terça-feira, 12 de abril de 2016

OBJETO MAIOR QUE JÚPITER É OBSERVADO VAGANDO EM NOSSA VIZINHANÇA CÓSMICA

estrela anã marrom errante - jupiter gigante
Ela é uma estrela anã marrom errante e ela tem de 4 a 8 vezes a massa de Júpiter, e viaja solitário pelo espaço...
Uma equipe de astrônomos descobriu um dos mais jovens e mais brilhantes objetos perdidos, pairando livremente pelo cosmos, e relativamente próximo do nosso Sol. Com idade de aproximadamente 10 milhões de anos (um recém nascido na escala de tempo astronômica) o objeto identificado como 2MASS J1119-1137 tem entre quatro e oito vezes a massa de Júpiter, e, portanto pode ser um planeta gigante ou uma pequena estrela anã marrom.
Usando dados do Observatório WISE da NASA e de outros telescópios terrestres, o objeto 2MASS J1119-1137 foi identificado por sua assinatura de luz através de uma combinação de imagens óticas e infravermelhas. "Identificamos o 2MASS J1119-1137 pela sua assinatura de luz altamente incomum", explica a principal autora do estudo, Kendra Kellogg, do Departamento de Física e Astronomia da Universidade de Western Ontario. "Ele emite muito mais luz no infravermelho do espectro, o que sugere um objeto recém-nascido."
Objeto vagando no espaço
Ilustração artística de objeto errante. Créditos: Chris Butler
Quando a luz das estrelas distantes passa pelas grandes extensões de poeira em nossa galáxia até chegar em nossos telescópios, ela tende a ficar avermelhada, o que pode confundir estrelas distantes com planetas jovens e mais próximos de nós. Sabendo disso, os astrônomos verificaram seus resultados usando o instrumento espectrógrafo FLAMINGOS-2 no telescópio Gemini Sul, no Chile. "Nós confirmamos que o objeto 2MASS J1119-1137 é de fato um jovem objeto na vizinhança solar, e não uma estrela avermelhada distante," diz Stanimir Metchev, também da Universidade de Western Ontario.
Ainda não satisfeitos, a equipe de astrônomos queria determinar qual era a idade desse estranho objeto. "Nossas observações mostravam que ele tinha menos de 200 milhões de anos, mas não sua idade precisa", disse Stanimir.
estrelas do grupo TW Hydrae
Estrelas do grupo TW Hydrae Objeto 2MASS J1119-1137 é associado ao grupo
da estrela TW Hydrae. Créditos: Carnegie Institute
A peça final do quebra-cabeça foi encontrada por Jonathan Gagné, do Instituto Carnegie, ao utilizar um instrumento mais eficiente para a espectroscopia de infravermelho, o espectrógrafo FIRE do telescópio Baade de 6,5 metros de abertura, no Chile. O instrumento FIRE permitiu a compreensão da luz emitida pelo objeto, revelando que na verdade ele pertence a um grupo de estrelas da vizinhança solar. Esse grupo contém pouco mais de 20 estrelas recém-nascidas, com cerca de 10 milhões de anos apenas. Todas elas se deslocam em conjunto através do espaço, e estão associadas a estrela TW Hydrae.
"Demonstrar que 2MASS J1119-1137 está associada ao grupo de TW Hydrae, com apenas 10 milhões de anos, é realmente emocinante", disse Jonathan Gagné.
Localizada a 95 anos-luz de distância, 2MASS J1119-1137 quase bateu o recorde de objeto errante mais brilhante, que é mantido atualmente por um outro objeto conhecido como PSO J318.5? 22, descoberto há alguns anos. No entanto, o objeto J318.5 PSO? 22 é mais massivo, e tem 23 milhões de anos.
"Descobrir objetos errantes gigantes que vagam livremente pelo espaço é uma oportunidade para estudar a natureza dos planetas gigantes fora do Sistema Solar", conclui Kendra, que disse ainda que "encontrar candidatos a planetas errantes é uma tarefa muito mais fácil do que encontrar exoplanetas que orbitam estrelas. Os objetos errantes estão à deriva, e não têm estrelas hospedeiras que sobrecarregam com seu brilho excessivo".
Fonte: NASA / JPL / Carnegie Institute / Western Ontario University / DailyGalaxy
Imagens: (capa-ilustração/divulgação) / Chris Butler / Carnegie Institute

domingo, 10 de abril de 2016

PLANETA DESCOBERTO TEM A ÓRBITA MAIS ESTRANHA JÁ OBSERVADA

exoplaneta com órbita mais alongada que se conhece
 Ele parece um cometa, mas tem o tamanho de Júpiter
Os astrônomos revelaram qual é o planeta "mais excêntrico" já visto no Universo. O exoplaneta chamado HD 20782b, está localizado a cerca de 117 anos-luz de distância e foi descoberto em 2006. Porém, um novo estudo lançado na revista The Astrophysical Journal, sugere que ele é mais extraordinário do que se pensava.
O planeta tem a aparência semelhante a de um cometa, e orbita sua estrela mãe como tal, segundo o Dr. Stephen Kane, astrônomo da Universidade Estadual de São Francisco, e principal autor do estudo.
"A maioria dos planetas, incluindo aqueles do nosso próprio Sistema Solar, têm órbitas circulares em torno de sua estrela", comenta Dr. Stephen. Mas o planeta HD 20782b tem uma órbita altamente alongada de 597 dias, e durante seu máximo encontro com sua estrela, ele quase encosta nela!
"Este planeta é aproximadamente do mesmo tamanho de Júpiter, mas tem uma órbita como uma elipse, muito semelhante ao que vemos em cometas. Isso significa que o planeta passa a maior parte de seu tempo longe da estrela, mas quando se aproxima, quase toca sua superfície", disse Stephen.

Os pesquisadores não sabem como e porquê o exoplaneta tem essa órbita tão bizarra. Poderia ser algum tipo de interação gravitacional com outro planeta, ou algum outro corpo celeste. Sua órbita altamente elíptica surpreendeu a todos.

Órbita do exoplaneta HD 20782b comparada
com as órbitas dos planetas rochosos do Sistema Solar.
Créditos: Richard Cardial
A ideia de que um planeta gigante poderia existir nessas condições extremas é difícil de imaginar", disse Stephen. "Meus colaboradores e eu estudamos o objeto por muito tempo para descobrir se a situação é tão extrema quanto parecia."
O Dr. Stephen e seus colegas notaram flashes de luz que ascendiam a atmosfera do planeta enquanto ele orbitava sua estrela, então eles usaram um telescópio espacial para coletar esses dados de luz, cronometrando os flashes com suas observações. Ao detectar as alterações de brilho, eles puderam medir a distância do planeta da sua estrela, bem como a forma de sua órbita.
"O que descobrimos é que trata-se da órbita mais excêntrica já encontrada. Além disso, o planeta tem rápidos piscares de luz quando faz a máxima aproximação com sua estrela", disse Stephen. "é um objeto fascinante!"
Agora, os pesquisadores esperam continuar suas observações para entender melhor sobre a interação do planeta HD 20782b com sua estrela durante a máxima aproximação.
"Quando vemos um planeta como este, em uma órbita tão excêntrica, pode ser difícil tentar explicar como isso aconteceu", disse Stephen. "Vamos entender como o planeta se aquece e se esfria, e descobrir se este processo está destruindo sua atmosfera. Encontrar mais planetas como o HD 20782b nos dará as respostas para essas perguntas."

Além disso, entender como funcionam os exoplanetas, e descobrir como ocorrem suas evoluções, pode nos ajudar em questões sobre o nosso próprio planeta, e quem sabe, entender melhor como será seu futuro.
Fonte: HuffPost
Imagens: (capa-ilustração/NASA) / Richard Cardial / NASA

sábado, 9 de abril de 2016

HUBBLE SOLUCIONA QUEBRA CABEÇA SOBRE GALÁXIA SOLITÁRIA STARBUST



Esta imagem obtida pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA mostra o núcleo brilhante de uma das galáxias mais ativas em nossa vizinhança local. todo o núcleo é de 5.000 anos-luz de largura.
A galáxia, chamada NGC 1569, brilha com a luz de milhões de estrelas jovens recém-formados. NGC 1569 é bombear para fora estrelas a uma taxa que é 100 vezes mais rápido do que a taxa observada na nossa Via Láctea. Este ritmo frenético tem sido quase contínua ao longo dos últimos 100 milhões de anos.
A peça central do núcleo é um agrupamento de três aglomerados de estrelas gigantes, cada uma contendo mais de um milhão de estrelas. (Dois dos clusters são tão perto que eles aparecem como um agrupamento.) Os grupos residem em uma grande cavidade central. O gás na cavidade foi apagado pela multidão de jovens estrelas massivas, que já explodiram como supernovas. Estas explosões também desencadeou um fluxo violenta de gás e partículas que é esculpir estruturas gigantes gasosos. A estrutura esculpida no canto inferior direito é de cerca de 3.700 anos-luz de comprimento.
bolhas enormes de gás, como os dois à esquerda, aparecem como ilhas flutuantes. O maior bolha é de cerca de 378 anos-luz de largura e 119 anos-luz de menor largura. Eles estão sendo iluminado pela radiação das brilhantes estrelas jovens dentro deles. Algumas dessas estrelas estão espreita através de seus casulos gasosos.
Os objetos maiores e mais brilhantes que cercam o núcleo são as estrelas espalhadas ao longo da nossa Via Láctea. Em contraste, os milhares de pequenos pontos brancos na imagem são estrelas no halo de NGC 1569. A galáxia é de 11 milhões de anos-luz da Terra.
Uma nova análise de NGC 1569 mostra que é uma vez e meia mais distante da Terra do que os astrônomos se pensava anteriormente. A distância extra coloca a galáxia no meio de um grupo de cerca de 10 galáxias centradas na galáxia espiral IC 342. As interações gravitacionais entre galáxias do grupo pode ser de compressão de gás em NGC 1569 e inflamar o frenesi do Estrela-parto.
Do campo largo de Hubble Planetary Camera 2 e Advanced Camera for Surveys fez as observações de NGC 1569 em Setembro de 1999, Novembro de 2006 e Janeiro de 2007.
Nome do objeto: NGC 1569
Tipo de imagem: Astronomical
Crédito para Advanced Camera dados: NASA, ESA, A. Aloisi (STScI / ESA), J. Mack e A. Grocholski (STScI),  M. Sirianni (STScI / ESA), R. van der Marel (STScI), L. Angeretti, D. Romano, e M. Tosi (INAF-OAB) e F. Annibali, L. Greggio, e E. Held (INAF-OAP)
Crédito para Campo L
argo câmera planetária 2 Dados: NASA, ESA, P. Shopbell (California Institute of Technology), R. Dufour (Universidade Rice), D. Walter (University South Carolina State, Orangeburg) e A. Wilson (Universidade de Maryland, College Park)
Crédito de imagem: NASA, ESA, a equipe da herança de Hubble (STScI / AURA) e A. Aloisi (STScI / ESA)
IMAGENS News Release

quinta-feira, 7 de abril de 2016

MINI TORNADO É REGISTRADO PELA SONDA OPPORTUNITY NO PLANETA MARTE

redemoinho em Marte
Os "diabos de poeira" não acontecem apenas na Terra... 
Um grande redemoinho em Marte foi descoberto pela sonda Opportunity enquanto ela estava a procura de minerais formados por antigos fluxos de água, nas encostas íngremes da superfície marciana. Essa missão existe para determinar se já existiu vida no Planeta Vermelho.
"Sim, este é um lindo redemoinho na região da Cratera Endeavour, em Marte", disse Ray Arvidson, investigador principal da missão Opportunity, da Universidade de St. Louis.
O novo redemoinho, ou mini-tornado, pode ser visto nessa imagem que mostra o terreno chamado Marathon Valley, e a trilha deixada pela sonda enquanto percorria a região. É mesmo uma visão fascinante!
Redemoinho em Marte - Opportunity - NASA
Redemoinho em Marte - Opportunity - NASA Créditos: NASA / JPL / Cornell / Ken Kremer / Marco Di Lorenzo
A imagem foi montada em um mosaico, contendo fotografias coloridas e inalteradas no dia Sol 4332 (1° de abril de 2016).
Logo após o encontro com o redemoinho, o rover seguiu na direção sudoeste para continuar sua pesquisa por traços de filosilicato, que é um mineral formado em condições úmidas e não ácidas, propícias para a origem da vida a bilhões de anos atrás, quando o Planeta Vermelho não era tão seco. "Marathon Valley é um local excelente para essas pesquisas. Parece uma região de mineração", disse Ray.
A região de Marathon Valley tem cerca de 300 metros, e passa pela borda da Cratera Endeavour de oeste a leste, a mesma direção que estava sendo percorrida pelo rover. A Cratera Endeavour tem cerca de 22 km de diâmetro, e está sendo explorada pela sonda Opportunity desde 2011, quando chegou na região. Confira a jornada da sonda Opportunity:
jornada da sonda opportunity
Jornada da sonda Opportunity após 12 anos de missão. Créditos: NASA / JPL / Cornell / Ken Kremer / Marco Di Lorenzo
Redemoinhos em Marte - eles são ótimos!
Além de nos proporcionar uma visão quase surreal, os mini-tornados marcianos ajudam (e muito) os rovers espalhados por lá. Eles estão associados a primavera de Marte, e esses ventos fortes limpam os painéis solares, que geralmente vão perdendo sua eficácia com tanta poeira. "Esses redemoinhos podem até ser grandes amigos das sondas, e eu coloco um sorriso no rosto quando vejo um deles", disse Jim Green, diretor de Ciências Planetárias da NASA.
Em Sol 4332 (01/ABR/2016), quando ocorreu o encontro entre o rover Opportunityu e o redemoinho, 209.200 fotos já haviam sido feitas, e mais de 42 km foram percorridos. Isso é muito mais do que uma maratona!
Essa não foi a primeira vez
Redemoinhos de poeira não são fenômenos que ocorrem apenas aqui na Terra, afinal, eles também são comuns no Planeta Vermelho.
Na década de 1970, a sonda espacial Viking fotografou o primeiro redemoinho marciano, e desde então, esses fenômenos são vistos de tempos em tempos. Em 1997 a sonda Mars Pathfinder registrou a ocorrência dos redemoinhos, e mais tarde, a sonda Spirit registrou várias fotografias de um grande redemoinho que passou bem ao seu lado.

Redemoinho de poeira registrado em Marte pela sonda Spirit, em 05 de agosto de 2005.
A duração original do primeiro ao último frame foi de quase 10 minutos.
Créditos: NASA / Spirit
Os redemoinhos em Marte são cerca de 50 vezes maiores do que os redemoinhos da Terra, e apesar de ajudarem na limpeza dos painéis solares, eles representam um perigo para futuras missões tripuladas. Acredita-se que eles sejam os responsáveis pela misteriosas linhas que volta e meia aparecem na superfície do Planeta Vermelho.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

AS NUVENS DE MAGALHÃES


As Nuvens de Magalhães são duas galáxias anãs irregulares satélites da nossa Galáxia. 
Ambas são visíveis a olho nu e apenas no Hemisfério Sul e os mais antigos registros visuais datam de 964 pelo astrônomo persa Al Sufi. Na Europa, foi a expedição de Fernão de Magalhães durante a circum-navegação que primeiro observou as nuvens, levando à nomenclatura de Nuvens de Magalhães.
As duas galáxias, a Grande Nuvem de Magalhães e a Pequena Nuvem de Magalhães fazem parte do chamado Grupo Local, que abrange também a nossa Galáxia, e que contém um total de 37 objetos conhecidos, distribuídos numa extensão de aproximadamente 4 milhões de anos-luz e cujo centro está localizado entre a Via Láctea e a grande galáxia espiral de Andrômeda (M31 ou NGC 224).
A Grande Nuvem de Magalhães está localizada a aproximadamente 160.000 anos luz.
Características
 
 A Pequena Nuvem de Magalhães está localizada aproximadamente 200.000 anos-luz. Até 1994, a Grande Nuvem era considerada o objeto extragalático mais próximo, quando foi descoberta a Galáxia Anã Elíptica de Sagitário a cerca de 70.000 anos-luz. Evidências sugerem que a Pequena e a Grande Nuvem de Magalhães foram muito distorcidas por interações de marés com a Via Láctea, como viajam muito próximas; filamentos de hidrogênio neutro conectam-as à Via Láctea e entre si, e ambas parecem galáxias espirais barradas. Porém, sua atração gravitacional afetou nossa galáxia também, causando distorções em partes periféricas do disco galáctico.
Além de sua estrutura diferenciada e pequena massa, as duas galáxias diferem de nossa galáxia em dois aspectos principais. Primeiro, elas são abundantes em gás - uma fração relativamente maior de sua massa é composta por hidrogênio e hélio, comparando-na com a Via Láctea. Elas também são mais pobres em metais do que a Via Láctea: as estrelas mais jovens na Grande e Pequena Nuvem de Magalhães têm metalicidades de 0.5 a 0.25 vezes a do Sol, respectivamente. Ambas são notáveis por suas nebulosas e populações de estrelas jovens, mas como na nossa própria galáxia as suas estrelas vão das mais jovens às mais velhas, indicando um longo histórico de formação estelar. A Grande Nuvem de Magalhães abrigou uma supernova (SN 1987A), uma das mais brilhantes e próximas já observadas.













A SN 1987A foi a primeira supernova estudada com aparelhagem moderna. Através dela, astrônomos de todo mundo puderam fortalecer ou eliminar as teorias que estudam a expansão do universo, tendo as supernovas como material de estudo.

terça-feira, 5 de abril de 2016

ESO OBSERVA A VIZINHA LIMPA E ARRUMADA DA VIA LÁCTEA

A galáxia anã IC 1613
Esta imagem obtida pela câmera OmegaCAM montada no Telescópio de Rastreio do VLT do ESO, no Chile, mostra uma pequena galáxia excepcionalmente limpa. IC 1613 contém muito pouca poeira cósmica, permitindo aos astrônomos explorarem o seu conteúdo de forma muito clara.
Crédito:ESO Acknowledgement: VST/Omegacam Local Group Survey
Muitas galáxias encontram-se cheias de poeira, enquanto outras apresentam ocasionais faixas escuras de fuligem cósmica opaca espiralando entre o gás e as estrelas. No entanto, o alvo desta nova imagem, obtida pela câmera OmegaCAM montada no Telescópio de Rastreio do VLT no ESO, no Chile, é bastante peculiar — a pequena galáxia chamada IC 1613 é uma maníaca por limpeza! IC 1613 contém muito pouca poeira cósmica, o que permite aos astrônomos explorar o seu conteúdo com bastante facilidade. Não é apenas uma questão de aparência; a limpeza desta galáxia é vital para a compreendermos o Universo que nos rodeia.
IC 1613 é uma galáxia anã situada na constelação da Baleia. Esta imagem do VST  mostra a beleza pouco convencional deste objeto, deixando-nos observar suas estrelas todas espalhadas e gases rosa brilhante, em grande detalhe.
O astrônomo alemão Max Wolf descobriu o fraco brilho de IC 1613 em 1906. Em 1928, o seu compatriota Walter Baade utilizou o poderoso telescópio de 2,5 metros instalado no Observatório de Mount Wilson, na Califórnia, conseguindo observar as estrelas individuais. A partir destas observações os astrônomos concluíram que esta galáxia deveria estar muito perto de nós, uma vez que apenas era possível resolver estrelas individuais com tamanho aparente de alfinetes nas galáxias mais próximas.
Desde essa altura, os astrônomos confirmaram que IC 1613 é efetivamente um membro do Grupo Local, uma coleção de mais de 50 galáxias que inclui a nossa galáxia, a Via Láctea. IC 1613 situa-se a 2,3 milhões de anos-luz de distância de nós, sendo relativamente bem estudada devido à sua proximidade. Os astrônomos descobriram que se trata de uma anã irregular, a qual não apresenta muitas das características encontradas em outras galáxias pequenas, como por exemplo um disco estrelado.
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No entanto, o que falta em forma à IC 1613 é compensado em termos de limpeza. Sabemos a distância à IC 1613 com elevado grau de precisão, parcialmente devido aos níveis anomalamente baixos de poeira que se encontram lá e ao longo da nossa linha de visada — algo que permite observações muito mais claras .
A segunda razão da distância ser conhecida com tanta precisão deve-se com o fato desta galáxia abrigar uma quantidade de estrelas de dois tipos: variáveis Cefeidas e variáveis RR Lyrae . Estes tipos de estrelas pulsam de forma ritmada, crescendo em brilho e tamanho de forma característica a intervalos regulares.
Como sabemos por experiência cotidiana na Terra, os objetos que brilham, tais como as lâmpadas ou as chamas das velas, parecem mais fracos à medida que nos afastamos deles. Os astrônomos usam esta regra simples da lógica para descobrir quão distantes é que os objetos no Universo estão realmente — desde que saibam quão brilhantes são na realidade, ou seja, desde que conheçam o seu brilho intrínseco.
As variáveis Cefeides e RR Lyrae têm a propriedade especial do seu período de aumento e diminuição de brilho estar diretamente ligado ao seu brilho intrínseco. Por isso, ao medirem quão rápido flutuam, os astrônomos podem calcular o seu brilho intrínseco. Comparando depois esse valor ao brilho aparente medido, podemos saber quão distantes é que se encontram, de modo a parecerem tão tênues quando observados.
As estrelas para as quais se conhece o seu brilho intrínseco funcionam como velas padrão, como os astrônomos lhes chamam, um pouco como uma vela com determinado brilho atuaria para se calcular intervalos de distância baseados no brilho observado do cintilar da sua chama.
Usando velas padrão — tais como as estrelas variáveis que se encontram em IC 1613 e as menos comuns explosões de supernova do tipo Ia, que podem ser observadas ao longo de maiores distâncias cósmicas — os astrônomos construíram uma escada de distância cósmica, que penetra o espaço cada vez mais profundamente.
Há décadas atrás a IC 1613 ajudou os astrônomos a determinar como usar estrelas variáveis para mapear a grande extensão do Universo. Nada mau para uma pequena galáxia sem forma

segunda-feira, 4 de abril de 2016

A SUPERNOVA MAIS RECENTE DA VIA LÁCTEA FOI PROVAVELMENTE IDENTIFICADA


G1.9 + 0.3 é os restos de uma estrela que explodiu por volta da virada do século 20 no período da Terra.
Este objeto é uma supernova do tipo Ia, que os astrônomos utilizam para medir a taxa de expansão do Universo.
dados do Chandra foram usadas para estudar como onda de choque da supernova interagiu com material circundante, fornecendo pistas para a origem da explosão.
Os cientistas usaram dados do Observatório de Raios-X Chandra da NASA e Jansky da NSF Very Large Array para determinar a causa provável para o mais recente supernova na Via Láctea, como descrito em nosso mais recente comunicado de imprensa.
Os astrônomos já haviam identificado G1.9 + 0.3 como o remanescente da mais recente supernova na nossa Galáxia. Estima-se que tenha ocorrido cerca de 110 anos atrás, do ponto de vista da Terra, em uma região empoeirada do Galaxy que bloqueou a luz visível de atingir a Terra. Esta imagem Chandra mostra G1.9 + 0.3 onde os raios-X de baixa energia são de cor vermelha, raios-X de médio de energia são verdes, e uma banda de alta energia dos raios-X é azul.
G1.9 + 0.3 pertence à categoria de tipo Ia, uma importante classe de supernovas que exibem padrões de confiança em seu brilho que os tornam ferramentas valiosas para medir a taxa em que o universo está se expandindo. A maioria dos cientistas concorda que supernovas Tipo Ia ocorrer quando anãs brancas, os restos densos de Sun-como estrelas que foram executados fora do combustível, explodir. No entanto, tem havido um debate sobre o que desencadeia estas explosões anãs brancas. Duas ideias principais são a acumulação de material para uma anã branca de uma estrela companheira ou a fusão violenta de duas anãs brancas.
Os investigadores neste estudo mais recente aplicada uma nova técnica que poderia ter implicações para a compreensão de outras supernovas Tipo Ia. Eles usaram de arquivamento de dados do Chandra e VLA para examinar como a expansão G1.0 supernova remanescente + 0,3 interage com o gás e poeira em torno da explosão. A emissão de rádio e de raios-X resultante fornecer pistas sobre a causa da explosão. Em particular, um aumento de raio-X e brilho de rádio do remanescente de supernova com o tempo é esperado somente se uma fusão anã branca teve lugar, de acordo com o trabalho teórico.
Este resultado implica que supernovas Tipo Ia ou são todos causados ​​por colisões anãs brancas, ou são causadas por uma mistura de colisões anãs brancas eo mecanismo onde a anã branca puxa material de uma estrela companheira. É importante identificar o mecanismo de gatilho para supernovas Tipo Ia, porque, se houver mais do que uma causa, então a contribuição de cada uma pode ao longo do tempo, afetando a sua utilização como "velas padrão" em cosmologia.
Um artigo descrevendo estes resultados apareceu no 01 de março de 2016 edição do The Astrophysical Journal e está disponível online. Os autores sobre o papel são Sayan Chakraborti, Francesca Childs, e Alicia Soderberg (Harvard). da NASA Marshall Space Flight Center, em Huntsville, Alabama, gerencia o programa Chandra para a Diretoria de Missões Científicas da NASA em Washington. O Observatório Astrofísico Smithsonian, em Cambridge, Massachusetts, controla as operações científicas e de voo de Chandra.
Fatos para G1.9 + 0.3:
raios-X de crédito (NASA / CXC / CfA / S.Chakraborti et al.)
Data de lançamento 30 de março de 2016
Escala da imagem é de cerca de 4,1 arcmin de diâmetro (cerca de 30 anos-luz)
Categoria  Supernova RemnantsCoordenadas (J2000) 45s 48m RA 17h | Dezembro -27 ° 10 '00 "
constelação de Sagitário
Observação Data 15 poinngtis entre fevereiro 2007 e julho de 2011
Observação Hora 362 horas. (15 dias 2 horas)
Obs. ID 6708, 8521, 10111, 10112, 10928, 10930, 12689, 12690, 12691, 12692, 12693, 12694, 12695, 13407, 13509
instrumento ACIS
Referências Chakraborti, S. et al, 2016, APJ, 819, 37; arXiv: 1.510,08851
Código de Cores de raios-X (Vermelho, Verde, Azul) raio X
Distância estimama  cerca de 27.700 anos-luz

domingo, 3 de abril de 2016

QUESTIONADO ESTUDO SOBRE MATÉRIA PERDIDA NO ESPAÇO

ilustração do vento galáctico aquecido emanado de quasar brilhante
Será que encontramos a matéria perdida do Universo? Com o questionamento das conclusões do estudo, a matéria perdida do Universo e as rajadas rápidas de rádio continuam sendo um mistério a desvendar.
Rajada rápida de rádio
Há cerca de uma semana, astrônomos anunciaram ter rastreado pela primeira vez a fonte de uma "rajada rápida de rádio", (RRR, ou FRB na sigla em inglês para fast radio burst), uma explosão de ondas de rádio que libera instantaneamente o equivalente a toda a energia liberada pelo Sol durante um mês.
A causa desses flashes ainda é um mistério, mas descobrir a galáxia de onde um deles se originou teria uma importância que se estenderia por toda a cosmologia.
Evan Keane e seus colegas haviam usado radiotelescópios na Austrália (Parkes) e Alemanha (Effelsberg) para rastrear a RRR, batizada de FRB 150418, e um telescópio óptico no Havaí (Subaru) para rastrear a galáxia de origem. Isso teria permitido não apenas pesar o Universo e encontrar a matéria bariônica perdida, como também estabelecer uma nova forma de medir a expansão do Universo.
Ocorre que a alegada "descoberta" está sendo questionada por outras equipes.
Núcleo galáctico ativo
Dada a importância da alegada descoberta, Peter Williams e colegas do Centro Harvard-Smithsoniano para Astrofísica correram para outro radiotelescópio (VLA em Socorro - EUA) a fim de monitorar a galáxia indicada como fonte da FRB 150418.
Enquanto a equipe original alega que o brilho de rádio da galáxia havia se desvanecido ao longo de seis dias, Williams descobriu que ela havia começado a brilhar novamente, emitindo novos sinais de rádio. Isso não deveria acontecer caso a rajada rápida de rádio se originasse de uma colisão cósmica, como a equipe de Keane afirmou.
Assim, a explicação mais provável é que a galáxia possui um núcleo galáctico ativo, um fenômeno bem conhecido no qual uma região central da galáxia apresenta um brilho variável em vários comprimentos de onda, incluindo a frequência de rádio.
Questionado estudo sobre matéria perdida do UniversoO Radiotelescópio de Arecibo pode ter descoberto um novo tipo de rajada rápida de rádio. [Imagem: Louie Psihoyos-Corbis]
RRRs periódicas
Praticamente ao mesmo tempo, Laura Spitler, do Instituto Max Planck de Radioastronomia, usou o radiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico, para descobrir algo que muda todo o pouco que se sabia sobre as rajadas rápidas de rádio.
Laura detectou uma RRR periódica, que emite feixes de ondas de rádio repetidamente, algumas vezes vários deles em menos de um minuto.
Todas as rajadas rápidas de rádio detectadas até agora pareciam ser eventos únicos. Por isso, a maioria das teorias sobre a origem desses pulsos misteriosos envolve incidentes cataclísmicos que destroem sua fonte - uma estrela explodindo como uma supernova, por exemplo, ou uma estrela de nêutrons caindo em um buraco negro.
Não daria então para acomodar essa RRR periódica, mais parecida com um pulsar, com a ideia de Keane e a posterior observação de novos brilhos feitos por Williams?
Laura e seu grupo acreditam que não porque a RRR periódica é muito mais fraca, não batendo com o evento cataclísmico que foi a FRB 150418.
"Entretanto, o aparente conflito entre os estudos poderia ser resolvido se houver pelo menos dois tipos de fontes de RRR," disse a professora Victoria Kaspi, da Universidade McGill, envolvida na observação de Laura.
Ou seja, essa novela que já começa a se estender poderá ter novos capítulos.
Matéria perdida do Universo
No artigo original, Keane e seus colegas afirmam que, como ao viajar até a Terra essas ondas de rádio atravessam toda a matéria no caminho, incluindo a poeira cósmica, a visualização da galáxia e o monitoramento da RRR possibilitara calcular a matéria presente no caminho, realizando uma espécie de pesagem do Universo.
E isso, alega a equipe, teria resolvido um mistério cósmico de longa data, a chamada "matéria perdida" do Universo.
Apenas para relembrar: pelo modelo cosmológico atual, 70% do Universo é formado por energia escura, 25% por matéria escura e 5% pela matéria comum, formada pelos átomos da tabela periódica. O problema é que, até agora, os astrônomos conseguiram detectar apenas metade desses 5% de matéria bariônica, o que levou à cunhagem do termo "matéria perdida" do Universo.
Se a RRR se originasse mesmo da galáxia indicada pela equipe, os dados apontavam que haveria o dobro da matéria que se esperava em relação aos cálculos anteriores, o que significaria que a matéria perdida havia sido encontrada. "A matéria desaparecida não esta mais sumida mais," disse Keane quando da publicação do artigo.
Detecções futuras
De qualquer forma, com tantas possibilidades levantadas com a possível detecção de um único fenômeno, é natural que várias equipes ao redor do mundo comecem a aprimorar suas técnicas para tentar flagrar uma RRR cataclísmica e rastrear sua origem.

sábado, 2 de abril de 2016

UNIVERSO SE APAGA LENTAMENTE DIZEM CIENTISTAS

Universo se apaga lentamente, dizem cientistas Nasa/ESA/Divulgação
Os pesquisadores utilizaram sete dos telescópios mais potentes do mundo para observar durante oito anos galáxias Foto: Nasa/ESA / Divulgação
O Universo está morrendo pouco a pouco, segundo uma equipe internacional de cientistas, que concluiu que a energia produzida atualmente por 200 mil galáxias é duas vezes menor que há dois bilhões de anos.
Os pesquisadores realizaram as medições mais precisas de energia já realizadas até agora em uma ampla zona do espaço.
A energia produzida se dividiu em dois nos últimos dois bilhões de anos e não para de cair, concluíram.
A partir de agora, o Universo está fadado ao declínio. O Universo se estirou no sofá, se cobriu com uma manta e se prepara para um sono eterno — explicou Simon Driver, membro do Centro Internacional de Pesquisas Radioastronômicas (ICRAR) da Austrália, que participou do projeto.
Os pesquisadores utilizaram sete dos telescópios mais potentes do mundo para observar durante oito anos galáxias em 21 longitudes de onda diferentes - como as infravermelhas ou as ultravioletas -, no âmbito do estudo Gama.
O estudo é fruto da colaboração de uma centena de cientistas de mais de 30 universidades australianas, europeias e americanas.
Boa parte da energia que circula no universo foi gerada depois do Big Bang, mas também há uma liberação constante de energia nova graças à fusão termonuclear das estrelas.
Esta energia nova ou é absorvida pela poeira ou viaja pelo espaço até que se choca em algo como uma estrela, um planeta — afirmou Driver.
Os pesquisadores sabem há tempos que o ritmo de criação de estrelas no Universo está em declínio. Mas este estudo demonstra que a produção de energia diminui de forma similar nas diferentes longitudes de onda, ressalta Andrew Hopkins, do Observatório Astronômico Australiano.
Os pesquisadores esperam que os dados recolhidos também permitam melhorar a compreensão do processo de formação de galáxias.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

OBSERVADO OBJETO IMENSO COLIDINDO COM PLANETA JÚPITER

objeto asteroide ou cometa colide com Júpiter
O brilho causado pela explosão tinha quase o tamanho da Terra!
No dia 17 de março de 2016, o astrônomo amador Gerrit Kernbauer, de Mödling, na Áustria, estava filmando Júpiter com seu telescópio de 200mm. Isso é uma técnica muito comum para se obter imagens fantásticas (ao empilhar todos os frames do vídeo e criar uma única fotografia). Mas ele filmou algo inesperado!
Era exatamente 00:18:33 (UTC) quando um pequeno flash iluminou a borda do gigante. Gerrit tinha acabado de registrar um impacto de um asteroide ou de um cometa no planeta Júpiter!
Pode não parecer muita coisa, mas comparado com o tamanho do planeta, o brilho foi muito grande, quase do tamanho da Terra! Poderia ser apenas algum tipo de turbulência ou reflexo durante sua observação, se não fosse pelas imagens feitas por um segundo observador, que estava filmando Júpiter exatamente no mesmo instante:
Essa segunda filmagem foi feita por John McKeon, utilizando um telescópio de 280mm de abertura em Dublin, na Irlanda. Separados por centenas de quilômetros, os dois observadores registraram o mesmo evento, e aí que veio a confirmação: um objeto realmente colidiu com Júpiter!
Um asteroide ou um cometa?
Não se sabe se a colisão foi causada por um asteroide ou um cometa. Poderia ser qualquer objeto com algumas dezenas de metros. Logo vem a pergunta: -"Se o objeto era tão pequeno, porque o flash foi tão grande comparado com o planeta?"
Segundo o astrônomo Phil Plait, o brilho e a luz registrada condiz com um objeto de algumas dezenas de metros, isso porque o grande poder gravitacional de Júpiter faz com que os objetos colidam com o gigante cerca de 5 vezes mais rápido, liberando 25 vezes mais energia do que aqueles que colidem com a Terra. "A energia liberada em um impacto depende da massa, portanto o dobro da massa, o dobro da energia", comenta Phil Plait. "Mas a velocidade é ainda mais importante, pois o dobro da velocidade, gera o quádruplo de energia."
O asteroide de Chelyabinsk, por exemplo, tinha 19 metros de diâmetro e liberou uma energia de 500.000 toneladas de TNT. Se fosse em Júpiter, esse mesmo asteroide estaria pelo menos 5 vezes mais rápido. "Agora multiplique isso por 25 e veja que o objeto não precisa ser tão grande para avistarmos daqui da Terra."
A velocidades muito altas, atingir a atmosfera de um planeta é como colidir contra uma parede firme, o que causa muitas vezes, a explosão do objeto no ar.
Júpiter é atingido frequentemente por asteroides e cometas, e impactos como esse são registrados de tempos em tempos. O mais famosos foi a sequência de impactos do cometa Shoemaker-Levy 9 em 1994, quando o poder gravitacional de Júpiter quebrou o cometa em 12 partes, e 5 grandes explosões foram observadas. No vídeo abaixo, veja o primeiro impacto da sequência:
A sequência de impactos do cometa Shoemaker-Levy 9 deixou algumas cicatrizes no hemisfério sul do planeta, como vemos na imagem abaixo:

Cometa Shoemaker-Levy 9 - impacto em Júpiter. Manchas na atmosfera de Júpiter e do tamanho da Terra  causadas pelos impactos de Shoemaker-Levy 9.
Créditos: Hubble / Wikimedia Commons
Em junho de 2010 um asteroide colidiu com o gigante Júpiter, e foi registrado em uma imagem colorida:
O mais interessante é que você não precisa de um observatório profissional para detectar esses impactos. Basta um telescópio com poder suficiente para ver Júpiter com uma certa nitidez, e uma câmera comum que pode ser acoplada para filmar suas observações. Não que seja uma tarefa fácil, afinal, a astrofotografia e a arte de filmar objetos cósmicos requer tempo e paciência, mas quem sabe a próxima grande colisão em Júpiter não seja registrada por você?
Fonte: Bad Astronomy
Imagens: (capa-ilustração/Galeria do Meteorito) / Gerrit Kernbauer / John McKeon / Hubble / Wikimedia Commons / Wikimedia Commons / Anthony Wesley