sábado, 10 de dezembro de 2011

SONDA VOYAGER 1 ATINGE O LIMITE DO SISTEMA SOLAR



A sonda espacial Voyager 1, construção humana que se encontra mais afastada da Terra neste
 momento, entrou na fronteira de nosso Sistema Solar e pode chegar ao desconhecido espaço interestelar em 
questão de meses, informou nesta segunda-feira a Nasa (agência espacial americana). 
Os cientistas esperam conhecer novos dados emitidos da Voyager 1 para confirmar o momento no qual a sonda, lançada em 1977, sairá da heliosfera, região aonde chegam as partículas energéticas emitidas pelo Sol e que protege os planetas das radiações do espaço exterior. 
A Voyager já percorreu quase 18 bilhões de quilômetros e, segundo o comunicado da Nasa, poderia superar a barreira da heliosfera e a influência de seu campo magnético em "alguns poucos meses ou anos". 
"Descobrimos que o vento solar é lento nesta região e sopra de forma errática. Pela primeira vez, até se movimenta para trás. Estamos viajando por um território completamente novo", disse Rob Decker, um dos responsáveis dos instrumentos de medição da sonda. 
"Não deveríamos esperar muito para investigar como de verdade é o espaço entre as estrelas", indicou Ed Stone, cientista do projeto Voyager no Instituto Tecnológico de Pasadena (estado da Califórnia, EUA). 
Os dados que indicam sua situação provêm dos sensores da sonda, que detectaram um aumento da intensidade do campo magnético, já que se encontra à beira da heliosfera, onde as radiações do espaço interestelar comprimem os limites da zona de influência do sol. 
A Voyager 1, que também transporta uma mensagem sobre o homem e sua situação no universo, mede as radiações para determinar sua passagem pelas fronteiras do Sistema Solar. 
Desde meados de 2010, a sonda detectou uma redução das partículas energéticas emitidas do Sol, que agora são duas vezes menos abundantes que nos cinco anos anteriores, enquanto detectou um fluxo 100 vezes maior de elétrons do espaço interestelar. 

Fonte: Terra

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A HCI ESTRELA 59260 (imagem não corrigida)


Esta imagem foi obtida pelo sistema MACAU-VLTI primeiro no 8.2-m telescópio VLT KUEYEN no infravermelho banda K (comprimento de onda 2,2 mm). Ele exibe imagens da HIC estrela 59206 (magnitude visual 10) obtido antes da óptica adaptativa do sistema foi ligado. Sem a óptica adaptativa, é difícil distinguir o sistema binário na imagem. O binário é separado por 0,120 segundos de arco ea imagem foi tomada sob condições médium vidente (0,75 segundos de arco) vendo. Para a imagem depois da óptica adaptativa foi ligado, veja a imagem "A HIC estrela 59206 (AO corrigido imagem)", onde a diferença é muito perceptível.
Crédito:
ESO

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A EVOLUÇÃO DA SN 1987A


H-alpha imagem capturada pela NTT, em La Silla Observatory, em 01 de dezembro de 1991, quase cinco anos após a explosão. A imagem mostra claramente uma nebulosa oval interior, bem como filamentos exterior. Durante os meses seguintes a explosão SN 1987A chegou a uma magnitude máxima notável 3, e durante os anos seguintes, mostrados vários fenômenos interessantes que nunca havia sido observada antes. SN 1987A está localizada no Sudoeste da Nebulosa da Tarântula, uma região de formação de grandes estrelas na Grande Nuvem de Magalhães. Esta supernova é um dos objetos mais estudados na astronomia moderna e os telescópios do ESO têm desempenhado um papel importante nesta campanha.
Mais informações no ESO Mensageiro 66, p34-35:

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A ANÃ MARROM CFBDSIR 1458 10


Esta imagem do binário anã marrom CFBDSIR 1458 10 foi obtido usando a Laser Guide Star (LGS) Adaptive Optics sistema na II Keck Telescope no Havaí. Óptica adaptativa cancela grande parte da interferência da atmosfera terrestre, melhorando a nitidez da imagem por um fator de dez e permitindo o binário separação muito pequeno para ser resolvido. Este é o melhor par de anãs marrons encontradas até agora, a mais fria e menos brilhante dos dois componentes é um candidato para a anã marrom com a temperatura mais baixa já encontrados. Esta imagem colorida foi criada a partir de imagens captadas por meio de quatro filtros diferentes em comprimentos de onda do infravermelho próximo.
Crédito:
Michael Liu, da Universidade de Hawaii

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

EXPLOSÕES GÊMEAS EM CRISP POTATO GIGANT DUST


À beira-on bela galáxia espiral NGC 3190, com os braços enrolada e uma forma distorcida que torna se assemelham a uma gigantesca batata crisp, conforme visto pelo Very Large Telescope do ESO. Supernova SN 2002bo é encontrada em entre o 'V' das faixas de poeira na parte sul-ocidental da NGC 3190. SN 2002cv é obscurecida por uma grande quantidade de poeira e, portanto, não é visível. Sua posição é no entanto indicado na imagem acima. Esta composição colorida se baseia em imagens obtidas em 26 de março de 2003 com FORS1 em UT2 (Kueyen) em quatro filtros (B, V, R e I) para um tempo total de exposição de 14 minutos.As observações foram feitas no âmbito de um programa com o objetivo de estudar a física de supernovas do tipo Ia. O campo de visão é 6,15 x 5 minutos de arco. Norte é para cima e para leste é para a esquerda. A extração de dados do arquivo de redução de dados e processamento de cor final da imagem foi feita por Henri Boffin (ESO).
Crédito:
ESO

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

ESTUDO MOSTRA COMO ESTRELA INDUZ OUTRA Á MORTE E CRIA BURACO NEGRO

Pesquisadores espanhóis descobriram como uma estrela induz outra à morte, em uma espécie de "assassinato estelar", que ocorre em pouco mais de meia hora e origina um buraco negro com uma massa maior que a do Sol e com diâmetro de 20 quilômetros.
A descoberta é fruto de uma pesquisa liderada por Christina Thöne e Antonio Ugarte Postigo, do Instituto de Astrofísica da Andaluzia, em colaboração com Miguel Ángel Aloy e Petar Mimica, da Universidade de Valência, e foi divulgada pela revista "Nature".
O inovador estudo traz uma explicação plausível ao enigma conhecido como "Erupção do Natal", uma erupção de raios gama (GRB, na sigla em inglês) de mais de meia hora de duração, que ocorreu no dia 25 de dezembro de 2010.
Esta "Erupção do Natal", ou GRB101225A segundo sua identificação científica, é o resultado de uma estrela de nêutrons se fundindo com o núcleo de hélio de uma estrela gigante e antiga, a uma distância de 5,5 bilhões de anos-luz da terra.
Este exótico sistema binário passou por uma fase em que a estrela de nêutrons penetrou na atmosfera da estrela companheira gigante e, ao alcançar seu núcleo, se fundiu com ele, sendo o resultado uma gigantesca explosão, inicialmente invisível da terra. O fenômeno possivelmente também origina um novo buraco negro.
A tremenda quantidade de energia liberada pela explosão foi canalizada longe do centro da estrela a velocidades próximas às da luz. Aloy explicou à agência de notícias "Efe" que antes se pensava que a maioria das GRB se associava às estrelas maiores que o Sol, que acabam produzindo supernovas.
No entanto, a "Erupção do Natal", segundo Aloy, é uma GRB "rara", com propriedades distintas das que se conheciam até agora, podendo considerar o fato como uma evidência de que existe uma nova forma de se produzir buracos negros estelares.
"Uma estrela em massa morre formando uma supernova, enquanto esta foi induzida à morte por sua companheira, que chega ao núcleo da estrela, onde se induz uma explosão supernova incomum (de fato passaria despercebido se não fosse pela detecção da GRB) e um objeto muito compacto, possivelmente um buraco negro", indicou.
Aloy assinalou que são frequentes os casais de estrelas (sistemas binários). "Mas nunca tinha visto quase que ao vivo este assassinato estelar". A propriedade mais incomum desta GRB é que ela contém uma "contribuição térmica extraordinariamente potente", segundo Aloy.
As erupções de raios gama são flashes de radiação ultraintensos, que podem chegar à Terra de qualquer direção do espaço. São fenômenos tão potentes e energéticos que apenas um deles pode ser tão luminoso como todas as estrelas visíveis simultaneamente no céu, embora ocorra somente em poucos segundos.
"A classificação das GRB pode ter que ser revisada à luz destas recentes observações, já que as estrelas parecem ter encontrado novas formas de morrer", concluíram.

domingo, 4 de dezembro de 2011

VST IMAGEM DO GIGANTE AGLOMERADO GLOBULAR OMEGA CENTAURI


A imagem liberada segunda VST pode ser o melhor retrato do aglomerado estelar globular Omega Centauri já feito. Omega Centauri, na constelação de Centaurus (O Centauro), é o maior aglomerado globular no céu, mas o próprio campo de visão amplo de VST e seus OmegaCAM poderosa câmera pode abranger até mesmo os tênues regiões exteriores deste objeto espetacular.Esta visão inclui cerca de 300 000 estrelas. Os dados foram processados ​​usando o sistema VST-Tube desenvolvido por A. Grado e colaboradores do Observatório INAF-Capodimonte.
Crédito:
ESO / INAF-VST / OmegaCAM. Aviso: Grado A. / INAF-Capodimonte Observatório

sábado, 3 de dezembro de 2011

ASTRONOMOS DESCOBREM GALÁXIAS TOTALMENTE VERMELHAS

Astrônomos descobrem galáxias totalmente vermelhas
Os cientistas ainda não sabem explicar porque as quatro galáxias, que parecem estar fisicamente associadas, são tão vermelhas. [Imagem: David A. Aguilar (CfA)]

Vermelhidão galáctica
Astrônomos descobriram uma "família" de quatro galáxias absolutamente vermelhas.
Eles ainda não sabem explicar a razão dessa "vermelhidão".
Nós tivemos que levar nossos modelos ao extremo para explicar nossas observações," afirmou Jiasheng Huang, coordenador da equipe que utilizou o Telescópio Espacial Spitzer para fazer a descoberta.
O Spitzer encontrou as galáxias vermelhas onde o Hubble havia visto apenas poeira porque ele observa o Universo na faixa do infravermelho - as galáxias super-vermelhas são 60 vezes mais brilhantes no infravermelho do que na cor mais vermelha que o Hubble consegue detectar.
As quatro galáxias formam um grupo e parecem estar fisicamente inter-relacionadas. Devido à sua enorme distância, nós as vemos como elas eram poucos bilhões de anos após o Big Bang, ou seja, quando elas ainda eram muito jovens.
Galáxias vermelhas
As galáxias podem ser vermelhas por várias razões.
Uma das possibilidades é que uma galáxia contenha muitas estrelas velhas, que são avermelhadas, mas este não parece ser o caso.
Ou elas podem ser muitíssimo "empoeiradas" - ricas em poeira interestelar.
Uma terceira possibilidade é que uma galáxia seja vermelha porque está muito distante de nós, quando então a expansão do Universo estica o comprimento de onda de sua luz, que tende para o lado vermelho do espectro.
Os cientistas acreditam que, com base nos dados dessa primeira descoberta, poderão agora encontrar outras galáxias super-vermelhas, uma vez que já sabem onde e como encontrá-las.
Nesse meio-tempo, eles pretendem levantar hipóteses para tentar explicar essa vermelhidão galáctica.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

CIENTISTAS CRIAM MÉTODO PARA DIZER SE EXOPLANETA PODE ABRIGAR VIDA


Um grupo de pesquisadores internacional divulgou nesta segunda-feira (21)
 o primeiro método de análise de exoplanetas para dizer se eles podem ou não abrigar vida.
 Detalhes do estudo serão conhecidos na edição de dezembro da revista científica "Astrobiology
" (astrobiologia, em inglês). 

Ilustração de um exoplaneta com luzes artificiais Foto: David A. Aguilar (CfA)
Com cientistas da agência espacial norte-americana (Nasa), do Centro Espacial alemão e do projeto SETI - que busca por sinais de vida inteligente fora da Terra, o artigo defende que a procura deve se basear em duas questões: se as condições encontradas na Terra podem existir em outros planetas e se o ambiente nesses mundos pode abrigar formas de vida diferentes das terrestres. 

Para isso, eles criaram dois índices, que avaliam as condições de um exoplaneta para abrigar vida extraterrestre. O primeiro deles se chama Índice de Similaridade Terrestre (ESI, na sigla em inglês) e classifica mundos parecidos com o nosso. Já o outro é o Índice de Habitabilidade Planetária (PHI, na sigla em inglês), que avalia parâmetros químicos e físicos que poderiam dar origem a formas "menos" terrestres de vida em exoplanetas. 

Atualmente, o número de exoplanetas conhecidos está em 600. A missão espacial Kepler, da Nasa, encontrou 1,2 mil candidatos a exoplanetas em 2011 por meio de interferências na luz que vem de estrelas. Estes possíveis mundos fora do Sistema Solar ainda deverão ser confirmados. 

Como o número de exoplanetas revelados não para de crescer, o interesse dos astrônomos começa a se voltar mais para aqueles que possam reunir conduições parecidas com as da Terra: presença de atmosfera, água líquida na superfície e uma temperatura amena. 

Normalmente, mundos fora do Sistema Solar com essas condições encontram-se a distâncias convenientes em relação às estrelas que orbitam. Essa distância ideal é conhecida como região de "goldilocks". 

Mas os cientistas não querem se limitar a pesquisar apenas locais que tenham ambientes parecidos com o da Terra. Eles consideram que esta atitude seria uma "limitação" das possibilidades de estudos sobre exoplanetas e vida fora da Terra. 

Eles citam o exemplo de Titã, a maior das luas de Saturno, que possui lagos com hidrocarbonetos que poderiam abrigar formas diferentes de vida. Eles também não descartam as chances de vida em exoplanetas sem estrelas ao seu redor.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

CLUSTER DE ABEL 370


Esta é uma imagem da banda J (1,25 micron) do aglomerado de galáxias Abell 370 (A370; redshift z = 0,375), obtido em 'jitter' modo, mostrando o arco famoso gravitacional, logo abaixo do centro. As observações consistiram de 24 exposições de 2 minutos cada, feitas em posições telescópio gerados aleatoriamente dentro de uma região do céu de 30 x 30 segundos de arco. O céu exposições individuais foram subtraídos usando uma média de execução determinado a partir dos mesmos dados e então re-centrada e combinados. A escala é de 0,29 segundos de arco / pixel, o campo é de aproximadamente 5 x 5 arcmin com o Norte no topo e do leste para a esquerda. O vendo era menos ideal, cerca de 1,2 segundos de arco. AJ = 22 ponto fonte mag produz uma relação sinal-ruído de 4 dentro de uma abertura de diâmetro de 3 segundos de arco.
Crédito:
ESO