quinta-feira, 31 de julho de 2014

DESCOBERTA A MAIOR EJEÇÃO DE MATÉRIA DE UM BURACO NEGRO

 Astrônomos utilizaram o Very Large Telescope do ESO (VLT) para descobrir um quasar com o jato mais energético já observado, com pelo menos cinco vezes mais energia do que qualquer outro observado até o momento.
Os quasares são núcleos galácticos extremamente brilhantes, alimentados por um buraco negro de massa elevada. Muitos deles liberam enormes quantidades de material para as galáxias hospedeiras, sendo que esta expulsão de matéria desempenha um papel fundamental na evolução das galáxias. No entanto, até agora, os jatos dos quasares observados não eram tão potentes como previsto pela teoria.
  Os quasares são centros de galáxias distantes muito luminosos, alimentados por enormes buracos negros. Este novo estudo observou um destes objetos energéticos, conhecido por SDSS J1106+1939, utlizando o instrumento X-shooter, montado no VLT do ESO, no Observatório do Paranal, no Chile. Embora os buracos negros sejam conhecidos por atraírem material, a maioria dos quasares também acelera alguma desta matéria em torno de si mesmo, ejetando-a depois a altas velocidades.
  "Descobrimos o jato de quasar mais energético conhecido até hoje. A taxa à qual a energia é dissipada por esta enorme massa de material ejetado a altas velocidades pelo SDSS J1106+1939 é, pelo menos, equivalente a dois trilhões de vezes a energia liberada pelo Sol, o que é, por sua vez, cerca de 100 vezes mais do que a energia total liberada pela Via Láctea - é, de fato, um jato monstruoso", diz o chefe da equipe Nahum Arav (Virginia Tech, EUA). "Esta é a primeira vez que um jato de quasar mostra ter as altas energias previstas pela teoria."

 Muitas simulações teóricas sugerem que o impacto destes jatos nas galáxias que os rodeiam pode resolver vários enigmas da cosmologia moderna, incluindo como é que a massa de uma galáxia se encontra ligada ao seu buraco negro central, e porque é que existem tão poucas galáxias muito grandes no Universo. No entanto, até agora permanecia incerto se os quasares conseguiam ou não produzir jatos de matéria suficientemente poderosos para dar origem a estes fenômenos.
  O novo jato recentemente descoberto situa-se a cerca de mil anos-luz de distância do buraco negro de elevada massa, no coração do quasar SDSS J1106+1939. Este jato é, pelo menos, cinco vezes mais energético do que o último detentor do recorde. A análise efetuada pela equipe mostra que uma massa de aproximadamente 400 vezes a do Sol é liberada pelo quasar por ano, deslocando-se a uma velocidade de 8.000 quilômetros por segundo.
  "Não poderíamos obter os dados de alta qualidade necessários a esta descoberta sem o espectrógrafo X-shooter," diz Benoit Borguet (Virgina Tech, EUA), autor principal do novo artigo científico que descreve os resultados. "Pela primeira vez conseguimos explorar a região em torno do quasar com grande detalhe."
 Além de SDSS J1106+1939, a equipe observou também um outro quasar e descobriu que ambos os objetos possuem jatos poderosos. Uma vez que estes são exemplos típicos de um tipo de quasares, comum mas pouco estudado até agora, estes resultados devem poder aplicar-se, de modo geral, aos quasares luminosos em todo o Universo. Borguet e colegas estão atualmente estudando uma dúzia de objetos similares para ver se este é efetivamente o caso
  "O ano de 2012 marca o quinquagésimo aniversário da fundação do Observatório Europeu do Sul (ESO). O ESO é a mais importante organização europeia intergovernamental para a pesquisa em astronomia e é o observatório astronômico mais produtivo do mundo. O ESO é  financiado por 15 países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Itália, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça. O ESO destaca-se por levar a cabo um programa de trabalhos ambiciosos, focado na concepção, construção e funcionamento de observatórios astronômicos terrestres de ponta, que possibilitam aos astrônomos importantes descobertas científicas.
O ESO também tem um papel importante na promoção e organização de cooperação nas pesquisas astronômicas. O ESO mantém em funcionamento três observatórios de ponta, no Chile: La Silla, Paranal e Chajnantor. No Paranal, o ESO opera o Very Large Telescope, o observatório astronômico óptico mais avançado do mundo e dois telescópios de rastreio. O VISTA, o maior telescópio de rastreio do mundo que trabalha no infravermelho e o VLT Survey Telescope, o maior telescópio concebido exclusivamente para mapear os céus no visível. O ESO é o parceiro europeu do revolucionário telescópio  ALMA, o maior projeto astronômico que existe atualmente. O ESO está planejando o European Extremely Large Telescope, E-ELT, um telescópio de 39 metros que observará na banda do visível e infravermelho próximo. O E-ELT será “o maior olho no céu do mundo”.," diz Nahum Arav, "por isso é muito excitante encontrar finalmente um destes jatos monstruosos, previstos pela teoria!"
Fonte: ESO  Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quarta-feira, 30 de julho de 2014

BURACO NEGRO INATIVO DEIXA CIENTISTAS INTRIGADOS


 Buraco negro com aproximadamente 5 milhões de massas solares, situado no centro da galáxia do escultor (NGC 253) intrigou astrônomos do mundo todo
A Nasa, agência espacial americana, divulgou uma imagem que mostra um buraco negro que tem intrigado os astrônomos porque está inativo no centro da galáxia do escultor. Também chamada de NGC 253, a galáxia está a milhões de anos-luz da Terra.
 A descoberta, publicada na revista científica Astrophysical Journal, tem intrigado os astrônomos. Isso porque buracos negros se alimentam da matéria ao redor e hibernam apenas quando o alimento acaba. No entanto, esse buraco negro está em um local com muita atividade de formação estelar ao redor.
O buraco negro inativo fica no centro da galáxia e tem cerca de cinco milhões de vezes a massa do Sol. A imagem divulgada foi feita a partir de observações do telescópico da agência NuSTAR (Nuclear Spectorscopic Telescope Array - Matriz de Telescópios Eletroscópicos Nucleares).
 Esse instrumento foi lançado em junho de 2012 com a missão de mapear e estudar as estrelas que rodeiam o centro da Via Láctea e observar as profundas e distantes da Terra, além da via Láctea. Tudo isso porque ele é o primeiro telescópio em órbita com a capacidade de concentrar luz de alta energia de raios X.
 O pesquisador Bret Lehmer, afirmou em nota da Nasa que os resultados apontam que o buraco negro entrou em modo de hibernação nos últimos dez anos. O motivo de sua inatividade ainda permanece desconhecido. Futuras observações dirão se o buraco negro ainda pode voltar à atividade.

sábado, 26 de julho de 2014

O BURACO NEGRO MAIS PODEROSO DO UNIVERSO?


 Um quatrilhão de vezes a massa do Sol
Astrônomos usaram o Observatório de Raios-X Chandra da NASA e um  conjunto de outros telescópios para revelar um dos mais  poderosos buracos negros conhecidos. O buraco negro tem criado  enormes estruturas de gás quente ao seu redor, impedindo a  formação de trilhões de estrelas. Este monstro está em um  aglomerado de galáxias chamado RX J1532.9 3021, localizado a  cerca de 3,9 bilhões de anos-luz da Terra. O aglomerado é muito  brilhante nas ondas de raios-X, o que implica que é extremamente  grande, com uma massa de cerca de um quatrilhão de vezes a massa  do nosso Sol. No centro do aglomerado há uma grande galáxia  elíptica, que contém o buraco negro supermassivo.
O que está impedindo a formação de um grande número de estrelas  em RX J1532 ? As imagens do Observatório de Raios-X Chandra e  Karl G. Jansky Very Large Array do NSF (VLA) têm fornecido uma  resposta para esta pergunta. A imagem de raios-X mostra duas  grandes cavidades no gás quente em ambos os lados da galáxia  central. A imagem do Chandra foi especialmente processada para  enfatizar essas cavidades. Ambas as cavidades estão alinhadas  com jatos observados em imagens de rádio do VLA. A localização  do buraco negro supermassivo entre as cavidades é uma forte  evidência de que os jatos supersônicos gerados pelo buraco negro  perfuram o gás quente e o empurra para os lados, formando as  cavidades.
As 'frentes de choque' (semelhantes aos estrondos sônicos)  provocadas pelas cavidades em expansão e pela liberação de  energia por ondas sonoras que reverberam através do gás quente  fornecem uma fonte de calor que impede que a maior parte do gás  forme novas estrelas.
As cavidades têm aproximadamente 100.000 anos-luz de diâmetro,  igual à largura da Via Láctea. A cavidade mais distante também é  vista em um ângulo diferente em relação aos jatos, ao longo de  uma direção norte-sul. Esta cavidade foi provavelmente produzida  por um jato de uma explosão mais antiga do que o próprio buraco negro.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

ESTRANHO FLUXO DE GÁS ESCURECE O NÚCLEO BRILHANTE DE UMA GALÁXIA


O região central de NGC 5548 que abriga um buraco negro supermassivo tem se comportado de modo estranho
O centro brilhante de uma galáxia distante inesperadamente se escureceu, e agora os cientistas acreditam que o motivo desse estranho escurecimento foi um fluxo raro e poderoso de gás que eclipsou o coração dessa galáxia.
Essa nova descoberta também pode fornecer informações preciosas sobre o funcionamento dos buracos negros supermassivos e como eles influenciam suas galáxias.
Os astrônomos examinaram a conhecida galáxia NGC 5548, que fica a cerca de 245 milhões de anos-luz de distância da Terra, na constelação de Bootes (Boieiro). O centro dessa galáxia é brilhante devido a luz emitida a partir da matéria que corre em direção ao seu centro, um buraco negro supermassivo com cerca de 65 milhões de vezes a massa do Sol.
Em 2013 os astrônomos notaram que algo eclipsou a luz central da galáxia NGC 5548, e o bloqueio foi de 90% dos raios-X emitidos pelo buraco negro supermassivo.
"Os astrônomos têm observado essa galáxia há décadas... e uma mudança como essa foi surpreendentemente emocionante", comenta Jelle Kaastra, astrônomo holandês e principal autor do novo estudo do Instituto Holandês de Pesquisas Espaciais SRON em Utrecht, na Holanda,
Os astrônomos examinaram o centro dessa galáxia com seis diferentes observatórios da NASA e da Agência Espacial Europeia (Telescópio Espacial Hubble, XMM-Newton, Swift, NuSTAR, Chandra e INTEGRAL) de maio de 2013 até fevereiro de 2014.
Essa imagem mostra a galáxia NGC 5548 quando um estranho fluxo de gás obscureceu seu centro.
Créditos: Dr. Misty Bentz
Depois de comparar as suas observações com os dados de 2002, os cientistas criaram um modelo sobre esse raro eclipse. Os pesquisadores sugerem que o culpado foi um fluxo de movimento rápido e agrupado de gás que chegou a 18 milhões de km/h. "Este é um evento bastante raro", disse Kaastra.
Esse fluxo de gás começou a obscurecer NGC 5548 em algum momento entre agosto de 2007 e fevereiro de 2012, e durou algo em torno de 2,5 e 6 anos.
Embora os cientistas já haviam observado outras galáxias com fluxos de gás próximos dos buracos negros, esta é a primeira vez que se observa um fluxo como este se movimentando na linha de visão.
A matéria que cai em um buraco negro aquece e emite raios ultravioleta e raios-X. A radiação ultravioleta pode lançar fortes ventos para fora. Os cientistas tinham conhecimento de um vento persistente que soprava do centro da NCG 5548 por duas décadas, mas esse fluxo de gás recém-descoberto viaja até cinco vezes mais rápido do que este vento persistente. Além disso, esse novo fluxo de gás se origina incrivelmente próximo do núcleo da galáxia, apenas alguns dias-luz de distância (um dia-luz é a distância que a luz percorre em um dia, equivalente a 25,9 bilhões de quilômetros).
"É provável que este novo fluxo de gás vem do disco de acreção, o disco de gás que está girando em direção a um buraco negro", disse Kaastra. "Este disco é turbulento, cheio bolhas e instável".
Ventos de buracos negros podem ser poderosos o suficiente para explodir e lançar gases que, de outra forma, cairiam no buraco negro. Isso significa que os ventos dos buracos negros podem regular tanto o crescimento do buraco negro como o da galáxa. "Aprender mais sobre estes ventos fortes pode nos ajudar a entender sobre a evolução galáctica", disse Kaastra.
Os pesquisadores devem tentar encontrar outros poderosos fluxos de gás como esse, a fim de descobrir quantas vezes eles acontecem e quais são as causas.
Os cientistas detalharam suas descobertas no dia 19 de junho, na revista online Science.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

GALÁXIA COLOSSAL OU BURACO NEGRO SUPERMASSIVO E QUE DISTORCE O ESPAÇO TEMPO E CRIA UMA SUPERNOVA JAMAIS VISTA

Uma supernova excepcionalmente brilhante relatada em 2013 foi alvo de um novo estudo, e causou algumas controvérsias em um importante campo da astronomia. Em 2010, uma equipe de cientistas observou uma supernova, PS1-10afx , que brilhava mais do que qualquer outra de sua categoria. Seu brilho excepcional intrigou muitos cientistas, e alguns deles concluíram que se tratava de um novo tipo de supernova, um tipo extra-brilhante, enquanto outros sugeriam que era uma supernova normal do Tipo Ia, ampliada por uma lente em forma de um objeto, como se houvesse um buraco negro supermassivo nas proximidades.
" PS1-10afx é diferente de tudo que já vimos ", disse o autor sênior Robert Quimby, da Universidade do Instituto Kavli de Tóquio para Física e Matemática do Universo.
Existem alumas raras supernovas que foram encontrados com luminosidades comparáveis​​, de acordo com Quimby,  " mas PS1-10afx era diferente em quase todos os sentidos. Ela evoluiu muito rápido, sua galáxia anfitriã é muito grande, e ela era muito, muito vermelha ".
Geralmente, as supernovas raras que foram encontradas e que brilhavam mais do que as do tipo Ia costumavam ter temperaturas mais altas ( cores mais azuis ) e tamanhos maiores ( e, portanto, as curvas de luz mais lentas) ", comenta Quimby, " precisamos de uma nova física para explicar PS1-10afx, uma supernova intrinsecamente luminosa " .

 Esta imagem, obtida com o Telescópio do Canada-France-Hawaii mostra o campo antes da supernova PS1-10afx.Créditos: Instituto Kavli para a Física e Matemática do Universo / CFHT.A inserção da direita mostra PS1-10afx.Créditos: R. Chornock et al
"Nós encontramos uma segunda explicação ", diz Marcus Werner , Físico Matemático do Instituto Kavli. " Se houvesse uma galáxia massiva na frente de PS1-10afx, ela poderia deformar o espaço-tempo para formar imagens ampliadas dessa supernova " . Sim, essa é uma boa teoria... mas onde estaria essa galáxia?
" Os dados existentes mostram claramente a presença da galáxia hospedeira, mas não havia nenhuma evidência de outra galáxia em primeiro plano ", comenta Anupreeta More, astrônoma do Instituto Kavli.
A equipe de pesquisadores comparou os dados espectroscópicos do período de brilho máximo de PS1-10afx com dados do período após seu desaparecimento. Se houvesse uma galáxia ou buraco negro supermassivo em primeiro plano com poder de deformar o espaço-tempo, os cientistas deveriam ver dois conjuntos de linhas de emissão de gás. E foi exatamente isso que eles observaram!
Desta forma, os pesquisadores concluíram a presença de outra galáxia ou buraco negro bem na frente de PS1-10afx, que no ângulo e distância que esse objeto se encontrava entre nós e a supernova , ampliava a luz, servindo como uma lupa cósmica, com escalas astronômicas (lente gravitacional).
Essa lente gravitacional teve o poder de ampliar fortemente a supernova do TipoIa. "Nós temos muitos exemplos de lentes gravitacionais ", explicou Quimby, " mas a maioria delas são muito mais fracas".
As imagens criadas através de lentes gravitacionais oferecem um meio para testar a expansão cósmica, o aumento da distância entre as duas partes do Universo ao longo do tempo. " Cada imagem deve chegar em um horário diferente; o atraso dirá o quão rápido o Universo está se expandindo ".
Os cientistas não puderam fazer essa experiência com PS1-10afx porque ela desapareceu. "Mas agora nós sabemos o que procurar ", disse Quimby . E isso pode permitir aos cientistas usar futuros eventos de supernovas e lentes gravitacionais para medir a expansão do Universo.
A imagem no topo da página mostra um objeto chamado SDSS J163028.15 452.036.2, um dos oito objetos similares encontrados pelo Sloan Digital Sky Survey ( SDSS ) e pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA. Os objetos são conhecidos como ' anéis de Eienstein ' e são talvez as manifestações mais elegantes do fenômeno ' lente gravitacional '.
Lente Gravitacional
Exemplo de como funciona o fenômeno 'lente gravitacional'.
Créditos: Aya Tsuboi / Instituto Kavli para a Física e Matemática do Universo
Lente gravitacional ocorre quando o campo gravitacional de um objeto massivo deforma o espaço e desvia a luz de um objeto distante, permitindo que ele seja visto ampliado. Anéis de Einstein são produzidos quando duas galáxias estão quase perfeitamente alinhadas, uma atrás da outra, dando uma imagem com esta, uma galáxia elíptica vermelha e branca em primeiro plano e um fino anel azul em torno dela, que é, de fato, a luz distorcida da outra galáxia duas vezes mais longe.

terça-feira, 22 de julho de 2014

CIENTISTAS CONFIRMAM MUDANÇAS NO CAMPO MAGNÉTICO DA TERRA E NO PÓLO NORTE MAGNÉTICO

 Além disso, a Anomalia do Atlântico Sul está ainda mais intensa
Primeiros resultados dos três satélites Swarm da Agência Espacial Europeia (ESA) revelam as mais recentes mudanças no campo magnético que protege o nosso planeta.
Lançado em novembro de 2013, Swarm está fornecendo informações sem precedentes sobre o complexo funcionamento do campo magnético da Terra, o que nos protege da radiação cósmica e das partículas carregadas que nos bombardeiam diariamente.
Medições feitas ao longo dos últimos seis meses confirmam a tendência geral de enfraquecimento do campo magnético da Terra, com as quedas mais dramáticas sobre o Hemisfério Ocidental. Já em outras áreas, como a região sul do Oceano Índico, o campo magnético tem se fortalecido.
As últimas medições confirmam também o movimento do polo norte magnético para a Sibéria.
Estas modificações são baseadas nos sinais magnéticos provenientes do núcleo da Terra. Nos próximos meses, os cientistas vão analisar os dados sobre os grandes contribuidores do campo magnético terrestre, como o manto, a crosta, os oceanos, a ionosfera e a magnetosfera.
O campo magnético é fraco por aqui

Dados de junho de 2014 mostram intensidade do campo magnético da superfície da Terra.
Créditos: ESA / DTU Space
A região do Brasil que é mostrada em azul no mapa, representa a Anomalia do Atlântico Sul (AMAS). Essa anomalia ocorre devido a uma depressão ou achatamento nas linhas do campo magnético da Terra acima dessa região. A AMAS foi descoberta em 1958, e sofre alterações frequentemente.
Por conta do campo magnético ser mais fraco na região em azul (acima do Brasil), partículas carregadas se aproximam mais da alta atmosfera dessa região, e por conta disso, os níveis de radiação são mais elevados nesse perímetro.

Na superfície os efeitos são insignificantes, segundo os cientistas. Já em grandes altitudes, a Anomalia do Atlântico Sul causa efeitos radioativos em satélites e espaçonaves.
Satélites Swarm (conhecidos como constelação Swarm) orbitando a Terra.
Créditos: ESA / AOES Medialab
Os satélites que passam acima do Brasil, principalmente acima da região sudeste do país, enfrentam fortes rajadas de radiação cósmica, e por isso, necessitam de proteções especiais.
Conclusão
Esses estudos deverão proporcionar uma nova visão sobre muitos processos naturais, desde aqueles que ocorrem dentro do nosso planeta até a meteorologia espacial, que é desencadeada pela atividade solar. Tudo isso deverá produzir uma melhor compreensão das causas do enfraquecimento do campo magnético da Terra.
Os primeiros resultados desse estudo foram apresentados no Terceiro Encontro de Ciências do Swarm, em Copenhague, Dinamarca.

sábado, 19 de julho de 2014

ATRÔNOMOS IDENTIFICAM ESTRELA FEITA DE DIAMANTE DO TAMANHO DA TERRA


Uma equipe de astrônomos identificou no espaço uma estrela do tamanho da Terra feita de diamante. O astro, possivelmente, é a mais fria e mais fraca estrela anã branca já detectada. Por ser tão fria, seu carbono se cristalizou formando um diamante do tamanho da Terra no espaço.
"É um objeto realmente notável", disse David Kaplan, um professor da Universidade de Wisconsin-Milwaukee. "Estas coisas devem estar lá fora, mas como são fracas acabam sendo difíceis de encontrar."
Kaplan e seus colegas descobriram esta "joia estelar" usando os telescópios do National Radio Astronomy Observatory (NRAO), Green Bank (GBT), Very Long Baseline Array (VLBA), bem como outros observatórios.
Anãs brancas são resultado do estado final de estrelas extremamente densas, como o Sol. E em algum momento, elas entram em colapso para formar um objeto aproximadamente do tamanho da Terra. Composta principalmente de carbono e oxigênio, anãs brancas esfriam lentamente e desaparecem ao longo de bilhões de anos. Esta estrela tem provavelmente a mesma idade que a Via Láctea, isto é, cerca de 11 bilhões de anos.
Os pulsares são estrelas de nêutrons que giram rapidamente, compostos pelos restos superdensos de estrelas massivas, que explodiram como supernovas. Quando giram, se assemelham a luz de um farol, liberando ondas de rádio, e, a partir dos polos de seu campo magnético poderoso, eles conseguem viajar pelo espaço. Quando um desses feixes atinge a Terra, radiotelescópios podem capturar o pulso de ondas de rádio e descobrir sua origem.
O pulsar chamado de PSR J2222-0137, associado a esta anã branca, foi o primeiro objeto desse sistema a ser detectado. Ele foi encontrado por Jason Boyles, então um estudante de graduação na Universidade de West Virginia, em Morgantown.
O pulsar foi então observado ao longo de dois anos por Adam Deller, um astrônomo do Instituto Holandês de Radioastronomia (ASTRON). Estas observações identificaram a sua localização e distância da Terra - cerca de 900 anos-luz de distância, na direção da constelação de Aquário. Essa informação foi fundamental para aperfeiçoar o modelo utilizado para o tempo da chegada dos pulsos na Terra.
Os pesquisadores calcularam que a anã branca não seria mais do que 2.700°C. O Sol, em seu centro, é cerca de 5.000 vezes mais quente.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

CIENTISTAS TENTAM REGISTRAR IMAGEM DA EXPLOSÃO MAIS ENERGÉTICA DO UNIVERSO

Imagem artística da ESA (Agência Espacial Europeia) mostra uma explosão de raios gama, evento com maior concentração de energia no Universo. O fenômeno ocorre em galáxias  estrelas ou quasares muito distantes da Terra, quando uma estrela explode no final de sua vida útil. O fluxo de raios gama no momento da explosão pode durar de alguns segundos a algumas horas. Ela aparece como um lampejo de luz num céu estrelado e escuro como se estivesse relampejando então desaparece, deixando apenas uma fosforescência que pode ser detectada por alguns instrumentos em forma de ondas eletromagnéticas. Por ser muito rápida, a explosão de raios gama é extremamente difícil de ser identificada, o que leva os astrônomos a empreenderem uma verdadeira caça por esses eventos pelo Universo a fora ESA/ECF

quinta-feira, 17 de julho de 2014

MOLÉCULAS AO REDOR DE ESTRELAS ANTIGAS MORIBUNDAS PODEM GERAR ÁGUA
























Astrônomos descobriram que uma molécula vital para a criação de água existe nas brasas de estrelas moribundas semelhantes ao sol. Quando estrelas como o sol chegam ao fim da vida, elas eventualmente se transformam em densas anãs brancas. Ao fazerem isso, eles lançam as suas camadas exteriores de gás e poeira no espaço, criando um caleidoscópio de padrões complexos conhecidos como nebulosas planetárias. Uma molécula vital para a formação de água se assemelha a este ambiente hostil e podem  depender dele para se formar
Fonte Esa.





segunda-feira, 14 de julho de 2014

PROJETO MOONHOUSE: UMA CASA NA LUA


Uma ilustração do Moonhouse fica na Lua com a paisagem da Terra que aparece no fundo. Imagem Crédito: Sara Medina Lind
Uma casa na Lua O Moonhouse é projetado para voar para a lua dobrado em um pacote feito sob medida. Depois ele é colocado na lua , a instalação de arte vai se desdobrar e se auto-montar como  2,5 metros de altura diâmetro de 8 metros) a casa vermelha com cantos brancos, um design tradicional para muitos lares suecos. Espera-se para levar de cinco a 15 minutos para o Moonhouse se montar.
Representantes com Astrobotic está planejando sobre o controlo da montagem do Moonhouse da superfície lunar usando câmeras de vídeo de alta definição.
No momento, o primeiro destino do Astrobotic é uma área da Lua chamado Lacus Mortis. Esta parte em particular da superfície lunar abriga uma característica especial chamada de "pit lua", o que realmente pode ser uma entrada para uma rede de cavernas subterrâneas, de acordo com John Thorton, CEO da Astrobotic . É mesmo possível que os seres humanos possam viver na lua, usando essas cabanas como um abrigo que protege da radiação, e os impactos de micrometeoritos e flutuações extremas de temperatura extra solar, Thorton acrescentou.
"Pode ser que as pessoas pudessem se estabelecer no interior destas cabanas, e que melhor lugar para pousar a Moonhouse do que bem próximo ao lugar onde as pessoas podiam se contentar com um longo tempo no futuro", disse Thorton.
Artista Moonhouse Mikael Genberg detém uma versão reduzida do Moonhouse durante uma coletiva de imprensa na Suécia em 28 de maio de 2014.
Representantes Moonhouse criaram uma série de prêmios para as pessoas que contribuem para o esforço de crowdfunding online.
Contribuintes interessados que quiserem gastar US $ 30 terá acesso a um desenho em 3D do Moonhouse que pode ser impresso usando uma impressora 3D . Pessoas que prometem US $ 50 poderá realmente obter seus nomes gravados no interior do verdadeiro Moonhouse que se auto-montará na superfície lunar.