que cai no buraco negro por causa da estreita passagem da nuvem. Alguns gás provavelmente teria sido retirado da nuvem, e capturado pela gravidade de Sgr A *. Em seguida, ele poderia ter começado a interação com material quente que flui para o buraco negro, resultando em uma taxa de alimentação reforçada e a produção de explosões de raios-X. Esse cenário é descrito em ilustrações do artista encontrados no Alto dois painéis do gráfico.
Embora o calendário da passagem de G2 com o surto de raios-X de Sgr A * é intrigante, ainda não é um caso open-and-shut. Isso é porque os astrônomos ver outros buracos negros que parecem ter comportamento semelhante ao mais recente aumento da atividade do Sgr A *. Portanto, é possível que este aumento de ruídos de Sgr A * pode ser um traço comum entre os buracos negros supermassivos e sem relação com G2. Em vez disso, ele poderia representar, por exemplo, uma mudança na força dos ventos de estrelas próximas maciças que estão alimentando o buraco negro.
A análise incluiu 150 Chandra e observações do XMM-Newton apontou para o centro da Via Láctea ao longo dos últimos 15 anos, que se estende de setembro de 1999 a novembro de 2014. Um aumento na tarifa e brilho de foguetes luminosos de Sgr A * ocorreu após meados de 2014, vários meses após a abordagem mais próximo de G2 para o enorme buraco negro. O último conjunto de Chandra, XMM observações e Swift, obtidas entre 30 Agosto e Outubro de 2014, revelou seis tochas brilhantes dentro de cerca de três dias, enquanto que era esperado uma média de apenas 0,8 chamas brilhantes.
Um documento sobre estas conclusões foi aceite pelos Monthly Notices da Royal Astronomical Society e uma pré-publicação está disponível online. Os autores deste estudo foram Gabriele Ponti (Instituto Max Planck de Física Extraterrestre), Barbara De Marco (Max Planck), Mark Morris (Universidade da Califórnia, Los Angeles), Andrea Merloni (Max Planck), Teo Muà ± oz-Darias ( Universidade de La Laguna, Espanha), Maica Clavel (CEA Saclay, França), Darryl Haggard (Amherst College), Shuo Zhang (Universidade de Columbia), Kirpal Nandra (Max Planck), Stefan Gillassen (Max Planck), Kenji Mori (Columbia) , Joseph Nielsen (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), Nanda Rea (University of Amsterdam), Natalie Degenaar (Universidade de Cambridge), Regis Terrier (Universidade de Paris), e Andrea Goldwurm (CEA Saclay).
Marshall Space Flight Center da NASA, em Huntsville, Alabama, gerencia o programa Chandra para a Ciência Missão Direcção da NASA em Washington. O Observatório Astrofísico Smithsonian em Cambridge, Massachusetts, controla as operações científicas e de voo de Chandra.
Fatos de Sagitário A *:
Crédito NASA / CXC / MPE / G.Ponti et al; Ilustração: NASA / CXC / M.Weiss
Data de lançamento 23 de setembro de 2015
Escala da imagem é de 5 por 5 arcmin (cerca de 38 anos-luz)
Categoria de buracos negros, Via Láctea
Coordenadas (J2000) 40 RA 17h 45m | dezembro -29 ° 00 '28.00 "
Constelação de Sagitário
Data de Observação 43 pointings de 21 de setembro de 1999 a 18 de maio de 2009
Observação Hora 278 horas (11 dias 14 horas).
Obs. ID 242, 1561, 2943, 2951-2954, 3392, 3393, 3549, 3663, 3665, 4683, 4684, 5360, 5950-5954, 6113, 6363, 6639, 6640-6646, 7554-7759, 9.169-9.174, 10556
Instrumento ACIS
Também conhecido como Centro Galáctico
Referências Ponti, G et al, 2015, MNRAS (aceite); arXiv: 1407.2243
Cor Código Energia: Vermelho (2-3,3 keV), Green (3,3-4,7 keV), Azul (4,7-8 keV) Raio X
Distância Estimativa cerca de 26.000 anos-luz

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

LINDA IMAGEM DO ESO GRANDE ANGULAR DA NEBULOSA DO CARANGUEJO

Imagem de grande angular da Nebulosa do Caranguejo
A Nebulosa do Caranguejo, também chamada de Messier 1, NGC 1952 e Taurus A, é um dos objetos astronômicos melhor estudados do céu. Trata-se dos restos da explosão de uma supernova, que foi observada por astrônomos chineses no ano de 1054. Os filamentos emaranhados visíveis na imagem são os restos de uma estrela que explodiu e que ainda se encontra em expansão com uma velocidade de 1500 km por segundo.
Embora não seja visível a olho nu devido a filamentos de hélio e hidrogênio que se encontram em primeiro plano, o coração da nebulosa alberga duas estrelas tênues. É uma destas estrelas que é responsável pela nebulosa que vemos atualmente -  a estrela conhecida como Pulsar do Caranguejo, ou CM Tau. Trata-se do corpo pequeno e denso da estrela original que deu origem à supernova. Tem apenas 20 quilômetros de diâmetro e roda em torno do seu eixo 30 vezes por segundo!
A estrela emite pulsos de radiação em todos os comprimentos de onda, desde os raios gama - esta estrela é inclusivamente uma das fontes de raios gama mais brilhantes do céu - até as ondas de rádio. A radiação emitida pela estrela é tão intensa que dá origem a uma onda de material que deforma as regiões internas da nebulosa. A aparência destas estruturas varia tão depressa que os astrônomos conseguem ver como é que elas se formam de novo, o que é uma rara oportunidade, já que as escalas de tempo cósmico são geralmente grandes demais para se poder observar quaisquer mudanças como esta.
Os dados do instrumento Wide Field Imager, montado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros, no Observatório de La Silla do ESO, utilizados para criar esta imagem foram selecionados do arquivo ESO por Manu Meijas no âmbito da competição Tesouros Escondidos.
Crédito:
ESO / Manu Mejias

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

AMPULHETA CÓSMICA REVELA SEGREDOS DA FORMAÇÃO DE ESTRELAS GIGANTES

Gas em torno da região IRAS 16547-4247
Ampulheta cósmica. Observação do universo utilizando o Observatório ALMA, os cientistas puderam observar algo incrível...
Ao observar o coração de uma enorme região de formação de estrelas, os pesquisadores descobriram uma surpresa intrigante: uma estrutura em forma de ampulheta incomum, esculpida por jatos de gás. A presença dos jatos sugere que a estrutura oculta duas grandes estrelas recém-nascidas em seu coração.
Apesar de já termos visto outras estruturas com forma de ampulheta em torno de regiões de baixa formação de estrelas, esta é a primeira vez que vemos uma que seja esculpida por jatos de metanol e, uma região de altas taxas de criação de estrelas, o que pode ajudar os especialistas a investigar a formação das estrelas no Universo, especialmente aqueles que ocorrem em estruturas desse tipo.
Para descobrir essa intrigante ampulheta cósmica, uma equipe internacional de astrônomos estudou o local de nascimento de estrelas de grande massa, chamada IRAS 16547-4247, no Observatório Atacama Large Millimeter / submillimeter Array (ALMA), que é um enorme e poderoso rádio-telescópio localizado no Chile. Como as estrelas de grande massa se formam em ambientes distantes e complexos, de nuvens de poeira e gás, a região tem sido um mistério que apenas o ALMA foi capaz de resolver.
ampulheta cósmica universo
Ilustração artística mostra o gás em torno da região IRAS 16547-4247, onde acredita-se que existam múltiplas estrelas massivas recém-formadas. A ejeção de gases que ocorre nos pólos das estrelas formou uma estrutura parecida com uma ampulheta. Créditos: ALMA
"Apesar de muitos astrônomos terem afirmado que esta seria uma região fértil de formação de estrelas, não foi possível investigar o movimento do gás em torno da massa na resolução fornecida pelos telescópios existentes", disse o investigador principal Aya Higuchi, da Universidade de Ibaraki, no Japão.
Cercada de mistérios
Os cientistas podem estudar estrelas semelhantes ao Sol com bastante facilidade, mas estrelas com massas superiores (10 vezes maior do que o Sol, por exemplo) são muito mais difíceis, isso porque as estrelas parecidas com Sol estão próximas e são mais abundantes, e as estrelas de grande massa estão mais distantes e são menos comuns. A região mais próxima e maciça de formação de estrelas é a Nebulosa de Orion, que se encontra a cerca de 1.500 anos-luz da Terra.
Com sua alta resolução, o Observatório ALMA pode fornecer uma observação através da poeira e do gás em torno destas distantes regiões de formação de estrelas, e permitir que os cientistas façam observações detalhadas. Estudos prévios da região IRAS 16547-4247, uma fonte luminosa infravermelha a cerca de 9.500 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Escorpião, revelou um par de jatos de gás que são emitidos a partir de uma única estrela, bem como várias outras fontes de rádio, incluindo um objecto brilhante no centro.
Enquanto os observadores sondavam a poeira com o Observatório ALMA, a equipe descobriu que a região continha duas nuvens de gás compactas, de alta densidade, cada uma de 10 a 20 vezes mais massivas que o Sol. E os astrônomos acreditam que existe uma estrela massiva recém-formada dentro de cada um desses casulos de gás.
Observatório ALMA
Imagem mostra parte do Rádio Observatório ALMA, constituído por 66 antenas.Créditos: ALMA / ESO
O Observatório ALMA revelou dois pares de saídas de gás, em que se estende de norte a sul, e outro de leste a oeste, empurrando os gases para fora daquela região. Como uma estrela pode produzir apenas um par de saídas de gás, que se prolongam a partir dos seus pólos, os cientistas concluíram que a região hospeda estrelas múltiplas no processo de formação.
Ao rastrear a molécula de metanol, que traça o monóxido de carbono que flui para fora da região, o grupo determinou que ela produz uma forma de ampulheta a medida que se espalha para fora do centro de IRAS 16547-4247. Essas estruturas são freqüentemente encontradas em torno de novas estrelas de baixa massa, mas nunca havia sido detectada em uma região de alta massa de formação de estrelas.
"O ALMA nos permitiu ver o ambiente complexo de formação de estrelas, que está cerca de 7 vezes mais distante do que a nebulosa de Orion, e tudo isso com uma resolução jamais alcançada", Aya Higuchi. "O observatório ALMA acaba de se tornar indispensável nas investigações futuras dessas regiões massivas de alta formação de estrelas".

terça-feira, 22 de setembro de 2015

ESO FAZ OBSERVAÇÃO DETALHADA DA NEBULOSA DO CAMARÃO

Vista detalhada da Nebulosa do Camarão
A rica tapeçaria de nuvens de gás que vemos nesta imagem faz parte da enorme maternidade estelar chamada Nebulosa do Camarão (também conhecida por Gum 56 e IC 4628). Obtida com o telescópio MPG/ESO de 2,2 metros no Observatório de La Silla no Chile, esta pode bem ser uma das melhores fotografias deste objeto. A imagem mostra nodos de estrelas quentes recém nascidas aninhadas entre as nuvens que compõem a nebulosa.
 Parte da nebulosa gigante Gum 56 domina esta imagem, iluminada por estrelas jovens quentes e brilhantes que nasceram no seu interior. Durante milhões de anos formaram-se estrelas a partir do gás desta nebulosa, material que é posteriormente devolvido à maternidade estelar quando as estrelas envelhecidas expelem a sua matéria lentamente para o espaço ou mais dramaticamente sob a forma de explosões de supernovas. Esta imagem foi obtida pelo telescópio MPG/ESO de 2,2 metros no Observatório de La Silla no Chile, no âmbito do programa Jóias Cósmicas do ESO.
Profundamente embebidos nesta maternidade estelar gigante encontram-se três aglomerados de estrelas jovens quentes — com apenas alguns milhões de anos de idade — que brilham intensamente  no ultravioleta. É a luz destas estrelas que faz com que as nuvens de gás da nebulosa resplandeçam. A radiação arranca os elétrons aos átomos — num processo chamado ionização — e quando estes se recombinam liberam energia sob a forma de luz. Cada elemento químico emite luz em determinada cor e as enormes nuvens de hidrogênio na nebulosa são a causa deste intenso brilho avermelhado.
Gum 56 — também conhecida por IC 4628 ou Nebulosa do Camarão — retira o seu nome do astrônomo australiano Colin Stanley Gum que, em 1955, publicou um catálogo de regiões H II. As regiões H II, tal como Gum 56, são enormes nuvens de densidade baixa, que contêm uma grande quantidade de hidrogênio ionizado.
Uma grande parte da ionização em Gum 56 é feita por duas estrelas do tipo O, que são estrelas quentes azuis-esbranquiçadas, também conhecidas por gigantes azuis devido à sua cor. Este tipo de estrelas é raro no Universo, uma vez que a enorme massa destas gigantes azuis significa que não podem viver durante muito tempo. Após cerca de um milhão de anos apenas, as estrelas colapsam sobre si mesmas e terminam as suas vidas como supernovas, tal como muitas das outras estrelas massivas que se encontram no interior da nebulosa.
Além de muitas estrelas recém nascidas aninhadas no interior da nebulosa, a região está ainda cheia de gás e poeira suficientes para criar uma geração ainda mais nova de estrelas. As regiões da nebulosa que estão a formar novas estrelas são visíveis na imagem como nuvens densas. O material que forma estas novas estrelas inclui os restos das estrelas mais massivas da geração anterior, que já terminaram as suas vidas e ejetaram o seu material para o meio circundante sob a forma de explosões de supernovas. Assim, o ciclo de vida e morte das estrelas continua.
Dadas as duas gigantes azuis muito incomuns e a proeminência da nebulosa nos comprimentos de onda do infravermelho e do rádio, é talvez surpreendente que esta região tenha sido até agora comparativamente pouco estudada por astrônomos profissionais. Gum 56 tem um diâmetro de cerca de 250 anos-luz, mas apesar do seu enorme tamanho tem sido descurada por observadores visuais devido ao seu fraco brilho e porque a maioria da radiação que emite se situa em comprimentos de onda invisíveis ao olho humano.
A nebulosa está a uma distância de cerca de 6000 anos-luz de distância da Terra e pode ser encontrada no céu na constelação do Escorpião, onde tem um tamanho projetado de quatro vezes o da Lua Cheia.
Esta imagem, que captura apenas uma parte da nebulosa, foi obtida pelo telescópio MPG/ESO de 2,2 metros com a câmara Wide Field Imager (WFI) no âmbito do programa Jóias Cósmicas do ESO. Este  programa utiliza tempo de telescópio que não pode ser usado em observações científicas, para produzir imagens de objetos interessantes, intrigantes ou visualmente atrativos. Todos os dados obtidos podem ter igualmente interesse científico e são por isso postos à disposição dos astrônomos através do arquivo científico do ESO.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

OBSERVAÇÃO DE UMA TÍMIDA VIZINHA GALÁTICA



A Galáxia Anã do Escultor, que pode ser vista nesta imagem obtida pela câmara Wide Field Imager, instalada no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros no Observatório de La Silla do ESO.
Ela é uma vizinha da nossa Galáxia, a Via Láctea. Apesar da sua proximidade, ambas as galáxias têm histórias muito diferentes. Esta galáxia é muito menor e mais velha do que a Via Láctea, o que a torna um objeto valioso para estudar tanto a formação estelar como a formação galática no Universo primordial. No entanto, devido ao seu brilho fraco, este estudo não se revela nada fácil.
A Galáxia Anã do Escultor — também conhecida por Galáxia Anã Elíptica do Escultor ou Galáxia Anã Esferoidal do Escultor — é, como o nome indica, uma galáxia anã esferoidal e uma das quatorze galáxias satélite que se sabe orbitarem a Via Láctea . Estes objetos galáticos situam-se próximo do halo extenso da Via Láctea, uma região esférica que se estende para muito além dos braços espirais da nossa Galáxia. Como o seu nome indica, esta galáxia situa-se na constelação austral do Escultor, a cerca de 280 000 anos-luz de distância da Terra. Apesar da sua proximidade, a galáxia foi apenas descoberta em 1937, uma vez que as estrelas são tênues e se encontram muito espalhadas pelo céu.
Embora seja difícil de encontrar, a Galáxia Anã do Escultor estava entre as primeiras galáxias anãs que se descobriram em órbita da Via Láctea. A forma minúscula da galáxia intrigou os astrônomos na altura da sua descoberta, mas atualmente as galáxias anãs esferoidais desempenham um papel importante ao permitirem que os astrônomos investiguem mais profundamente o passado do Universo.
Pensa-se que a Via Láctea, como todas as galáxias grandes, se formou no Universo primordial a partir de outras galáxias menores. Se algumas destas pequenas galáxias existem ainda hoje, então deverão conter muitas estrelas extremamente velhas. A Galáxia Anã do Escultor corresponde a uma galáxia primordial, já que possui um enorme número de estrelas velhas, estrelas estas que podem ser vistas na imagem.
Os astrônomos conseguem determinar a idade das estrelas na galáxia, porque a radiação emitida transporta as assinaturas de apenas uma pequena quantidade de elementos químicos pesados. Estes elementos pesados acumulam-se nas galáxias com o passar de sucessivas gerações de estrelas. Um nível baixo de elementos pesados indica por isso que a idade média das estrelas na Galáxia Anã do Escultor é elevada.
Esta quantidade de estrelas velhas faz com que a Galáxia Anã do Escultor seja um bom alvo de estudo dos períodos iniciais da formação estelar. Num estudo recente os astrônomos combinaram todos os dados disponíveis desta galáxia e criaram a história de formação estelar mais precisa determinada até hoje para uma galáxia anã esferoidal. Esta análise revelou dois grupos distintos de estrelas na galáxia. O primeiro grupo predominante corresponde a população velha, com falta de elementos pesados. O segundo grupo menor é, em contraste, rico em elementos pesados. Tal como os jovens se concentram no centro das grandes cidades, também esta população estelar jovem está concentrada na direção do núcleo da galáxia.
As estrelas no centro das galáxias anãs, como a Galáxia Anã do Escultor, podem ter histórias de formação estelar complexas. No entanto, como a maioria das estrelas nestas galáxias se encontram isoladas umas das outras e não interagem durante bilhões de anos, cada grupo de estrelas segue o seu próprio percurso de evolução estelar. O estudo das semelhanças das histórias das galáxias anãs e dos seus desvios ocasionais, contribui para compreendermos a evolução de todas as galáxias, desde as mais tímidas anãs às maiores espirais. É por isso que os astrônomos têm muito a aprender com as vizinhas da Via Láctea.