domingo, 17 de julho de 2011

DRAMATICAMENTE BACKLIT FAIXAS DE POEIRA EM NGC 7049




A NASA / ESA Telescópio Espacial Hubble capturou esta imagem de NGC 7049 na constelação de Indus, no céu do sul. Uma família de aglomerados globulares aparece como manchas brilhantes polvilhado em torno da auréola da galáxia. Astrônomos estuda os aglomerados globulares em NGC 7049 para saber mais sobre sua formação e evolução. As faixas de poeira, que aparecem como uma teia rendada, são dramaticamente iluminado por milhões de estrelas no halo de NGC 7049.
Crédito:
NASA, ESA e W. Harris (McMaster University, Ontário, Canadá)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O UNIVERSO TEM UM EIXO CENTRAL DE ROTAÇÃO?


O Universo tem um eixo central de rotação?
Nova pesquisa sugere que o formato do Big Bang pode ser mais complicado do que se pensa. Como há mais galáxias espirais girando em um sentido do que em outro, pode ser que o Universo tenha um eixo central de rotação.[Imagem: NASA, ESA]




Simetria do Universo
Pesquisadores estão levantando dúvidas sobre a pressuposta simetria do Universo.
Seus cálculos parecem sugerir que, no seu início, nosso Universo girava sobre um eixo central. E que esse movimento de rotação influenciou a formação das galáxias.
Os físicos e astrônomos há muito tempo acreditam que o Universo tem uma simetria de espelho, como uma bola de basquete.
A imagem espelhada de uma galáxia girando no sentido horário teria, obviamente, o sentido anti-horário de rotação.
Mas se os astrônomos encontrarem um número maior de galáxias girando num sentido do que em outro, isto seria uma evidência de uma quebra de simetria, ou, no jargão da física, uma violação de paridade em escala cósmica.
Sentido de rotação das galáxias
Para aferir isso, Michael Longo e uma equipe da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, catalogaram o sentido de rotação de dezenas de milhares de galáxias espirais fotografadas pelo projeto Sloan Digital Sky Survey, que faz a catalogação de galáxias e que recentemente divulgou a maior imagem já feita do Universo.
E o grupo do Dr. Longo descobriu exatamente isso, que as galáxias têm uma "preferência" para girar em uma direção.
O Universo tem um eixo central de rotação?
Se todas as galáxias realmente girarem no mesmo sentido, para um observador no hemisfério norte da Terra elas parecerão girar em um sentido, e no sentido oposto para um observador no hemisfério sul. [Imagem: Michael Longo]
Eles descobriram um excesso de galáxias com rotação anti-horária na parte do céu em direção ao pólo norte da Via Láctea.
O efeito se estende por mais de 600 milhões de anos-luz de distância.
"O excesso é pequeno, cerca de 7 por cento, mas a chance de que ele possa ser um acidente cósmico é algo como 1 em um 1.000.000", explica Longo. "Estes resultados são extremamente importantes porque parecem contradizer a noção quase universalmente aceita de que, em escalas suficientemente grandes, o universo é isotrópico, sem nenhuma direção especial."
Rotação do Universo
O trabalho fornece novos insights sobre a forma do Big Bang. Um Universo simétrico e isotrópico teria começado com uma explosão esfericamente simétrica, em forma de uma bola.
Se o Universo nasceu girando, por sua vez, afirma Longo, ele teria um eixo preferencial, e as galáxias teriam mantido esse movimento inicial.
Então, será que o nosso Universo ainda está girando, em um movimento de rotação universal?
"Pode ser", diz Longo. "Eu acho que este resultado sugere que é."
Como o telescópio do projeto Sloan está nos Estados Unidos, os dados que os pesquisadores analisaram vieram na maior parte do hemisfério norte do céu.
Um teste importante dos resultados será verificar se há um excesso de galáxias em espiral com sentido horário no hemisfério sul. Esta pesquisa já está em andamento.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

OBSERVATÓRIO DESAFIA FÍSICA PÓS-EISTEIN


 informações da ESA 
Observatório de raios gama desafia física pós-Einstein
O GRB 041219A ocorreu em 19 de dezembro de 2004 e foi imediatamente classificado no topo da lista dos GRBs em brilho.[Imagem: ESA/SPI Team/ECF]




O Telescópio de Raios Gama Integral, da Agência Espacial Europeia, revelou novos resultados que vão afetar drasticamente a busca pela chamada "física pós-Einstein".
Os dados do observatório espacial mostraram que qualquer "granulação" quântica do espaço deve ter uma escala muito menor do que se previa.
Granularidade do espaço
A Teoria Geral da Relatividade de Einstein descreve as propriedades da gravidade e assume que o espaço é um tecido suave e contínuo.
No entanto, a teoria quântica sugere que o espaço deve ser granulado quando visto em uma escala suficientemente pequena, como a areia em uma praia.
Uma das maiores ocupações dos físicos na atualidade está na tentativa de casar estes dois conceitos, criando uma única teoria da gravitação quântica.
Agora, o Integral colocou novos limites muito mais rigorosos para o tamanho desses "grãos" quânticos no espaço, mostrando que eles devem ser muito menores do que algumas ideias sobre a gravidade quântica vinham sugerindo.
Polarização da luz
Segundo os cálculos, os minúsculos grãos poderiam afetar a forma com que os raios gama viajam pelo espaço.
Os grãos devem "torcer" os raios de luz, mudando a direção na qual eles oscilam - uma propriedade chamada polarização.
Os raios gama de alta energia devem ser torcidos mais do que os raios gama de energias mais baixas, e a diferença na polarização pode ser usada para estimar o tamanho dos grânulos do espaço.
Observatório de raios gama desafia física pós-Einstein
As observações do Integral são cerca de 10.000 vezes mais precisas do que qualquer medição anterior e mostram que qualquer grão quântico deve estar na casa dos 10-48metro ou menor. [Imagem: ESA/Medialab]
Explosão de raios gama
Philippe Laurent e seus colegas usaram dados do instrumento IBIS, a bordo do observatório Integral, para procurar diferenças de polarização entre raios gama de alta e baixa energia, emitidos durante uma das mais poderosas explosões de raios gama (GRBs) já vistas.
As GRBs vêm de algumas das explosões mais energéticas conhecidas no Universo. Acredita-se que a maioria delas ocorra quando estrelas muito maciças, durante uma supernova, colapsam para formar estrelas de nêutrons ou buracos negros.
Esse colapso gera um gigantesco pulso de raios gama, com duração de poucos segundos até alguns minutos - mas, durante esse tempo, o pulso ofusca o brilho de galáxias inteiras.
O GRB 041219A ocorreu em 19 de dezembro de 2004 e foi imediatamente classificado no topo da lista dos GRBs em brilho. Ele foi tão brilhante que o Integral foi capaz de medir a polarização dos seus raios gama com precisão.
Tamanho dos grãos do espaço
Os cientistas então procuraram diferenças na polarização a diferentes energias, mas não encontraram nenhuma dentro dos limites de precisão dos dados.
Algumas teorias sugerem que a natureza quântica do espaço - sua "granularidade" - deve manifestar-se na chamada escala de Planck: a 10-35 metro. Para comparação, um milímetro, a menor divisão que se pode ver em uma régua escolar, equivale a 10-3 metro.
No entanto, as observações do Integral são cerca de 10.000 vezes mais precisas do que qualquer medição anterior e mostram que qualquer grão quântico deve estar na casa dos 10-48 metro ou menor.
"Este é um resultado muito importante em física fundamental e descarta algumas teorias das cordas e teorias da gravidade quântica em loop," afirmou o Dr. Laurent.
Agora, a bola volta para os teóricos, que deverão reexaminar suas teorias à luz deste novo dado.

terça-feira, 12 de julho de 2011

SONDA ENCONTRA EVIDÊNCIA DE RESERVA DE ÁGUA EM LUA DE SATURNO



A sonda Cassini fez uma análise da nuvem que é ejetada no espaço pela Enceladus, uma das luas de Saturno, e encontrou fortes evidências de um reservatório de água que estaria sob sua camada de gelo.
"A Enceladus é uma pequena lua gelada, na extremidade do Sistema Solar, e não havia expectativa de existir água por ser distante do Sol", comentou o cientista da ESA (Agência Espacial Europeia) Nicolas Altobelli, membro da missão.
Em 2005, a Cassini descobriu as primeiras nuvens, mas só recentemente pôde se aproximar o suficiente para colher amostras. Ou, com mais precisão, voar exatamente bem no meio delas.

Análise indica que pode haver reservatório de água salgada em lua de Saturno
Análise indica que pode haver reservatório de água salgada em lua de Saturno
A coleta indicou que os jatos são formados por vapores de água e de pequenos grãos de gelo.
Na área perto da Enceladus, os grãos são maiores e ricos em sal. Por causa do seu peso, eles são ejetados no ar, mas voltam para a lua, caindo outra vez no solo.
Com uma olhada mais atenta, os pesquisadores afirmaram que os grãos lembram muito a composição típica de oceanos.
Ou seja, eles teriam se formado de um líquido salgado que estaria abaixo do nível da camada de gelo.
Segundo o cientista da missão, Frank Postberg, da Universidade de Heidelberg (Alemanha), o autor principal do estudo que será divulgado na revista "Nature", atualmente não há um meio plausível de se produzir grãos ricos em sal a partir de gelo sólido.
Por isso, essa possibilidade de terem se originado na superfície de gelo foi descartada. Quando a água congela, o que sobra é praticamente uma água pura congelada. Se as nuvens emanam do gelo, deveria haver pouco, e não muito, sal. Isso leva os cientistas a crerem que a água salina estaria abaixo da camada de gelo.
O reservatório pode estar a cerca de 80 km de profundidade e estaria depositado entre o núcleo rochoso da lua e seu manto de gelo.
"Essa descoberta é uma crucial evidência de que as condições ambientais favoráveis para a formação da vida podem estar em objetos gelados que orbitam planetas gigantes gasosos", acrescentou o Altobelli.
OUTRA LUA
A Cassini também realizou outro feito neste mês.
No último sábado (18), a sonda fotografou o lado mais escuro de uma das outras luas de Saturno, Helena, a uma distância bem próxima.
A nave ficou a apenas 7 mil quilômetros de distância da superfície de Helena para fazer uma série de imagens que serão posteriormente analisadas.

Foto tirada pela Cassini, que ficou a apenas 7.000 quilômetros da superfície de uma das luas de Saturno, Helena
Foto tirada pela Cassini, que ficou a apenas 7.000 quilômetros da superfície de uma das luas de Saturno, Helena

segunda-feira, 11 de julho de 2011

QUEM SURGIU PRIMEIRO? BURACOS NEGROS, OU GALÁXIAS?


Mônica Pileggi - Agência FAPESP - 
Quem surgiu primeiro, os buracos negros ou as galáxias?
Professor resume os progressos recentes no campo da Astrofísica que estuda os buracos negros e a evolução das galáxias.[Imagem: NASA]
O que surgiu primeiro, os buracos negros ou as galáxias?
Esta é a pergunta que João Evangelista Steiner, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP) procurou responder na palestra "Buracos negros: sementes ou cemitérios de galáxias?".
Definição de buracos negros
No encontro, o coordenador do Instituto Nacional Avançado de Astrofísica destacou os avanços nos últimos dez anos na área, como a confirmação da existência de um buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea, a medida do momento angular dos buracos negros estelares e supermassivos e o paradigma da coevolução entre galáxias e buracos negros.
De modo geral, buracos negros são objetos espaciais compactados cuja superfície possui aceleração infinita, tornando-a irresistível. Devido a esse fenômeno, toda matéria próxima a um buraco negro é capturada.
"Até mesmo a luz próxima é capturada. O espectador não enxerga nada, pois a matéria (gás) ou qualquer outro tipo de informação produzida dentro dele não consegue escapar à superfície de singularidade de aceleração. Para quem o vê de fora, o objeto é um buraco negro, onde tudo entra e nada sai", exemplificou Steiner.
Quem surgiu primeiro, os buracos negros ou as galáxias?
A NGC 300 abriga muitos fenômenos astronômicos interessantes, entre os quais o maior buraco negro já encontrado. [Imagem: ESO]
Tipos de buracos negros
Atualmente, os buracos negros são divididos em duas categorias: estelares e supermassivos.
Os primeiros são alimentados por uma estrela vizinha. "Como esses fenômenos galácticos não emitem qualquer tipo de luz, a medição do espectro só é possível quando se encontra em um sistema binário, isto é, quando há uma estrela companheira. Nesse caso, o buraco negro suga a matéria dela", disse.
O primeiro objeto encontrado na Via Láctea com essa característica foi uma fonte, confirmada em 1973, de raios X denominada Cygnus X-1.
"Ela se mostrou tão densa que ou poderia ser um uma estrela de nêutrons - aquelas cuja densidade pode chegar a 10 trilhões de vezes a da água [que tem 1g/cm3] e estão associadas a explosões de supernovas - ou um buraco negro. Mas, ao medir sua massa, os cientistas observaram que era algo muito maior do que uma estrela de nêutrons", contou.
Os buracos negros estelares têm entre 5 e 20 vezes a massa do Sol e são originados pela explosão de uma estrela.
Estima-se que sua temperatura atinja em torno de 100 milhões a 1 bilhão Kelvin, devido ao processo de transformação de energia potencial gravitacional em térmica e, finalmente, luminosa.
Dos bilhões de estrelas na Via Láctea, calcula-se que existam cerca de 10 milhões de buracos negros estelares. Até agora, os cientistas conseguiram identificar apenas 20. "Se eles não estiverem em sistema binário, não teremos nem como observá-los", disse Steiner.
Quem surgiu primeiro, os buracos negros ou as galáxias?
O menor buraco negro que se conhece foi descoberta na Via Láctea por cientistas da NASA. [Imagem: NASA]
Buracos negros supermassivos
Evidências da outra categoria, os supermassivos, surgiram na mesma época dos estelares. Os buracos negros supermassivos podem chegar a 4 bilhões de vezes a massa do Sol e estão sempre localizados no centro de galáxias devido à gravidade.
"A ideia dos supermassivos surgiu com a descoberta dos quasares, objetos extremamente luminosos e compactos, capazes de brilhar mais que uma galáxia inteira, mas com o volume de um sistema solar", pontuou Steiner. Já foram identificadas e calculadas as massas de 50 buracos negros desse tipo.
Entre os avanços da década na astrofísica dos buracos negros citados por Steiner, o mais recente é a medição do momento angular, ou seja, o quanto ele gira em torno do próprio eixo.
"Medir o momento angular é ainda mais difícil do que calcular a massa desses fenômenos galácticos", disse.
De todos os buracos negros conhecidos, de ambas as categorias, sabe-se o momento angular de apenas 13 deles, sendo oito estelares e cinco supermassivos.
"Quase todos giram com velocidade máxima, ou seja, têm o momento angular próximo de 1. Apenas um deles apresentou resultado inferior a 0,5", disse.
Quem surgiu primeiro, os buracos negros ou as galáxias?
O Cygnus suga a maior parte da matéria de sua vizinha, mas parte da matéria escapa do buraco negro por um túnel magnético. [Imagem: ESA]
Quasar adormecido
De acordo com o professor do IAG-USP, há anos se especulava sobre a existência de um buraco negro supermassivo desativado no centro da Via Láctea.
"Se ela tivesse um buraco negro capturando gás, seria facilmente visível, pois ele estaria produzindo uma grande quantidade de energia que poderia ser observada. Mas isso não ocorre", destacou.
Para Steiner, essa característica física se configura num quasar morto e que justifica o motivo pelo qual outros buracos negros supermassivos ainda não foram identificados.
A confirmação desse objeto desativado veio em 2002 com a publicação de um estudo da órbita de uma estrela vizinha.
O objeto escuro, que possui 4 milhões de massas solares, foi observado por um grupo de cientistas durante 15 anos. "Cedo ou tarde, uma das estrelas que giram em torno desse objeto irá colidir e liberar gás suficiente para libertar o quasar", disse.
Quem surgiu primeiro, os buracos negros ou as galáxias?
A ficção científica afirma isso há décadas. Mas agora passa a ser "seguro" também para os cientistas aventurarem-se pela ideia de que os buracos negros podem ser portais para outros universos. [Imagem: NASA/Les Bossinas]
Surgimento conjunto
Outra descoberta recente da astrofísica dos buracos negros é o paradigma sobre a evolução desses fenômenos, que explica por que todas as galáxias têm um buraco negro em seu centro.
Steiner explicou que existe uma correlação entre a massa do buraco negro e a massa da galáxia que o hospeda.
A galáxia sempre tem 500 vezes mais massa do que seu buraco negro. "Essa é a regra. O buraco negro determina a evolução da galáxia e vice-versa. Ambos coevoluíram desde o Big Bang", disse.
O astrofísico destacou que se não existissem os buracos negros as galáxias não existiriam ou elas não teriam as configurações que conhecemos hoje.
"Para compreender o Universo, temos que levar em consideração o fator buraco negro. Ele tem um papel fundamental e é esse o paradigma da coevolução", disse.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

ANDRÓIDE DA ESA PERMITIRÁ EXPLORAÇÃO A DIATÂNCIA DE PLANETAS E LUAS


Um androide dotado de tato e com sensores de força possibilitará a exploração à distância da Lua e de planetas, anunciou nesta quinta-feira a Agência Espacial Europeia (ESA), que indicou que o robô ficará pronto "em dois ou três anos". 



oide será capaz de reproduzir com exatidão os movimentos dos astronautas da ISS. Créditos: Efe
O androide recebeu o nome de "Justin", está sendo desenvolvido pelo Centro Aeroespacial Alemão e poderá ser controlado à distância pelos astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS). 

A ESA explicou em comunicado que o robô será capaz de reproduzir com exatidão os movimentos dos astronautas na ISS, e que estes utilizarão um exoesqueleto para trabalhar à distância. Isso lhes permitirá operar com a mesma precisão que teriam se estivessem fisicamente no lugar onde o robô estiver, segundo a agência. 

A agência acrescentou que, para transformar a robótica e as técnicas de telepresença em uma ferramenta padrão das futuras missões espaciais, prepara uma conexão entre a Terra e a ISS que permitirá o controle de experiências com robôs no complexo orbital. 

Trata-se de uma iniciativa, conhecida como Meteron, que "permitirá testar as tecnologias necessárias para as futuras missões de prospecção da Lua, de Marte ou outros corpos do sistema solar", explicou a ESA. 

Na primeira fase do Meteron, os astronautas da estação espacial controlarão à distância um protótipo do veículo Eurobot a partir de um computador equipado com um joystick e monitores especiais. 

Este protótipo possui quatro rodas e dois braços, conta com um avançado sistema de navegação, câmeras e sensores e está sendo desenvolvido desde 2008 no Centro Europeu de Pesquisa e Tecnologia Espacial da ESA na Holanda. 

Na fase seguinte, os astronautas poderão conduzir um robô dotado de "tato" e sensores de força, um sistema com o qual poderão controlar androides como o Justin. 

"Graças a estes sensores, os astronautas poderão sentir a força real que o robô fará em seu campo de trabalho", disse André Schiele, chefe do Laboratório de Telerrobótica e Háptica da ESA. 

"Isto será especialmente útil para deslocar rochas ou desenvolver tarefas complexas, como a montagem de equipes", acrescentou.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

SUCESSOR DO HUBBLE,TELESCÓPIO JAMES WEBB JÁ TEM ESPELHOS PRONTOS


Os espelhos do telescópio James Webb, que a Nasa deve lançar ao espaço em
 2014 para estudar o universo em frequência infravermelha, já estão prontos para
 observar as primeiras galáxias, informou a agência espacial americana em comunicado.



Telescópio será substituto do Hubble. Ilustração: Nasa
Os espelhos são uma parte essencial de um telescópio e a qualidade deles é crucial para o bom uso do objeto. Por isso, a conclusão do processo de elaboração de todos os espelhos que estarão a bordo do telescópio espacial representa um "importante marco", destacou a Nasa. 

O telescópio Webb é composto por quatro tipos de espelhos. O principal tem uma área de aproximadamente 25 metros quadrados, e permitirá aos cientistas capturar a luz mais fraca dos objetos distantes no universo mais rápido que qualquer observatório anterior. 

Os espelhos são feitos de berílio (elemento químico metálico utilizado para endurecer ligas de metais) e trabalharão juntos para transmitir as imagens do céu às câmeras do telescópio. 

O telescópio James Webb, elaborado para ser o telescópio espacial mais moderno do mundo, será o sucessor do Hubble, lançado ao espaço em 1990. O tamanho de seu espelho principal é nove vezes maior que o do Hubble. 

Uma vez construído, será o mais potente do mundo, mas ainda terá de esperar. Mais de 75% de seu hardware ainda está em fase de produção ou de testes. 

Os cientistas esperam poder observar os objetos mais distantes no universo e ter imagens das primeiras galáxias formadas, assim como estudar os planetas que rodeiam estrelas distantes. 

A Nasa, a ESA (Agência Espacial Europeia) e a Agência Espacial Canadense colaboram neste projeto. 

quarta-feira, 6 de julho de 2011

ASTÔNOMOS DESCOBREM ANÃS MARRONS MAIS FRIAS DO UNIVERSO





Paris,  (EFE).- Uma equipe internacional de astrônomos acaba de descobrir o astro mais frio detectado até agora fora do sistema solar, a cerca de 75 anos luz da Terra, informou nesta quarta-feira, 23, em comunicado o Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica (CNRS).
Trata-se de uma estrela anã marrom que faz parte de um sistema binário batizado CFBDSIR 1458 10 e que tem uma temperatura de aproximadamente 100º Celsius.
A estrela, chamada CFBDSIR 1458 10B, é menos brilhante e mais fria que sua companheira, a CFBDSIR 1458 10A. Ambas, de um tamanho parecido com Júpiter, orbitam a uma distância três vezes maior a que separa o Sol da Terra, com um período orbital de 30 anos, segundo o Observatório Europeu Austral (ESO). O descobrimento foi publicado nesta quarta-feira no "Astrophysical Journal".
A "CFBDSIR 1458 10A" já é muito fria, pois tem entre 250º e 300º Celsius, indicou o comunicado do CNRS.
Com essas temperaturas, os cientistas esperam que ambas as estrelas tenham propriedades distintas de outras anãs marrons conhecidas e se pareçam com os exoplanetas gigantes.
"Poderiam até ter nuvens de água na atmosfera", segundo Michael Liu, do Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí (EUA), um dos autores do estudo.
A estrela "CFBDSIR 1458 10A" foi descoberta em 2010 por uma equipe franco-canadense, dirigida do Instituto de Planetologia e Astrofísica de Grenoble por Philippe Delorme, e da Universidade de Montreal, por Loïc Albert. O mesmo instrumento utilizado nessa descoberta permitiu que os astrônomos encontrassem agora, em colaboração com o professor Liu, a nova estrela anã.
O Very Large Telescope (VLT) do ESO, situado no Chile, foi utilizado para estudar o espectro infravermelho do sistema binário e medir sua temperatura.
"Ficamos emocionados por comprovar que este objeto tinha uma temperatura tão baixa, mas não podíamos adivinhar que se tratava de um sistema binário com um componente ainda mais interessante e mais frio", assinalou Delorme, coautor do estudo. 


segunda-feira, 4 de julho de 2011

ASTRONOMOS DESCOBREM OBJETO MAIS BRILHANTE NO UNIVERSO PRIMORDIAL



Quasar mais distante e mais brilhantes descobertos
Impressão deste artista mostra como ULAS J1120 0641, um quasar muito distante alimentado por um buraco negro com uma massa de 2 bilhões de vezes a do sol, pode ter olhado. Este quasar está o mais distante já encontrado e também é o objeto mais brilhante ainda descoberto no início do universo. CRÉDITO: ESO / M. Kornmesser

Cientistas descobriram o objeto mais brilhante ainda da infância do cosmo, uma galáxia super-brilhante que desafia as noções de como extraordinariamente buracos negros evoluiu.
O enigma brilhante é um quasar, uma etapa que algumas galáxias passar quando lotes de material cai na buracos negros supermassivos em seus núcleos, emitindo luz, como ele faz isso.
O quasar, atribuído o nome ULAS J1120 0641, é o mais distante encontrados até o momento. É, de longe, o objeto mais brilhante descoberta do universo primordial , dando  60 trilhões de vezes mais luz que o nosso sol. (Um trilhão é de 1 milhão de milhões).

Para descobrir esse quasar, cientistas caçados por 20 milhões de objetos detectados ao longo de cinco anos no Infrared Telescope Reino Unido Sky Survey Deep. [ As coisas mais estranhas no espaço ]
"A procura foi muito longo e lento - tipo como de extração de ouro e ver um monte de coisas brilhantes brilhando na panela, apenas para a maioria deles para ser pregos velhos, até que finalmente um candidato acabou por ser o que estávamos procurando, "disse o pesquisador Daniel Mortlock, astrofísico do Imperial College London.
Mais distante e mais brilhante quasar J1120 ULAS 0641
Esta imagem de ULAS J1120 0641, um quasar muito distante alimentado por um buraco negro com uma massa de 2 bilhões de vezes a do sol, foi criado a partir de imagens tiradas a partir de levantamentos feitos por ambos os Sloan Digital Sky Survey e da Sky Survey Infravermelho Profundo UKIRT . O quasar aparece como um ponto vermelho fraco perto do centro. CRÉDITO: ESO / UKIDSS / SDSS
Quasar mais distante ainda
A distância até o quasar foi então determinada a partir de observações feitas com o Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul e do Telescópio Gemini Norte. Com base em quão grandemente a luz do quasar foi esticada durante a sua viagem pela expansão do universo, os cientistas estimam que o quasar existiu apenas 770 milhões de anos após o Big Bang.
Ao analisar a luz de ULAS J1120 0641, os pesquisadores estimam o quasar foi alimentado por um buraco negro 2.000 milhões de vezes a massa do sol. Como os buracos negros se tornou tão grande assim logo após o Big Bang é difícil de explicar.
"Embora não seja o mais massivo buraco negro quasar conhecido, é visto de modo muito mais cedo do que os outros que é ainda mais difícil a se formar no tempo disponível ", disse Mortlock SPACE.com.
Uma série de teorias que os cientistas têm trazido para explicar esta anomalia são: a existência no início do universo de "semente" buracos negros com até 1.000 vezes a massa do nosso Sol é, uma alta taxa de fusões buraco negro; e o crescimento dos buracos negros acompanhados por grande parte da luz emitida é  por equeda de material, assim, esconde  o processo de crescimento.
Nova pista no universo primordial?
Embora este quasar aumenta o mistério destes primeiros buracos negros, poderia ajudar a resolver outro enigma desde os primeiros tempos do universo estimado em 13.7 bilhões de anos: uma fase conhecida como reionização.
Durante esta época entre cerca de 150 milhões dos  800,000 mil anos após o Big Bang , o hidrogênio carga neutra que permeia o universo foi ionizado em seus constituintes prótons e elétrons. A luz do quasar recém-descoberto sugere que o Universo ainda era cheia de quantidades significativas de hidrogênio neutro, mesmo 770 milhões anos após o Big Bang, Mortlock disse.
O próximo passo é encontrar quasares tão antiga ou até mais velhos. "Isto deve ser feito através de inquéritos que estão apenas começando agora, como o Telescópio de Pesquisa visível e infravermelho de Astronomia (VISTA) e Survey Telescope Panorâmica e Sistema de Resposta Rápida (Pan-STARRS) que já estão em andamento", disse Mortlock.
Os pesquisadores detalharam suas descobertas na década de 30 edição de junho da revista Nature.