domingo, 10 de novembro de 2013

SATÉLITE PLANCK REGISTRA NÚCLEO DE MAIOR ESTRUTURA CÓSMICA DO UNIVERSO LOCAL


Superaglomerado de galáxias de Shapley é considerada uma das maiores estruturas do Universo. Foto: ESA & Planck Collaboration / Divulgação
O satélite Planck da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) capturou imagens de alguns dos maiores objetos existentes no Universo atualmente: aglomerados e superaglomerados de galáxias.
Enquanto rastreava pelo espaço em busca da luz cósmica mais antiga, o satélite encontrou centenas de galáxias entremeadas por uma imensa quantidade de gás, e registrou uma imagem do núcleo do superaglomerado de Shapley, a estrutura cósmica com a maior concentração de matéria do Universo Local.
Esse superaglomerado foi descoberto nos anos 1930 pelo astrônomo americano Harlow Shapley: uma notável concentração de galáxias na constelação do Centauro. Com mais de 8 mil galáxias e uma massa total superior a 10 milhões de bilhões (10 quadrilhões, ou 10.000.000.000.000.000) de vezes a massa do Sol, essa é a estrutura mais maciça a uma distância de aproximadamente 1 bilhão de anos-luz da Via Láctea.

sábado, 9 de novembro de 2013

OBSERVAÇÕES CONSTATA QUE A MAIOR ESTRELA CONHECIDA ESTÁ SE DESPEDAÇANDO


A nova imagem do VST do aglomerado estelar Westerlund 1. As estrelas no aglomerado aparecem avermelhadas devido à poeira no pano da frente que bloqueia a sua luz azul. A estrela W26 está para cima e para a esquerda do enxame e está rodeada por um brilho esverdeado. Créditos: ESO/VPHAS+ Survey/N. Wright
Uma equipe internacional de astrônomos observou parte dos estertores finais da maior estrela conhecida no Universo, à medida que joga fora as suas camadas exteriores.
A descoberta, por uma colaboração de cientistas do Reino Unido, Chile, Alemanha e EUA, é um passo vital na compreensão de como as estrelas massivas devolvem material enriquecido para o meio interestelar - o espaço entre as estrelas -, necessário para formar sistemas planetários.
Os pesquisadores publicaram os seus resultados na revista mensal da Universidade de Oxford da Sociedade Astronômica Real.
Estrelas com massa dezenas de vezes maior que a do Sol tem vidas muito curtas e dramáticas em comparação com as suas irmãs menos massivas. Algumas das estrelas mais massivas têm vidas de apenas alguns milhões de anos antes de esgotarem o seu combustível nuclear e explodirem como supernovas. No final das suas vidas estas estrelas tornam-se altamente instáveis e expelem uma quantidade considerável de material dos seus invólucros exteriores. Este material foi enriquecido pelas reações nucleares nas profundezas da estrela e inclui muitos dos elementos necessários para formar planetas rochosos como a nossa Terra, como por exemplo o silício e magnésio, que são também a base para a vida. Como este material é ejetado e como isto afeta a evolução da estrela, no entanto, ainda é um mistério.
Usando o VST (Very Large Telescope Survey Telescope) do Observatório Paranal do ESO no Chile, uma equipe internacional de astrônomos tem analisado a nossa Via Láctea usando um filtro especial para detectar nebulosas de hidrogênio ionizado. O estudo VPHAS (VST Photometric H-Alpha Survey) tem procurado na nossa Galáxia material expelido por estrelas evoluídas e quando a equipe observou o super-aglomerado estelar Westerlund 1, fizeram uma descoberta notável.
Westerlund 1 é o aglomerado mais massivo de estrelas na nossa Galáxia, o lar de várias centenas de milhares de estrelas, e é o análogo mais próximo de alguns dos verdadeiramente grandes aglomerados estelares vistos em galáxias distantes. O aglomerado está a cerca de 16.000 anos-luz da Terra na direção da constelação sul de Ara ou Altar, mas a nossa vista do enxame é prejudicada por gás e poeira que faz com que pareça comparativamente tênue no visível.
Quando os astrônomos estudaram as imagens de Westerlund 1, avistaram algo verdadeiramente único. Em torno de uma das estrelas, conhecida como W26, viram uma enorme nuvem de hidrogênio gasoso e brilhante, vista em verde na imagem. Estas nuvens brilhantes são ionizadas, o que significa que os elétrons foram arrancados dos átomos de hidrogênio gasoso.
Nuvens deste tipo são raramente encontradas em torno de estrelas massivas e são ainda mais raras em torno de estrelas supergigantes vermelhas como W26 - esta é a primeira nebulosa ionizada já descoberta em torno de uma estrela deste gênero. A própria W26 seria demasiado fria para fazer o gás brilhar; os astrônomos especulam que a fonte da radiação ionizante pode ser ou as estrelas azuis e quentes do aglomerado, ou possivelmente uma companheira de W26 mais tênue mas muito mais quente. O fato de a nebulosa ser ionizada torna-a muito mais fácil de estudar no futuro do que se não fosse ionizada.
Ao investigar a estrela W26 em mais detalhe, os cientistas perceberam que a estrela é provavelmente a maior estrela já descoberta, com um raio 1500 vezes maior que o do Sol e é também uma das supergigantes vermelhas mais luminosas conhecidas. Acredita-se que estas gigantescas e luminosas estrelas sejam altamente evoluídas, o que sugere que W26 está chegando ao final da sua vida e, eventualmente, explodirá como uma supernova.
A nebulosa observada em torno de W26 é muito semelhante com a nebulosa em redor de SN 1987A, o resto de uma estrela que explodiu como supernova em 1987. SN1987A foi a supernova observada mais próxima da Terra desde 1604 e, como tal, deu aos astrônomos a oportunidade de melhor estudar as propriedades dessas explosões. O estudo de objetos como esta nebulosa em torno de W26 vai ajudar os astrônomos a compreender os processos de perda de massa em torno destas estrelas massivas, que acabam por levar à sua morte explosiva.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

NASA DIVULGA IMAGEM DO 'COMETA DO SÉCULO' E ALERTA PARA DESINTEGRAÇÃO


O cometa Ison poderá brilhar tão intenso quanto a Lua Cheia quando passar no ponto mais próximo ao Sol. Foto: NASA, ESA, Hubble Heritage Team / Divulgação
As agências espaciais europeia (ESA, na sigla em inglês) e americana (Nasa) divulgaram na segunda-feira uma imagem registrada em 9 de outubro pelo telescópio espacial Hubble mostrando o cometa Ison - apelidado, devido ao seu brilho, de "cometa do século".
Na imagem, o núcleo sólido do cometa é muito pequeno, mas íntegro. Se tivesse se partido - uma possibilidade considerada pelos astrônomos, uma vez que o Sol esquenta lentamente o cometa durante sua aproximação e poderia até destruí-lo -, o telescópio teria provavelmente identificado evidência de múltiplos fragmentos.
O cometa Ison (chamado de C/2012 S1 por cientistas) atingirá seu brilho máximo para quem o olha da Terra no final de novembro, quando o objeto celestial passa pelo Sol. Quanto mais brilhante fica, mais visível é para o observador humano - e maiores ficam as chances de se poder ver o cometa a olho nu antes de ele desaparecer dos céus do nosso planeta, por volta de dezembro, quando será registrada sua aproximação mais próxima.
Dependendo do destino do cometa ao passar perto do Sol, o cometa Ison poderia se tornar um espetáculo nos céus ou, pelo contrário, uma decepção. De acordo com a Agência Espacial Europeia, o corpo celeste poderia se desintegrar completamente. Qualquer que seja seu destino, o cometa será observado com muito intersse por missões da Nasa, da ESA e de outros observatórios, dedicados a estudar esse visitante gelado pelos próximos meses.
Descoberto em setembro de 2012 por dois astrônomos russos, o Ison foi chamado de "cometa do século" após algumas previsões que indicavam que ele poderia aparecer tão grande como a Lua Cheia para quem vê da superfície da Terra. Contudo, isso depende de sua passagem pelo Sol.
Descoberta​ 
O Ison foi descoberto pelos astrônomos russos Vitali Nevski e Artyom Novichonok em setembro de 2012. O nome dado foi o da instituição na qual os dois trabalham, a International Scientific Optical Network.
No dia 28 de novembro, ele deve chegar a uma distância não muito maior do que um milhão de quilômetros da superfície da estrela.
Se o cometa sobreviver a esta passagem, deve se afastar do Sol ainda mais brilhante do que antes e poderá iluminar os céus da Terra em janeiro de 2014.
No entanto, cometas são imprevisíveis, e o Ison poderá se desintegrar durante a passagem nas proximidades do Sol.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

TELESCÓPIO ESTUDA MISTÉRIOS DE JATOS EMITIDOS POR BURACOS NEGROS GIGANTES



Observações revelaram pela primeira vez uma estrutura em espiral e uma inesperada corrente de material se deslocando para o exterior nas regiões centrais da galáxia ativa próxima NGC 1433. Foto: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/NASA/ESA/F. Combes / Divulgação
Duas equipes internacionais de astrônomos usaram o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (Alma) para estudar os jatos emitidos por enormes buracos negros situados no centro das galáxias e observar como é que eles afetam o seu meio.
As equipes obtiveram a melhor imagem até hoje do gás molecular em torno de um buraco negro calmo próximo, divulgada nesta quarta-feira pelo Observatório Europeu do Sul (ESO). Inesperadamente, os astrônomos também viram de relance a base de um jato poderoso próximo de um buraco negro distante.
Existem buracos negros de massa extremamente elevada - que vão até vários bilhões de vezes a massa solar - no coração de quase todas as galáxias do Universo, incluindo a nossa própria galáxia, a Via Láctea. Em um passado distante, esses objetos estranhos encontravam-se muito ativos, engolindo enormes quantidades de matéria do seu meio circundante, brilhando intensamente e expelindo pequenas frações dessa matéria sob a forma de jatos extremamente poderosos. No Universo atual, a maioria dos buracos negros de elevada massa encontra-se muito menos ativos do que na sua juventude, mas a interação entre os jatos e o meio circundante ainda afeta a evolução das galáxias.
Dois novos estudos, ambos publicados hoje na revista especializada Astronomy & Astrophysics, fizeram uso do Alma para investigar jatos de buracos negros a escalas muito diferentes. Um dos estudos investigou um buraco negro próximo e relativamente calmo situado na galáxia NGC 1433, enquanto o outro observou um objeto muito distante e ativo chamado PKS 1830-211.
“O Alma revelou uma estrutura em espiral surpreendente no gás molecular próximo do centro da NGC 1433”, diz Françoise Combes (Observatoire de Paris, França), autora principal do primeiro artigo científico. “Isso explica como é que o material flui para o interior, alimentando o buraco negro. Com as novas observações muito nítidas do Alma descobrimos um jato de matéria sendo emitido pelo buraco negro e que se estende ao longo de apenas 150 anos-luz. Esta é a menor corrente molecular fluindo para o exterior já observada numa outra galáxia.”
A Cosmic Searchlight
A descoberta desta corrente de matéria, que está sendo arrastada com o jato emitido pelo buraco negro central, mostra como é que tais jatos podem fazer parar a formação estelar e regular o crescimento dos bojos centrais das galáxias.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

ASTRÔNOMOS DESCOBREM PLANETA SOLITÁRIO SEM ESTRELA


Ilustração artística mostra como seria o PSO J318.5-22. Foto: MPIA/V Ch. Quetz / Divulgação
Astrônomos anunciaram na quarta-feira a descoberta de um planeta solitário fora do sistema solar, flutuando sozinho no espaço e sem girar na órbita de uma estrela. Chamado PSO J318.5-22, o planeta está apenas a 80 anos-luz da Terra e tem seis vezes a massa de Júpiter. Formado há 12 milhões de anos, ele é considerado novo entre os seus pares.
"Nunca tínhamos visto um objeto a flutuar livremente no espaço com esse aspecto. Tem todas as características dos jovens planetas descobertos ao redor de outras estrelas, mas vagueia completamente só", disse o chefe da equipe de pesquisadores, Michael Liu, do Instituto de Astronomia da Universidade do Hawai, em Manoa. "Questionei-me muitas vezes se esses objetos solitários existiriam e agora sabemos que sim", acrescentou.
Os pesquisadores, cujo trabalho foi publicado no Astrophysical Journal Letters, acreditam que o novo planeta tenha uma massa mais leve que a dos demais corpos que flutuam livremente.
Durante a última década, os cientistas descobriram cerca de mil planetas extrassolares, mas apenas meia dúzia foi observada diretamente, já que muitos giram em torno de jovens estrelas, a menos de 200 milhões de anos e emitem muita luz.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

CHANDRA DA NASA FLAGRA GIGANTE BURACO NEGRO DE NOSSA GALÁXIA REJEITANDO COMIDA


Sagitário A *: Chandra da NASA trava gigante buraco negro da nossa galáxia Rejeitando comida
Imagens compostas de raios-X Near IR Mid-IR
Novos resultados do Chandra ajudar a explicar por que o gás perto do buraco negro supermassivo da Via Láctea é tão fraco em raios-X.
Menos de 1% do material no aperto gravitacional do buraco negro parece realmente atingir o horizonte de eventos.
Para obter esses resultados, Chandra realizado uma de suas maiores campanhas observando sempre - o equivalente a mais de cinco semanas de observação do tempo.
O centro da Via Láctea, com o buraco negro supermassivo Sagitário A * (Sgr A *), localizado no meio, é revelada nestas imagens. Conforme descrito em nossa nota de imprensa , os astrônomos usaram o Chandra da NASA X-ray Observatory para dar um grande passo para entender por que o gás em torno de Sgr A * é extremamente fraco em raios-X .
A grande imagem contém raios-X do Chandra em azul e emissão de infravermelho do Telescópio Espacial Hubble em vermelho e amarelo. A inserção mostra um close-up vista de Sgr A * apenas em raios-X, cobrindo uma região de meio ano-luzlargura. A emissão difusa de raios-X é de gás quente capturada pelo buraco negro e sendo puxados para dentro. Este gás quente origina ventos produzidos por uma distribuição em forma de disco de jovens estrelas massivas observadas em observações no infravermelho (mouse sobre a imagem para a distribuição dessas estrelas massivas).
Essas novas descobertas são o resultado de uma das maiores campanhas de observação já realizadas pelo Chandra. Durante 2012, Chandra coletadas cerca de cinco semanas de observações para capturar imagens de raios-X sem precedentes e assinaturas de energia de vários milhões de graus de gás girando em torno de Sgr A *, um buraco negro com cerca de 4 milhões de vezes a massa do sol. Com apenas 26 mil anos-luz da Terra, Sgr A * é um dos poucos buracos negros no universo onde nós podemos realmente testemunhar o fluxo de matéria nas proximidades.
Doente
Ilustração de Sagitário A *
Os autores inferir que menos de 1% do material inicialmente dentro influência gravitacional do buraco negro atinge o horizonte de eventos, ou o ponto de não retorno, porque muito do que é ejetado. Consequentemente, a emissão de raios-X a partir de material perto Sgr A * é extremamente fraco, como a da maioria dos gigantes buracos negros em galáxias no Universo próximo.
O material capturado precisa perder calor e momentum angular, antes de ser capaz de mergulhar no buraco negro. A ejeção de matéria permite que essa perda ocorra.
Este trabalho deve afetar os esforços usando radiotelescópios para observar e compreender a "sombra" cast pelo horizonte de eventos de Sgr A * no contexto da envolvente, brilhando assunto. Também será útil para a compreensão do impacto que orbitam estrelas e nuvens de gás pode fazer com a matéria e que flui para longe do buraco negro.
O documento está disponível on-line e é publicada na revista Science. O primeiro autor é Q.Daniel Wang da Universidade de Massachusetts em Amherst, MA, os co-autores são Michael Nowak, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Cambridge, MA; Sera Markoff da Universidade de Amsterdã, na Holanda, Fred Baganoff de MIT; Sergei Nayakshin da Universidade de Leicester, no Reino Unido; Feng Yuan Observatório Astronômico de Xangai na China, Jorge Cuadra da Pontifícia Universidade de Católica de Chile, no Chile, John Davis, do MIT; Jason Dexter da Universidade da Califórnia, em Berkeley, CA; Andrew Fabian da Universidade de Cambridge, no Reino Unido; Nicolas Grosso pela Université de Strasbourg, na França; Daryl Haggard da Universidade de Northwestern, em Evanston, IL; John Houck do MIT; Li Ji do Observatório da Montanha Púrpura, em Nanjing, na China, Li Zhiyuan da Universidade de Nanjing, em China; Joseph Neilsen da Universidade de Boston, em Boston, MA; Delphine Porquet pela Université de Strasbourg, na França; Frank Ripple da Universidade de Massachusetts em Amherst, MA e Roman Shcherbakov da Universidade de Maryland, em College Park, MD.
Fatos de Sagitário A *:
Crédito  
X-ray: NASA / UMass / D.Wang et al, IR:. NASA / STScI
Lançamento  
29 de agosto de 2013
Escala  
Wide-field: 1 arcmin todo (cerca de 7,5 anos-luz), Close-up: cerca de 4 segundos de arco (cerca de 0,5 ano-luz)
Categoria  
Buracos Negros , Via Láctea
Coordenadas (J2000)  
RA 17h 45m 40s | dezembro -29 ° 00 '28.00 "
Constelação  
Sagitário
Data de Observação
38 pointings entre 06 de fevereiro e 29 de outubro, 2012
Tempo de observação
833 horas 20 min (34 dias 17 horas 20 minutos)
Obs.
ID 13838-13857, 14392-94, 14413, 14414, 14427, 14432, 14438, 14439, 14460-14466, 14468, 15568, 15570
Instrumento  
ACIS
Também conhecido como  
Galactic Centro
Referências  
Wang, QD et al, 2013, a Science (no prelo);. arXiv: 1307,5845
Código de Cores  
Close-up: Raio X (azul), a imagem do Largo-campo: Raio X (azul), IR (vermelho e amarelo)
IRRadiografia
Estimar a distância  
Cerca de 26.000 anos-luz



segunda-feira, 4 de novembro de 2013

DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA NA ATMOSFERA DE JÚPITER



Lançado 23/04/2013 10:00
Direitos de autor mapa Água: ESA / Herschel / T. Cavalié et al; Júpiter imagem:. NASA / ESA / Reta Beebe (New Mexico State University)
Distribuição de água na estratosfera de Júpiter medida com observatório espacial Herschel da ESA com o instrumento PACS em 66,4 microns. Os dados foram sobrepostos sobre uma imagem de Júpiter tomado em comprimentos de onda visíveis com o Telescópio Espacial Hubble da NASA / ESA.
A clara assimetria é mostrado na distribuição de água, com mais abundante no hemisfério sul (branco / ciano) e muito menos detectado no hemisfério norte (tons de azul mais escuro).
Um novo estudo usando Herschel finalmente liga água atmosfera superior de Júpiter ao impacto do cometa Shoemaker-Levy 9 em 1994, durante o qual 21 fragmentos do cometa atingiu o planeta em latitudes meridionais intermediários.

domingo, 3 de novembro de 2013

LINDA IMAGEM DE MARTE OBSERVADA POR TELESCÓPIO HUBBLE



Linda imagem com detalhes da atmosfera e as caltas polares de Marte observadas pelo Hubble no ano  de 2007 quando o planeta vermelho estava em aproximação da Terra.
O clima desse planeta é o mais parecido com a Terra. No verão de Marte que a temperatura chega perto de 20o e no inverno pode chegar a -140o C. Mesmo usando um telescópio médio é possível observar em Marte a presença de calotas polares formadas de gelo seco (gás carbônico congelado). Além disso, desde o século passado os astrônomos já haviam observado a presença de estações do ano no planeta. Acredita-se que em Marte exista água congelada próximo dos pólos e abaixo da superfície. Na década de 70, duas sondas (Viking I e Viking II) desceram em Marte com o objetivo de procurar vida na forma de bactérias, fungos ou algo parecido, mas nada que pudesse comprovar a existência desses organismos foi encontrado. Missões complementares à Marte deram prosseguimento até 1996 com a Mars Global Surveyor (MGS) para um mapeamento mais preciso da superfície marciana a ser completado pela sonda até 31 de janeiro de 2000. A MGS faz parte de um programa de dez anos de duração da exploração de Marte. O início da exploração com sondas começou em 1960 com vários fracassos e somente a Mariner 4  em 1965 consegue enviar as 21 primeiras imagens de Marte. 
O Telescópio Espacial Hubble da NASA / ESA tomou esta close-up do planeta Marte vermelho quando ele tinha apenas 88.000 mil quilômetros de distância. Esta imagem a cores foi montado a partir de uma série de exposições tomadas dentro de 36 horas da maior aproximação de Marte com a Wide Field do Hubble e Planetary Camera 2. Marte estará mais próximo da Terra em 18 de dezembro, às 11:45 Hora Universal.
Crédito:
NASA, ESA, o Hubble Heritage Team (STScI / AURA), J. Bell (Universidade de Cornell) e M. Wolff (Instituto de Ciência Espacial em Boulder)

sábado, 2 de novembro de 2013

FÁBRICA DE ESTRELAS NO UNIVERSO PRIMITIVO DESAFIA TEORIA DA EVOLUÇÃO GALÁTICA


Observatório espacial Herschel da ESA, descobriu uma galáxia muito distante tornando estrelas mais de 2000 vezes mais rápido do que a nossa própria Via Láctea. Visto em um momento em que o Universo tinha menos de um bilhão de anos de idade, sua mera existência desafia as teorias da evolução galatica.
A galáxia, conhecida como HFLS3, aparece como pouco mais que um leve mancha vermelha em imagens da Pesquisa Extragalática Multi-camadas Herschel (HerMES). No entanto, as aparências enganam: esta pequena mancha é na verdade uma fábrica de construção de estrelas, furiosamente transformando gás e poeira em novas estrelas.
Nossa própria, a Via Láctea faz estrelas a uma taxa equivalente a uma massa solar por ano, mas HFLS3 é visto estar produzindo novas estrelas em mais de duas mil vezes mais rápido. Esta é uma das maiores taxas de formação de estrelas jamais visto em qualquer galáxia.
A distância extrema para HFLS3 significa que sua luz viajou por quase 13.000 milhões anos através do espaço antes de chegar a nós. Por isso, vê-lo como ele existia no universo infantil, a apenas 880 milhões anos após o Big Bang ou a 6,5% da idade atual do Universo.
Mesmo naquela tenra idade, HFLS3 já estava perto da massa da Via Láctea, com cerca de 140 bilhões de vezes a massa do Sol na forma de estrelas e material de formação de estrelas. Depois de mais 13.000.000.000 anos, deveria ter crescido a ser tão grande como as galáxias mais maciças conhecidas no Universo local.
Isso faz com que seja o objeto de um enigma. De acordo com as atuais teorias da evolução de galáxias, galáxias mais massivas que HFLS3 não devem estar presente, logo após o Big Bang.
As primeiras galáxias dessa forma são esperados para ser relativamente pequenas e leves, contendo apenas alguns bilhões de vezes a massa do nosso sol. Eles formam suas primeiras estrelas a taxas de algumas vezes que experimentaram pela Via Láctea hoje.
As pequenas galáxias, em seguida, crescem, alimentando o gás frio a partir do espaço intergaláctico e pela fusão com outras galáxias pequenas. Assim, encontrar a idade em que as primeiras galáxias massivas apareceram pode restringir as teorias de evolução das galáxia. Mas isso não é fácil.
"Olhando para os primeiros exemplos destas enormes fábricas de estrelas é como procurar uma agulha num palheiro, o conjunto de dados do Herschel é extremamente rica", diz Dominik Riechers de Cornell University, que liderou a investigação.
Dezenas de milhares de galáxias maciças, de formação estelar foi detectada pelo Herschel como parte de Hermes e peneirar-los a encontrar ainda os mais interessantes é um desafio.
"Esta galáxia em particular tem a nossa atenção porque era brilhante, e ainda muito vermelho em comparação com outros como ele", diz o co-investigador Dave Clements, do Imperial College London.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

OBSERVADO ENORME RESERVATORIO DE GAS FRIO NA CONSTELAÇÃO CRUZEIRO DO SUL


Copyright ESA eo consórcio SPIRE, painel direito:: Painel esquerdo ESA eo PACS consórcio
Imagens `de cinco cores de infravermelho de um reservatório de gás frio na constelação do Cruzeiro do Sul. A região está localizada a cerca de 60 ° a partir do centro galáctico, milhares de anos-luz da Terra. As imagens cobrem uma área de 2 ° x2 ° no céu.
As imagens captadas em 3 de estrutura revelação de setembro, em material frio em nossa galáxia, como nunca vimos antes. Mesmo antes de uma análise detalhada, os cientistas têm recolhido informação sobre a quantidade de material, a sua massa, a temperatura, composição e se ele está em colapso para formar novas estrelas.
Isso, uma área escuro e fresco, como isso seria movimentado com a atividade, foi inesperado. Mas as imagens revelam uma surpreendente quantidade de turbulência: o material interestelar se condensa em filamentos contínuos e interconectados brilhando com a luz emitida por estrelas recém-nascidos em vários estágios de desenvolvimento. O nosso é um Galaxy incansável constantemente forjar novas gerações de estrelas.
As estrelas formam em ambientes frios densas, e nestas imagens é fácil localizar os filamentos deformação que seria muito difícil de isolar numa única imagem de comprimento de onda.
Tradicionalmente, em uma região populosa como esta, situada no plano da nossa galáxia e que contém muitas nuvens moleculares ao longo da linha de visão, os astrônomos tiveram dificuldade em resolver detalhes. Mas sofisticados instrumentos infravermelhos do Herschel teve pouco trabalho com a tarefa, ao ver através da poeira que é opaco à luz visível, e vendo o brilho do próprio pó. Estas observações não são possíveis a partir do solo.
O resultado é uma visão de uma incrível rede de estruturas filamentosas, e as características que indicam uma cadeia de eventos de formação estelar quase simultâneos, brilhantes como colares de pérolas no fundo da nossa Galáxia.
Os cinco comprimentos de onda infravermelhos originais foram codificados por cores para permitir que os cientistas para diferenciar o material extremamente frio (vermelho) do material quente circundante (azul).
PINÁCULO (esquerda) e PACS imagens (direita) foram construídos por codificação de cores diferentes comprimentos de onda de observação e criação de imagens em cor falsa compostos. Na imagem SPIRE azul denota 250 microns, verde 350 mícrons, e emissão vermelho de 500 microns, enquanto na imagem PACS cyan denota 70 microns e vermelho 160 emissões microns.