quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

SONDA OPPORTUNITY DESCOBRE PORÇÕES DE GESSO EM SOLO MARCIANO

Utilizando dados coletados pelo jipe-robô Opportunity, cientistas  
estadunidenses descobriram que alguns veios brilhantes encontrados 
na superfície marciana são na verdade fragmentos de gesso depositados 
pela água, confirmando novamente que o elemento já correu pela superfície
 marciana.


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A descoberta foi apresentada quarta-feira (7/dez) durante a conferência
 da União Geofísica Americana e deverá ampliar ainda mais o conhecimento
 que os pesquisadores têm da história ambiental de Marte.
No entender de Steve Squyres, principal investigador dos dados jipe-robô
Opportunity junto à Universidade de Cornell, em Nova York, essa é mais uma
 evidência de que algum dia a água fluiu pelas fraturas das rochas. "Este
 material é um depósito de produtos químicos bastante puro e que se formou no
lugar exato onde estávamos pesquisando. Na Terra isso é bastante comum, mas
 em Marte faz os geólogos saltarem das cadeiras", disse Squyres.
O veio examinado pelo jipe-robô tem entre cerca de 1.5 cm de largura e 45 cm de comprimento, erguendo-se alguns milímetros acima da cama de rochas onde foi encontrado, em um segmento da cratera Endeavour. Segundo os pesquisadores,
 nada parecido foi visto ao longo dos 33 km do percurso explorado pelo jipe
 durante os 90 meses desde que chegou à cratera.


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Estudo
Para fazer a análise do material, os pesquisadores utilizaram o imageador
 microscópico e o espectrômetro de raios-x a bordo do Opportunity, além de
 diversos filtros da câmera panorâmica PanCam situada no topo do mastro do
veículo. O resultado mostrou que os veios são formados por cálcio e enxofre,
 em uma proporção que indica sulfato de cálcio relativamente puro.
O sulfato de cálcio pode existir em muitas formas que variam de acordo com a
quantidade de água que esteja à estrutura cristalina. Análises espectroscópicas
feitas com auxílio dos múltiplos filtros da PanCam sugerem a forma de gesso,
 um sulfato de cálcio hidratado.
Observações feitas a partir da órbita marciana já haviam detectado amostras de
 gesso na região norte do planeta e que se assemelha às dunas brilhantes de
 gesso de White Sands National Monument, no Novo México.
Não se sabe ao certo como o veio se formou. Provavelmente foi formado a partir
 do cálcio de rochas vulcânicas dissolvido pela água, que se combinou com enxofre expelido das rochas ou na forma de gás. Em seguida, o material foi depositado já
 na forma de sulfato de cálcio em uma fratura subterrânea, que mais tarde se
tornou exposta na superfície.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O CLUSTER DE GALÁXIAS FORNAX


O aglomerado de galáxias Fornax é um dos mais próximos de tais agrupamentos além do nosso Grupo Local de galáxias. Esta imagem VISTA foi construído a partir de imagens obtidas através de filtros Z, J e K na parte infravermelha do espectro e conquistou muitos dos membros do conjunto em uma única imagem. No canto inferior direito é o elegante galáxia espiral barrada NGC 1365 e à esquerda o grande elíptica NGC 1399, rodeado por um enxame de fracos aglomerados globulares. A imagem é de cerca de 1 grau em 1,5 graus em extensão eo tempo total de exposição foi de 25 minutos.
Crédito:ESO / J. Emerson / VISTA. Reconhecimento: Cambridge Survey Unit Astronomical

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A NEBULOSA DO FEITICEIRO



Que poderes estão sendo exercidos na Nebulosa do Feiticeiro? Gravidade forte o suficiente para formar estrelas, ventos estelares e radiação poderosos o suficiente para criar e dissolver as torres de gás. Localizado a apenas 8.000 anos-luz de distância, a Nebulosa do Feiticeiro, na foto abaixo, envolve o, ainda em desenvolvimento, aglomerado aberto de estrelas NGC 7380. Visualmente, o interação entre estrelas, gás e poeira criou uma forma que aparece, para alguns, como um fictício feiticeiro medieval. A ativa região de formação estelar se estende por cerca de 100 anos-luz, Fazendo-o parecer maior do que a extensão angular da nossa lua.
A Nebulosa do Feitieciro pode ser localizada com um pequeno telescópio na direção da constelação do Rei de Etiópia (Cepheus). Embora a nebulosa durar somente alguns milhões de anos, algumas das estrelas que estão sendo formadas podem sobreviver mais tempo que nosso sol. Créditos e direitos autorais: Rolf Geissinger

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O FANTASMA DE CEFEU

Formas assombradas parecem espantar esta expansão estrelada, flutuando pela noite na real constelação de Cefeu. É claro, as formas são nuvens de poeira cósmica vagamente visíveis na fraca luz refletida de estrelas. Longe da nossa própria vizinhança no planeta Terra, elas espreitam nas bordas do complexo de nuvens moleculares "Cepheus Flare" a cerca de 1,200 anos-luz de distância. O relativamente isolado glóbulo de Bok, também conhecido como vdB 141 ou Sh2-136, está a mais de 2 anos-luz de distância do outro lado da nebulosa, perto do centro do campo. O núcleo da nuvem escura à direita está entrando em colapso e é provavelmente um sistema estelar binário nos estágios iniciais de formação. Mesmo assim, se as formas fantasmagóricas pudessem falar, elas talvez lhe desejassem um feliz Halloween.
Créditos e direitos autorais: Adam Block, Mt. Lemmon SkyCenter, University of Arizona

domingo, 11 de dezembro de 2011

NASA CONFIRMA EXISTENCIA DE 1* PLANETA EM ZONA HABITÁVEL

A Nasa (agência espacial americana) confirmou uma notícia que há muito tempo era esperada: a existência de um planeta na chamada zona habitável. Isso significa dizer que o novo astro se encontra em uma região que propicia a formação de água em estado líquido em sua superfície e, por conseguinte, a possibilidade de abrigar vida.

NASA/Ames/JPL-Caltech
Ilustração artística do Kepler-22b, que possui um raio 2,4 vezes maior do que a Terra e está na zona habitável
Ilustração artística do Kepler-22b, que possui um raio 2,4 vezes maior do que a Terra e está na zona habitável
Chamado de Kepler-22-b, é um dos menores astros a orbitar a região de uma estrela similar ao Sol do nosso Sistema Solar e possui cerca de 2,4 vezes o raio da Terra.
Apesar de ser maior que a Terra, ele leva o equivalente a 290 dias terrestres para fazer uma volta completa na estrela parecida com o Sol, embora ela seja um pouco menor e mais fria.
Só não se sabe ainda qual é a composição do Kepler-22-b --se é rochosa, gasosa ou líquida--, mas se sabe que está a 600 anos-luz de distância.
"Este é um marco importante (...) para se achar um gêmeo da Terra", disse em Washington Douglas Hudgins, que faz parte do programa Kepler, o telescópio espacial que mantém um monitoramento de pelo menos 150 mil estrelas para poder classificá-los com exatidão.
Dos 54 outros candidatos a planetas que se encontram na zona habitável, conforme divulgado em fevereiro deste ano, somente o Kepler-22-b é o primeiro a ter confirmada sua classificação.
Além de ter encontrado o primeiro planeta habitável, o Kepler identificou também pelo menos mil novos corpos celestes que se enquadram como candidatos a planetas. A novidade é que, pela nova contagem, esse número é o dobro da anterior.
O estudo sobre o novo planeta será publicado no "The Astrophysical Journal" em breve

sábado, 10 de dezembro de 2011

SONDA VOYAGER 1 ATINGE O LIMITE DO SISTEMA SOLAR



A sonda espacial Voyager 1, construção humana que se encontra mais afastada da Terra neste
 momento, entrou na fronteira de nosso Sistema Solar e pode chegar ao desconhecido espaço interestelar em 
questão de meses, informou nesta segunda-feira a Nasa (agência espacial americana). 
Os cientistas esperam conhecer novos dados emitidos da Voyager 1 para confirmar o momento no qual a sonda, lançada em 1977, sairá da heliosfera, região aonde chegam as partículas energéticas emitidas pelo Sol e que protege os planetas das radiações do espaço exterior. 
A Voyager já percorreu quase 18 bilhões de quilômetros e, segundo o comunicado da Nasa, poderia superar a barreira da heliosfera e a influência de seu campo magnético em "alguns poucos meses ou anos". 
"Descobrimos que o vento solar é lento nesta região e sopra de forma errática. Pela primeira vez, até se movimenta para trás. Estamos viajando por um território completamente novo", disse Rob Decker, um dos responsáveis dos instrumentos de medição da sonda. 
"Não deveríamos esperar muito para investigar como de verdade é o espaço entre as estrelas", indicou Ed Stone, cientista do projeto Voyager no Instituto Tecnológico de Pasadena (estado da Califórnia, EUA). 
Os dados que indicam sua situação provêm dos sensores da sonda, que detectaram um aumento da intensidade do campo magnético, já que se encontra à beira da heliosfera, onde as radiações do espaço interestelar comprimem os limites da zona de influência do sol. 
A Voyager 1, que também transporta uma mensagem sobre o homem e sua situação no universo, mede as radiações para determinar sua passagem pelas fronteiras do Sistema Solar. 
Desde meados de 2010, a sonda detectou uma redução das partículas energéticas emitidas do Sol, que agora são duas vezes menos abundantes que nos cinco anos anteriores, enquanto detectou um fluxo 100 vezes maior de elétrons do espaço interestelar. 

Fonte: Terra

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A HCI ESTRELA 59260 (imagem não corrigida)


Esta imagem foi obtida pelo sistema MACAU-VLTI primeiro no 8.2-m telescópio VLT KUEYEN no infravermelho banda K (comprimento de onda 2,2 mm). Ele exibe imagens da HIC estrela 59206 (magnitude visual 10) obtido antes da óptica adaptativa do sistema foi ligado. Sem a óptica adaptativa, é difícil distinguir o sistema binário na imagem. O binário é separado por 0,120 segundos de arco ea imagem foi tomada sob condições médium vidente (0,75 segundos de arco) vendo. Para a imagem depois da óptica adaptativa foi ligado, veja a imagem "A HIC estrela 59206 (AO corrigido imagem)", onde a diferença é muito perceptível.
Crédito:
ESO

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A EVOLUÇÃO DA SN 1987A


H-alpha imagem capturada pela NTT, em La Silla Observatory, em 01 de dezembro de 1991, quase cinco anos após a explosão. A imagem mostra claramente uma nebulosa oval interior, bem como filamentos exterior. Durante os meses seguintes a explosão SN 1987A chegou a uma magnitude máxima notável 3, e durante os anos seguintes, mostrados vários fenômenos interessantes que nunca havia sido observada antes. SN 1987A está localizada no Sudoeste da Nebulosa da Tarântula, uma região de formação de grandes estrelas na Grande Nuvem de Magalhães. Esta supernova é um dos objetos mais estudados na astronomia moderna e os telescópios do ESO têm desempenhado um papel importante nesta campanha.
Mais informações no ESO Mensageiro 66, p34-35:

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A ANÃ MARROM CFBDSIR 1458 10


Esta imagem do binário anã marrom CFBDSIR 1458 10 foi obtido usando a Laser Guide Star (LGS) Adaptive Optics sistema na II Keck Telescope no Havaí. Óptica adaptativa cancela grande parte da interferência da atmosfera terrestre, melhorando a nitidez da imagem por um fator de dez e permitindo o binário separação muito pequeno para ser resolvido. Este é o melhor par de anãs marrons encontradas até agora, a mais fria e menos brilhante dos dois componentes é um candidato para a anã marrom com a temperatura mais baixa já encontrados. Esta imagem colorida foi criada a partir de imagens captadas por meio de quatro filtros diferentes em comprimentos de onda do infravermelho próximo.
Crédito:
Michael Liu, da Universidade de Hawaii

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

EXPLOSÕES GÊMEAS EM CRISP POTATO GIGANT DUST


À beira-on bela galáxia espiral NGC 3190, com os braços enrolada e uma forma distorcida que torna se assemelham a uma gigantesca batata crisp, conforme visto pelo Very Large Telescope do ESO. Supernova SN 2002bo é encontrada em entre o 'V' das faixas de poeira na parte sul-ocidental da NGC 3190. SN 2002cv é obscurecida por uma grande quantidade de poeira e, portanto, não é visível. Sua posição é no entanto indicado na imagem acima. Esta composição colorida se baseia em imagens obtidas em 26 de março de 2003 com FORS1 em UT2 (Kueyen) em quatro filtros (B, V, R e I) para um tempo total de exposição de 14 minutos.As observações foram feitas no âmbito de um programa com o objetivo de estudar a física de supernovas do tipo Ia. O campo de visão é 6,15 x 5 minutos de arco. Norte é para cima e para leste é para a esquerda. A extração de dados do arquivo de redução de dados e processamento de cor final da imagem foi feita por Henri Boffin (ESO).
Crédito:
ESO