domingo, 10 de janeiro de 2016

ZWICKY 8338: OBSERVATÓRIO CHANDRA ENCONTRA UMA CAUDA DE GÁS QUENTE EM CLUSTER GALÁTICO


A cauda gigantesca de emissão de raios-X foi encontrado atrás de uma galáxia observada através do aglomerado de galáxias Zwicky 8338.
Com um comprimento de pelo menos 250.000 anos luz, esta é provavelmente a maior cauda já detectada.
Os cientistas usaram o Chandra para descobrir a cauda, ​​e estudar as suas propriedades e aprender como esta cauda de raios-X afeta seu ambiente no cluster.
Uma fita extraordinária de gás quente que arrasta atrás de uma galáxia como uma cauda foi descoberto usando dados do Observatório de Raios-X Chandra da NASA, conforme descrito em nossa mais recente versão de imprensa. Esta fita, ou a cauda de raios-X, é provavelmente devido a gás retirado da galáxia que se move através de uma vasta nuvem de gás intergaláctico quente. Com um comprimento de pelo menos 250.000 anos luz, é provável que esta seja a maior cauda já detectada. 
Nesta nova imagem composta de raios-X do Chandra em (azul) foram combinadas com dados em luz visível do Grupo Isaac Newton de Telescopes (amarelo), nas Ilhas Canárias, na Espanha.
A cauda está localizada no conjunto de galáxia Zwicky 8338, que é quase 700 milhões de anos luz de distância a partir da Terra. O comprimento da cauda é mais de duas vezes o diâmetro de toda a Via Láctea. A cauda contém gás a temperaturas de cerca de dez milhões de graus, cerca de vinte milhões de graus mais frio do que o gás intergaláctico, mas ainda quentes o suficiente para brilhar intensamente em raios-X Chandra que pode detectar.
Os pesquisadores acreditam que a cauda foi criada com uma galáxia conhecida como CGCG254-021, ou talvez em um grupo de galáxias dominadas por esta grande galáxia, lançando através do gás quente em Zwicky 8338. A pressão exercida por este movimento rápido causado perda de gás a ser arrancada da galáxia.
Em imagens do Chandra e do NSF Karl Jansky Very Large Array (não mostrado na composição), a galáxia CGCG254-021 parece estar se movendo em direção à parte inferior da imagem com a cauda seguindo atrás. Há uma diferença significativa entre a cauda de raios-X e da galáxia, o maior já visto. A separação significativa entre a galáxia e a cauda pode ser uma evidência de que o gás foi completamente retirado da galáxia.
Os astrônomos também foram capazes de aprender mais sobre as interações do sistema examinando cuidadosamente as propriedades da galáxia e sua cauda. A cauda tem um ponto mais brilhante, referida como a sua "cabeça". Por trás dessa cabeça é a cauda de emissão de raios-X difusa. O gás na cabeça pode ser mais frio e mais ricos em elementos mais pesados ​​do que o hélio do que no resto da cauda. 
Na parte frontal da cabeça há indícios de um choque de curva, semelhante a uma onda de choque formada por um avião supersônico e na frente do arco de choque está a galáxia CGCG254-021.
Uma pesquisa independente envolvendo observações no infravermelho indica que CGCG254-021 tem a maior massa de todas as galáxias em Zwicky 8338. As observações em infravermelho, juntamente com modelos de como as galáxias evoluem, também implica que, entre as galáxias no aglomerado, CGCG254-021 teve por de longe, o maior índice de estrelas em formação no passado recente. No entanto, não há nenhuma evidência para a nova formação de estrelas, possivelmente porque o gás foi esgotado na formação da cauda que por vez não se sabe a força que causou esse  fenômeno.
O artigo que descreve estes resultados foi publicado na edição de novembro 2015 Astronomia e Astrofísica e também está disponível online. Os autores do papel são Gerrit Schellenberger e Thomas Reiprich da Universidade de Bonn, na Alemanha. Marshall Space Flight Center da NASA, em Huntsville, Alabama, gerencia o programa Chandra para a Ciência Missão Direcção da NASA em Washington. O Observatório Astrofísico Smithsonian em Cambridge, Massachusetts, controla as operações científicas e de voo de Chandra. Swift é gerido pelo Goddard Space Flight Center da NASA em Greenbelt, Maryland.MJK
Fatos para Zwicky 8338:
Crédito Raio-X: NASA / CXC / Universidade de Bonn / G. Schellenberger et al; Optical: INT
Data de lançamento 21 dez 2015
Escala A imagem é 11 arcmin todercao (c de 2,1 milhões de anos-luz)
Categoria Grupos e aglomerados de galáxias
Coordenadas (J2000) RA 26.75s 18h 11m | Dezembro + 49 ° 49 '47.35 "
Constelação Hércules
Data de Observação 04 de janeiro de 2013
Observação Tempo 2 horas 13 min.
Obs. Identidade 15163
Instrumento ACIS
Referências Schellenberger, G. et al, 2015, A & A, 583, L2; arXiv: 1.510,03708
Código de cores Raio-X: Azul; Optical: Amarelo
Óticoraio X
Distância Estimada  Cerca de 680 milhões de anos luz

sábado, 9 de janeiro de 2016

ASTRÔNOMOS CONSEGUEM MEDIR A DISTÂNCIA ATÉ A GALÁXIA MAIS PRÓXIMA DA VIA LÁCTEA

Grande Nuvem de Magalhães
A Grande Nuvem de Magalhães, galáxia é a mais próxima à Via Láctea(NASA/Getty Images/VEJA). A Grande Nuvem de Magalhães está a 136.000 anos-luz do planeta. A medição foi realizada pela primeira vez com precisão elevada e pode contribuir para estimar a idade e o tamanho do universo.
Astrônomos do Observatório La Silla, no Chile, conseguiram medir de forma precisa a distância da Via Láctea até a galáxia mais próxima, a Grande Nuvem de Magalhães: 136.000 anos-luz. Com imprecisão de apenas 2,2%, o resultado deve contribuir com futuros cálculos da idade e tamanho do universo. O trabalho foi publicado nesta quinta-feira, na revista Nature.
"Estou muito emocionado. Os astrônomos estão tentando há cem anos medir com precisão a distância para a Grande Nuvem de Magalhães, e se comprovou que isto é extremamente difícil", disse Wolfgang Gieren, um dos pesquisadores da equipe.
Medições - Para calcular a distância com precisão, os pesquisadores observaram um par de estrelas raras, denominadas binárias eclipsantes. Essas estrelas orbitam ao redor uma da outra, de forma que, a cada volta, uma oculta a outra, o que reduz seu brilho para quem as observa da terra. Medindo essas mudanças de intensidade de brilho e a velocidade orbital dessas estrelas, foi possível calcular sua distância em relação à Terra.
Esse método já havia sido utilizado antes para estimar a distância em relação à galáxia vizinha, mas as medições foram realizadas com outros tipos de estrelas, que não forneciam um resultado preciso. A equipe de pesquisadores observou oito pares de estrelas durante oito anos.
Tamanho do universo - A medição da distância em relação à Grande Nuvem de Magalhães pode ser utilizada para aumentar a precisão dos cálculos de expansão do Universo, feitos com base na Lei de Hubble. Desenvolvida por Edwin P. Hubble, astrônomo americano que chocou o mundo no século 20 ao propor que o universo está em constante expansão desde seu surgimento, essa lei é importante para estimar a idade e o tamanho no universo.
E um dos maiores impedimentos para um cálculo mais preciso da Lei de Hubble era a distância da Via Láctea até sua galáxia vizinha. Isso ocorre porque, para determinar o tamanho do universo, os astrônomos medem primeiro a distância em relação a objetos próximos e usam esses valores para estimar as distâncias maiores.
O Observatório La Silla fica instalado a 2.400 metros de altitude no deserto do Atacama, 1.400 quilômetros ao norte de Santiago, e conta com 18 telescópios. Ele é operado pelo Observatório Europeu do Sul (European Southern Observatory), principal organização astronômica intergovernamental da Europa.
(Com Agência France-Presse)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

APÓS 5 ANOS; SONDA JAPONESA ENTRA NA ÓRBITA DE VÊNUS

Concepção artística da sonda "Akatsuki", a primeira missão espacial japonesa a Vênus
Concepção artística da sonda "Akatsuki", a primeira missão espacial japonesa a Vênus
A sonda Akatsuki entrou com sucesso na órbita de Vênus após cinco anos consecutivos girando ao redor do Sol, depois de a primeira tentativa ter fracassado devido a problemas de propulsão, informou nesta quarta-feira (9) a Agência Espacial do Japão (Jaxa).
A sonda levará três meses para se aproximar mais do planeta e obter uma melhor trajetória, mas a equipe da Jaxa já recebeu algumas imagens, nas quais foi possível observar os gases que rodeiam Vênus, afirmou em entrevista o responsável pela missão, Masato Nakamura.
"Hoje recebemos as primeiras imagens e fiquei muito surpreso porque nunca tínhamos visto imagens tão boas como essas. Acredito que podemos esperar muito dos trabalhos da Akatsuki", disse.
A partir de sua posição atual, a sonda demora 13 dias e 14 horas para dar uma volta completa em Vênus, mas corrigirá sua trajetória nos próximos meses para reduzir para nove dias o tempo necessário para cumprir o mesmo percurso. A expectativa da Jaxa é que o equipamento comece a operar regularmente em abril de 2016.
A sonda Akatsuki foi lançada em maio de 2010 com seis tipos de equipamento de observação, com objetivo de estudar as espessas nuvens sulfúricas que envolvem o planeta.
Além disso, pretende analisar os fenômenos vulcânicos e meteorológicos como a super-rotação atmosférica, que se movimenta 60 vezes mais rápido que a superfície de Vênus.
A sonda deveria entrar na órbita do planeta em dezembro desse mesmo ano, mas uma falha no sistema de propulsão do motor principal impediu a desaceleração necessária e deixou Vênus sem completar a missão. A partir de então, a Akatsuki ficou dando voltas ao redor do Sol para fazer as manobras necessárias para corrigir sua trajetória.
A Jaxa reprogramou o equipamento para que os quatro propulsores restantes o recolocassem na trajetória desejada. Após uma manobra que durou 20 minutos e 28 segundos, a Akatsuki entrou na órbita de Vênus com sucesso.
O Japão investiu cerca de 25,2 bilhões de ienes (cerca de R$ 774 milhões) na missão a Vênus, com a qual pretende realizar o primeiro mapa tridimensional das espessas nuvens sulfúricas que envolvem o planeta.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

CIENTISTAS DESVENDAM O MAIOR MISTÉRIO DE 2015: AS MANCHAS DE CERES

Astrônomos começaram a solucionar os misteriosos pontos brilhantes do planeta anão
Astrônomos começaram a solucionar os misteriosos pontos brilhantes do planeta anão
Foi o grande mistério do Sistema Solar em 2015: o que são as manchas luminosas de Ceres, o maior objeto do cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter
Os cientistas acreditam ter encontrado algumas respostas.
São locais em que os impactos de corpos celestes perfuraram uma camada congelada de água salgada sob a superfície do pequeno planeta anão (cerca de 950 km de diâmetro), disseram pesquisadores à revista Nature.
As partes mais brilhantes correspondem aos impactos mais recentes.
A câmera da sonda Dawn, da Nasa (agência espacial americana), identificou cerca de 130 focos brilhantes no planeta. De longe, o grupo mais chamativo fica em uma cratera denominada Occator, no hemisfério norte de Ceres.
Quando a sonda entrou na órbita de Ceres, a câmera estava programada para registrar o que costuma ser uma superfície escura, negra como asfalto.
Por isso, as depressões superbrilhantes dentro de Occator saturaram o sensor do equipamento.
"Nós dissemos: 'Uau, o que é isso?' Não esperávamos algo assim", lembra o pesquisador Andreas Nathues.
"A reflexividade estava em nível 0.25, ou seja, cerca de 25% da luz se refletia. E no centro no núcleo interno (das manchas de Occator) chegava a 50%, 60%", disse o cientista do Instituto Max Planck, na Alemanha. "Enquanto a superfície restante era bem mais escura, com média de 9% de reflexividade."
Gelo e sal em todo o planeta
Uma investigação posterior indica agora que há uma camada de gelo e sal em todo o planeta, abaixo dos escombros rochosos que o cobrem.
Quando um objeto do espaço impacta e penetra nessa camada, o gelo começa a se sublimar (passa diretamente do estado sólido ao gasoso).
Esse vapor liberado escapa da superfície, levantando partículas de gelo e pó, o que produz uma espécie de névoa.
A sonda Dawn observou essa névoa durante o "dia", e a conclusão é que as manchas desaparecerão à medida que o gelo se derreta e sobre apenas sal.
A Dawn identificou indícios da presença de sulfato de magnésio hidratado, conhecido como sais de Epsom, mas a substância não é tão reflexiva como o gelo.
A emissão de água, que corrobora observações de Ceres feitas em 2013 pelo telescópio espacial Herschel, é uma reminiscência de cometas, que entram em sublimação quando se aproximam do Sol.
"É um pouco como um cometa, mas é preciso entender que Ceres é um objeto diferenciado. Tem uma estrutura de concha", afirmou Nathues à BBC.
"É muito provável que haja uma concha de gelo debaixo da casca. Essa estrutura é completamente diferente da dos cometas. Os cometas são objetos primitivos cheios de materiais originais que se alteram muito sutilmente."
Origem distante
Em artigo na revista Nature, María Cristina De Sanctis levanta a possibilidade de que Ceres não tenha sido formado no lugar em que está hoje (a 417 milhões de quilômetros do Sol), porém muito mais distante no Sistema Solar.
A pesquisadora observou resultados do espectrômetro de sinais visíveis e infravermelhos da sonda Dawn. O aparelho detectou possíveis filosilicatos amoniacais em grandes extensões do planeta anão.
Os filosilicatos são minerais de argila, produzidos quando materiais rochosos sofrem ação da água por muito tempo.
Contudo, a presença de amoníaco é o ponto interessante neste caso.
"Esses são filosilicatos que possuem algum amoníaco em sua estrutura, o que significa que o amoníaco deve ter estado disponível em algum momento. A única maneira de que isso tenha sido possível é que o material tenha tido uma origem mais fria", afirmou De Sanctis, do Instituto Nacional de Astrofísica, em Roma.
A hipótese vem do reconhecimento de que cristais de amoníaco não seriam estáveis na órbita atual de Ceres ao redor do Sol. Esse material desaparece rapidamente quando a temperatura supera -173ºC.
Deste modo, para que Ceres tenha retido tanto amoníaco ou gelo rico em nitrogênio por tempo suficiente para que se incorporasse ao solo, é provável que o planeta tenha ocupado um ponto muito mais frio no passado, afirmou a pesquisadora.
"É uma possibilidade fantástica, e coincide com modelos dinâmicos da evolução do Sistema Solar que preveem que os objetos migrem até o interior do sistema", disse.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

BRASILEIROS IDENTIFICAM MAIS 652 NOVOS AGLOMERADOS ESTELARES NA VIA LÁCTEA

Professores do Departamento de Astronomia da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) identificaram mais 652 aglomerados estelares na Via Láctea, elevando para mais de mil o total revelado pelo grupo desde 2014.
A descoberta, feita a partir de arquivos do observatório espacial Wise, da Nasa, que mapeou o céu entre 2010 e 2011, ajuda a reforçar a tese de que a galáxia tem um formato espiral com quatro braços principais, e não dois como defendem alguns cientistas, pois a distância entre os objetos indica que eles estão sobre quatro grandes estruturas (braços).
Segundo Denilso Camargo, líder da pesquisa, como já sabiam onde estavam os aglomerados identificados em buscas automáticas, feitas por programas de computadores, os astrônomos focaram naqueles escondidos em nebulosas. 
"A identificação foi feita a olho, um a um, nos mapas do Wise", explicou.
Grande parte dos aglomerados estelares descobertos nas últimas décadas é resultado de buscas automáticas.
"Esses algoritmos são muito eficientes na detecção de aglomerados evoluídos, mas, no estágio de formação e evolução inicial, o aglomerado estelar encontra-se imerso na nuvem de gás e poeira da qual se formou ou está se formando", disse o professor.
Formação das estrelas
As estrelas nascem a partir de grandes nuvens de gás molecular. Depois que o gás remanescente da formação estelar é aquecido e ejetado, as estrelas se agrupam por causa da gravidade. Na troca de energia entre elas, algumas podem adquirir força e escapar do aglomerado.
"Como são muito jovens, estes aglomerados não tiveram tempo de se afastar muito da região onde se formaram", contou Camargo.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

AUSTRALIANOS DESCOBREM PLANETA POTENCIALMENTE HABITÁVEL MAIS PRÓXIMO DA TERRA

Descoberta foi realizada com o telescópio do Observatório Europeu do Sul, em La Silla, no Chile
Descoberta foi realizada com o telescópio do Observatório Europeu do Sul, em La Silla, no Chile.
Cientistas da Austrália descobriram o planeta mais próximo da Terra que poderia ser potencialmente habitável, informaram nesta quinta-feira (17) fontes acadêmicas.
O planeta Wolf 1061c é um dos três que foram descobertos por uma equipe da Universidade de Nova Gales do Sul (UNSW, sigla em inglês) fora do Sistema Solar, a cerca de 14 anos luz de distância da Terra.
"É fascinante ver a imensidão e pensar que uma estrela, tão próxima de nós, um vizinho próximo, poderia alojar um planeta habitável", disse em comunicado Duncan Wright, que liderou a pesquisa.
Os três planetas, que orbitam ao redor da estrela anã "Wolf 1061" em órbitas de 5, 18 e 67 dias, têm massas que superam, respectivamente, 1,4, 4,3 e 5,2 vezes a da Terra.
O maior dos planetas está fora da zona habitável, também conhecida zona de "Cachinhos Dourados" (do inglês Goldilocks), que se refere a uma região que não é "nem muito quente, nem muito fria" e que reúne as condições necessárias para a vida, enquanto o menor está perto demais da estrela que orbita para ser habitável.
No entanto, "o planeta médio, Wolf 1061c, se encontra na zona 'Cachinhos Dourados', onde poderia existir água líquida e, inclusive, vida", acrescentou Wright.
A descoberta, que será publicada na revista "The Astrophysical Journal Letters", se baseou nas observações da estrela anã "Wolf 1061" realizadas com o telescópio do Observatório Europeu do Sul, em La Silla, no Chile.
Os pequenos planetas rochosos como a Terra parecem existir em abundância no espaço, mas a maioria deles parece estar a centenas ou milhares de anos luz de distância da Terra, com a exceção de Gliesse 667Cc, que está a 22 anos luz e cuja órbita ao redor de sua estrela dura 28 dias o que é considerado rápido demais.
A localização da estrela Wolf 1061 (Imagem: Universidade de Nova Gales do Sul)
Foto: Universidade de Nova Gales do Sul / BBCBrasil.com
Wittenmyer afirmou à BBC Brasil que a equipe de cientistas só poderá analisar a atmosfera do planeta quando ele passar em frente à estrela.
"Vamos usar nosso telescópio Minerva para procurar por trânsitos em fevereiro, quando a estrela poderá ser observada de novo. Se (o planeta) transitar (em frente à estrela) será a melhor chance, pois (o sistema) está tão perto (da Terra)."

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

MAPA PERMITE ESTIMAR A IDADE DAS ESTRELAS DA VIALÁCTEA

Foto da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) mostra o centro da Via Láctea
Foto da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) mostra o centro da Via Láctea
Astrônomos conseguiram elaborar pela primeira vez um mapa que permite estimar a idade de estrelas que compõem o halo da Via Láctea. Utilizando dados de um telescópio localizado no Novo México (EUA), cientistas de todo o mundo já podem estimar idades de qualquer região da galáxia, usando somente singelas variações nas cores das estrelas.
Com a elaboração do mapa, algumas "incertezas" que até então existiam sobre a formação da Via Láctea poderão ser mais bem definidas. Isso porque o halo é um ambiente que contém objetos quase tão velhos quanto o próprio universo, então compreendê-lo é importante para entender a evolução das galáxias como um todo.
Uma das descobertas da pesquisa, que uniu cientistas de diversas universidades pelo mundo, é que as estrelas localizadas na região central da galáxia são as mais velhas. Essa informação confirma que, nestes modelos, a Via Láctea se formou a partir de um colapso gravitacional de uma enorme nuvem de gás, onde as estrelas foram formadas primeiro nas regiões mais internas e depois nas regiões externas.
"Nosso mapa consegue ver exatamente isso, os objetos mais próximos do centro da Galáxia têm uma idade de cerca de 13 bilhões de anos enquanto as regiões mais externas são em geral mais jovens, com cerca de 9 bilhões de anos", afirma Rafael Miloni Santucci, cientista do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP que participou do projeto.

Rafael Miloni Santucci/ USP Mapa cronográfico de idade do halo da Galáxia
 Os resultados do estudo foram compilados em um mapa cronográfico que contou com uma amostra de quase 5 mil estrelas branco-azuladas do halo, em uma fase evolutiva onde fundem hélio em carbono em seus núcleos.
"As cores das estrelas estão relacionadas com suas temperaturas, que por sua vez estão relacionadas com suas massas, sendo que estas regem seus tempos de vida", explicou Santucci. Por isso as cores estelares foram de tamanha importância na pesquisa.
Para se compreender melhor, é possível observar que, por exemplo, que as estrelas de cor mais avermelhada, cujas temperaturas são mais baixas, são encontradas predominantemente nas regiões mais externas da galáxia. "Para este tipo de estrelas, quanto mais avermelhada a cor, mais jovem ela é. Além disso, as estrelas mais azuladas, e portanto mais velhas, são encontradas predominantemente nas regiões próximas ao centro galáctico", explicou o cientista.
Santucci conta que a primeira observação que levou em conta as cores das estrelas foi feita em 1991, pelo astrônomo norte-americano George W. Preston. "Na oportunidade ele analisou uma amostra de aproximadamente 150 estrelas do halo galáctico". O cientista afirma ainda que o próximo mapa cronográfico da Via Láctea será feito com base em cerca de 100 mil estrelas.
Na região do halo da Galáxia ocorrem colisões com galáxias menores. Um mapa cronográfico permite identificar estas galáxias que estão sendo engolidas pela Via Láctea, estimando as suas idades e, até mesmo, outras estruturas resultantes de colisões ou da própria formação inicial da galáxia.
"Conseguimos identificar, por exemplo, um evento de destruição da pequena galáxia de Sagitário na região do halo que está ocorrendo há alguns bilhões de anos", afirma Santucci. "É um bom exemplo de como o mapa pode ser útil, podemos avaliar não só a origem do Halo, mas também sua evolução com as diversas interações da Galáxia com outras galáxias menores no decorrer do tempo."

domingo, 3 de janeiro de 2016

CONFIRA OS 7 MITOS E CONCEITOS ERRÔNEOS SOBRE PLUTÃO

mitos sobre Plutão
7 mitos sobre Plutão que você deveria parar de acreditar
Alguns mitos sobre Plutão são repassados como "verdades", mas as pesquisas mostram o contrário...
Nos confins do Sistema Solar encontramos Plutão, o planeta anão que outrora era conhecido como o nono e mais distante planeta do Sistema Solar. Agora ele é classificado como planeta anão, porém, sua grande distância continua sendo a principal responsável pelos mistérios e dúvidas que o cercam.
Desde sua descoberta, em 1930, a humanidade nunca esteve tão próxima de Plutão. Em julho de 2015, a sonda New Horizons fez sua primeira aproximação com o planeta anão, quando chegou a 12.500 km de sua superfície, capturando imagens incríveis e resolvendo mistérios de longa data. Mas claro: Plutão ainda é um dos maiores mistérios do Sistema Solar, e apesar de não compreendê-lo por completo, algumas verdades científicas devem ser repassadas, e alguns mitos, desmistificados...
Mito 1 - Plutão é muito pequeno
Algumas pessoas pensam que Plutão é pequeno, assim como um asteroide qualquer do Cinturão Principal. Na verdade, Plutão é bem robusto, com cerca de 2.360 km de diâmetro (cerca de dois terços a largura da nossa Lua). A maior lua de Plutão, Caronte, tem 1.207 km por si só. Já seus outros quatro satélites conhecidos são realmente muito pequenos...
Comparação de tamanhos planetas anões
Comparação de tamanhos dos planetas anões (e suas luas) com a Terra.
Créditos: Wikimedia Commons
Além disso, Plutão é consideravelmente maior do que praticamente todos os outros objetos no Cinturão de Kuiper, o anel de corpos gelados além da órbita de Netuno. A grande maioria dos objetos do Cinturão de Kuiper são do tamanho de cometas, com poucos quilômetros de diâmetro. Várias dezenas têm pelo menos algumas centenas de quilômetros, mas apenas 2 objetos (até onde se sabe) têm mais de 2.000 km de diâmetro: Plutão e Eris, ambos planetas anões, e com o mesmo tamanho aproximado.
Mito 2 - Plutão é muito escuro com pouca luz do Sol
Plutão orbita o Sol a uma distância de mais de 4,8 bilhões quilômetros em média, por isso muitas pessoas imaginam que sua superfície deve ser escura como o breu o tempo todo. Mas de acordo com Alan Stern, principal investigador da New Horizons, a iluminação em Plutão ao meio-dia não é tão baixa quanto se pensava. Seria como um dia nublado e cinza aqui na Terra, com os mesmos níveis de radiação do crepúsculo. Ou seja, pode não ser como no Ceará, "a Terra do Sol", mas também não é tão escuro quanto se pensava...
Mito 3 - Plutão era uma lua de Netuno
Esta é uma velha teoria de que se tornou popular logo após a descoberta de Plutão. Ela foi refutada em 1965, quando pesquisadores descobriram uma ressonância orbital entre Plutão e Netuno, que simplesmente impedia a possibilidade dos dois estarem relacionados, mesmo no passado.
Plutão foi uma lua de Netuno?
Mito 4 - Plutão é um mundo de gelo
A superfície de Plutão é coberta por muito gelo, incluindo nitrogênio congelado e metano congelado, mas a densidade de Plutão como um todo, é duas vezes a densidade do gelo de água, o que mostra que a massa do planeta é constituída apenas por um terço de gelo, e dois terços de rocha.
Mito 5 - Plutão não tem ar em sua atmosfera
Os investigadores descobriram, na década de 1980, que Plutão tem uma atmosfera composta principalmente de nitrogênio, assim como a atmosfera da Terra. Mas o ar de Plutão, que também contém monóxido de carbono e metano, é muito mais fino do que o da Terra, e estende-se significativamente mais longe no espaço.
Plutão atmosfera
Ilustração artística de Plutão atmosfera .Créditos: NASA / JPL-Caltech
Por exemplo, a atmosfera da Terra chega a 600 km acima da superfície do planeta (cerca de 10% o raio da Terra). Em contrapartida, o limite exterior da atmosfera de Plutão encontra-se a a cerca de 7 raios de Plutão acima de sua superfície. O volume da atmosfera de Plutão, portanto, é de mais de 350 vezes maior do que o próprio planeta anão, de acordo com o co-investigador da New Horizons, Michael Summers. Levando isso em consideração, poderíamos até chamar Plutão de "Planeta Ar"... mas claro, os cientistas não iam gostar nem um pouco disso...
 Mito 6: A órbita de Plutão é estranha e diferente de tudo
A órbita de Plutão é muito elíptica (alongada), trazendo o planeta anão tão próximo quanto 4.430 milhões quilômetros do Sol, e tão distante quando 7,31 bilhões de quilômetros da nossa estrela. Além disso, a órbita de Plutão é inclinada em cerca de 17° em relação ao plano da eclíptica, o plano da órbita entre a Terra e o Sol.
Orbita de Plutão e Eris
Orbita de Plutão e Eris
Créditos: Galeria do Meteorito
A localização de Plutão realmente é muito, muito distante. Enquanto a luz do Sol leva cerca de 8 minutos para chegar na Terra, ela viaja por mais de 5 horas para chegar em Plutão. Mesmo assim, Plutão não é o planeta anão mais distante do Sistema Solar. O planeta anão Eris é o mais distante de sua categoria, e se compararmos com outros Objetos Trans-Netunianos, como Sedna, Plutão nem parece estar tão longe assim... Para se ter uma ideai da distância, nessa imagem não podemos ver a órbita do Objeto Trans-Netuniano Sedna, justamente por estar longe o suficiente para não ser enquadrada...
Ou seja, Plutão está muito, muito longe do Sol, mas como tudo no Universo consegue nos surpreender, outros planetas e objetos encontram-se ainda mais distantes, e portanto, mais difíceis de serem estudados.
Fonte: Space
Imagens: (capa-ilustração/PFK) / Wikimedia Commons / NASA / JPL-Caltech / Galeria do Meteorito

sábado, 2 de janeiro de 2016

HUBBLE OBSERVA O NASCIMENTO CAÓTICO DE UMA ESTRELA


Telescópio espacial Hubble vê o Despertar da Força em uma estrela recém-nascida
Apenas sobre qualquer coisa é possível em nosso universo notável, e que muitas vezes compete com as imaginações de escritores de ficção científica e cineastas. A mais recente contribuição do Hubble é uma foto impressionante do que parece ser um sabre de luz duplo em linha reta fora dos filmes de Star Wars. No centro da imagem, parcialmente obscurecido por um manto escuro, de poeira, uma estrela recém-nascida dispara jatos duplos para o espaço como uma espécie de anúncio do nascimento ao universo.
O gás em um envolvente jato de energia do disco saindo para baixo na protoestrela obscurecida de poeira em um desfiladeiro celestial. O material é superaquecido e atira para fora da estrela em sentidos opostos ao longo de uma rota de fuga organizada do eixo de rotação da estrela.
Muito mais enérgico do que um sabre de luz da ficção científica, estes feixes energéticos estreitos estão soprando através do espaço a mais de 100.000 milhas por hora.

Este sabre de luz celestial não está em uma galáxia muito, muito distante, mas sim dentro de nossa galáxia, a Via Láctea
Fatos técnicos sobre este objeto
Objeto Descrição: Her big Ha-ro Jet
Posição (J2000): 09.12s 05h 46m: RA
Dec: -00 ° 10 '12.00 "
Constelação: Orion
Distância: 1350 anos-luz (414 parsecs)
Sobre os dados
Dados Descrição: A imagem de HH 24 foi criado a partir de dados de arquivo do Hubble das seguintes propostas:
Proposta investigador principal do Instrumento Datas Filtro de Exposição
9160 D. Padgett (NASA / GSFC) et al. WFPC2 F814W (I) 4 de agosto de 2001
T. Megeath 11548 (U. Toledo) et ai. WFC3 / IR F160W (I) 13 de outubro de 2009
13485 B. Reipurth (U. Hawaii) et al. WFC3 / IR F164N ([Fe II]) 18 de fevereiro de 2014
Sobre o lançamento
Crédito: NASA e  ESA
Data de lançamento: 17 dez 2015
Cor: Esta imagem é um composto de exposições separadas adquiridas pela WFPC2 e instrumentos WFC3 / IR. Vários filtros foram usadas para provar diversos comprimentos de onda. Os resultados de cores de atribuir tons diferentes (cores) para cada imagem monocromática (tons de cinza) associado a um filtro individual. Neste caso, as cores atribuídas são:
F814W (I) azul
F814W (I) + F160W verde (H)
F160W laranja (H)
F164N ([Fe II]) vermelho

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

MAIS UMA OBSERVAÇÃO DE LENTE GRAVITACIONAL EM UM CLUSTER GALÁTICO DE ABEL 370


A imagem do Telescópio Hubble no espaço recém-reparado com avançada Camera for Surveys (ACS) observou em quase 5 bilhões de anos-luz de distância para resolver intrincados detalhes do aglomerado de galáxias Abell 370.
Abell 370 é um dos primeiros aglomerados de galáxias, onde os astrônomos observaram o fenômeno de lente gravitacional, onde a curvatura do espaço pelo campo gravitacional do cluster distorce a luz das galáxias que encontram-se muito atrás dele. Isto é manifestado como arcos e estrias na imagem, que são as imagens esticadas de galáxias de fundo.
Lente gravitacional prova uma ferramenta vital para os astrônomos ao medir a distribuição da matéria escura em aglomerados massivos, uma vez que a distribuição de massa pode ser reconstruída a partir dos seus efeitos gravitacionais.
Observações telescópicas terrestres em meados dos anos 1980 do arco mais proeminente (perto do lado direito da imagem) permitiu aos astrónomos deduzir que o arco não era uma estrutura de algum tipo dentro do cluster, mas a imagem gravitacionalmente lensed de um objeto duas vezes mais longe. Hubble resolve invisíveis novos detalhes no arco que revelam a estrutura da galáxia de fundo lensed.
Aglomerados de galáxias são as estruturas de maior massa do universo, localizado no cruzamento dos filamentos da teia cósmica de matéria escura. Os aglomerados de maior massa pode conter até 1.000 galáxias e gás quente intergaláctico, todos mantidos juntos, principalmente, pela gravidade da matéria escura.
Estas observações foram tiradas com a câmera avançada para as avaliações (ACS) em seu modo Wide Field do Hubble em 16 de julho de 2009. A imagem composta foi feita usando os filtros que isolam a luz de verde, vermelho e infravermelho comprimentos de onda.
Estes dados do Hubble são parte da missão de serviço do Hubble 4 primeiras observações sobre o Release.
Crédito: NASA, ESA, o Hubble SM4 ERO equipe, e ST-ECF
FATOS TÉCNICOS SOBRE ESTA IMAGEM:
Sobre este objeto
Nome do objeto: Abell 370
Objeto Descrição: aglomerado de galáxias
Posição (J2000): R.A. 02h 39m 49s.90
Dezembro -01 ° 34 '26 ".70
Constellation: Cetus
Distância: 4,9 bilhões de anos-luz (1,5 bilhões de parsecs)
Dimensões: Esta imagem é de 2,4 minutos de arco (3,4 milhões de anos-luz ou 1 milhão de parsecs) de largura.
Sobre estes dados
Dados Descrição: As imagens de Hubble foram criados a partir de dados da proposta 11507: K. Noll (STScI), M. Chiaberge (STScI / ESA / INAF), M. Mutchler, D. Golimowski, e R. Lucas (STScI), e M . Sirianni (STScI / ESA).
Instrumento: ACS / WFC
Data (s) de exposição: 16 de julho de 2009
Tempo de exposição: 3,5 horas
Filtros: F475W (g), F625W (R), e F814W (I)
Sobre a Imagem
Crédito: NASA, ESA, o Hubble SM4 ERO equipe, e ST-ECF
Data de lançamento: 9 de setembro de 2009
Cor: A imagem é um composto de exposições separadas feitas pelo instrumento de ACS no telescópio espacial Hubble. Três filtros foram usadas para provar comprimentos de onda grandes. Os resultados de cores de atribuir tons diferentes (cores) para cada imagem monocromática. Neste caso, as cores atribuídas são:
F814W (I) vermelho
F625W (r) verde
F475W (g) azul
Orientação / Escala: Gravitational Lensing em Galaxy Cluster Abell 370
Agradecimentos para Abell 370
Observadores: K. Noll (STScI), M. Chiaberge (STScI / ESA / INAF), M. Mutchler, D. Golimowski, e R. Lucas (STScI), e M. Sirianni (STScI / ESA)
Análise de Dados: M. Mutchler (STScI) e R. Hook (ST-ECF)
Composição Image: R. Hook, O. Hainaut, A. Bombik, e L. Christensen (ST-ECF), Z. Levay e L. Frattare (STScI)
Texto: L. Frattare, D. Weaver, e R. Villard (STScI) e C. M. Sharkey e Lombardi (ST-ECF)
Ilustrações: Z. Levay (STScI)
Vídeo: G. Bacon (STScI)
Consultores de Ciência: M. Livio e B. Whitmore (STScI) e J.-P. Kneib (Observatoire Midi-Pyrénées)